Símbolo texto do coração

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Jon Snow, o Branco

2020.07.16 05:03 altovaliriano Jon Snow, o Branco

O titulo deste texto é uma alusão ao personagem Gandalf, de Senhor do Anéis, que ao retornar da morte de “Gandalf, o Cinzento” para se tornar “Gandalf, o Branco”.
É famosa a insatisfação de Martin com a ressurreição de Gandalf, que assim ele explicou em uma entrevista:
Eu acho que se você está trazendo um personagem de volta, que um personagem passe pela morte, é uma experiência transformadora. […] Por mais que admire Tolkien, sempre senti que Gandalf deveria ter ficado morto. Essa foi uma passagem tão incrível em Sociedade do Anel, quando ele enfrenta o Balrog no Khazad-dûm e ele cai no abismo, e suas últimas palavras são: "Fujam, seus tolos".
Que poder que tinha, como isso me pegou. E então ele volta como Gandalf, o Branco, e ele volta melhorado. Nunca gostei tanto de Gandalf, o Branco, quanto de Gandalf, o Cinza, e nunca gostei de ele ter retornado. Acho que teria sido uma história ainda mais forte se Tolkien o tivesse deixado morto.
Meus personagens que voltam da morte ficam piores. De certa forma, eles não são mais os mesmos personagens. O corpo pode estar se movendo, mas algum aspecto do espírito é mudado ou transformado, e eles perdem algo. Um dos personagens que voltou repetidamente da morte é Beric Dondarrion, O Senhor do Raio. Cada vez que ele revive, ele perde um pouco mais de si mesmo. Ele foi enviado em uma missão antes de sua primeira morte. Ele foi enviado em uma missão para fazer alguma coisa, e é como se ele estivesse se agarrando nisso. Ele está esquecendo outras coisas, ele está esquecendo quem ele é, ou onde ele morava. Ele não lembra da mulher com quem ele deveria se casar. Pedaços de sua humanidade são perdidos toda vez que ele volta da morte; ele se lembra da missão. Sua carne está decaindo, mas essa coisa, esse propósito que ele tinha é parte do que o anima e o levando novamente à morte. Eu acho que você vê ecos disso em alguns dos outros personagens que voltaram da morte.
Portanto, Martin plantou os indícios de que Jon Snow renascido não será mais o bom e velho Jon Snow. Neste texto, analisaremos quais são as opções para a ressurreição de Jon Snow e como cada uma delas afetará sua personalidade a partir de agora.

O ÚLTIMO BEIJO

A maneira que é considerada mais simples pelos leitores é que Jon seja ressuscitado à semelhança de Beric Dondarrion e Catelyn Tully. O ritual do último beijo pertence à religião do Deus Vermelho e, aparentemente, pode ser executada por qualquer sacerdote de R’hllor (assim como por alguém que foi ressuscitado por esta via – vide o caso Beric-Catelyn).
Dessa maneira, muitos leitores acreditam que Melisandre simplesmente executará o ritual no corpo de Jon. Nesse caso, a consciência de Jon retornaria a seu corpo mortalmente ferido, mas seus ferimentos não lhe causariam mais problemas, tal qual não causaram a Beric.
De fato, é importante destacar as palavras de GRRM nesta questão dos ferimentos. O escritor disse à revista Time que a razão pela qual Beric podia voltar a um corpo destruído era porque não há mais vida biológica no corpo de Beric:
[…] o pobre Beric Dondarrion, que serviu de prenúncio [foreshadowing] de tudo isso, toda vez que ele é um pouco menos Beric. Suas memórias estão desaparecendo, ele tem todas aquelas cicatrizes, está se tornando cada vez mais hediondo, porque ele não é mais um ser humano vivo. Seu coração não está batendo, seu sangue não está fluindo em suas veias, ele é uma criatura [wight], mas uma criatura animado pelo fogo, e não pelo gelo, e agora estamos voltando a toda essa coisa de fogo e gelo.
A ressurreição via Último Beijo tem o benefício de não trazer complicações para o funcionamento do corpo de Jon. Entretanto, como falei em último texto sobre este assunto, há um consenso de que a consciência de Jon será transferida para o corpo de Fantasma. Não há qualquer indício de que o Último Beijo também consiga extrair a consciência de Jon de volta a seu corpo.
Isso nos leva a nossa próxima opção.

EXPULSÃO TROCA-PELES

A consciência de Jon será transferida para o corpo de Fantasma. Porém, existe um meio de impedir essa transferência. Varamyr nos conta que usou essa técnica contra seu antigo mestre, Haggon:
Haggon era fraco, tinha medo do próprio poder. Morreu chorando e sozinho quando lhe arranquei a segunda vida. Varamyr devorara-lhe pessoalmente o coração. Ele me ensinou muito, e ainda mais, e a última coisa que aprendi com ele foi o gosto da carne humana. […] morrera chorando, depois que Varamyr tomou Pelecinza, expulsando Haggon para reivindicar o animal para si. Sem segunda vida para você, velho. […]
(ADWD, Prólogo)
Assim ficamos sabendo que é possível a expulsão de um troca-peles de dentro do animal no qual ele vive sua segunda vida. O que não fica claro aí é se a consciência retorna ao corpo moribundo ou não. Varamyr diz que Haggon chorou, mas não especifica se antes ou depois de ser expulso de Pelecinza.
De todo modo, o que importa para esta análise é saber que um troca-peles poderia expulsar Jon de Fantasma, possivelmente de volta para seu corpo humano. E como escrevi no texto anterior existe um troca-peles na Muralha, chamado Borroq, que tem se mostrado especialmente amigável com o Lord Comandante. Este troca-peles, inclusive tem o estranho (porém, conveniente) hábito de se misturar ao mortos:
Até então, Borroq passara a morar em uma das antigas tumbas ao lado do cemitério do castelo. A companhia de homens mortos havia muito tempo parecia agradá-lo mais do que a dos vivos, e seu javali parecia feliz em fuçar entre os túmulos, bem longe de outros animais.
(ADWD, Jon XIII)
Então, o troca-peles teria todas as condições psicológicas de zelar pelo corpo, além de potencialmente ter interesse em tema de vida-morte que justifiquem o conhecimento de métodos de ressurreição. Fora ele, Brynden Rivers poderia ter conhecimento sobre o assunto, que poderiam ser passado a Bran Stark, tornando ambos os troca-peles possíveis candidatos a “ressuscitadores”.
Este método, entretanto, não resolve o problema do corpo mortalmente ferido de Jon. A expulsão, em tese, só o mandaria de volta para seu corpo para morrer. Ou pior. Caso o corpo de Jon já esteja morto, a consciência não teria lugar para retornar.
Somente conhecemos um tipo de magia que é capaz de reanimar corpos mortos com pouca (ou possivelmente nenhuma) consciência em si, que é a próxima opção.

REANIMAÇÃO GELADA

Jon Snow ergue-se da morte para servir aos Outros.
Sabemos pouco sobre o método de reanimação empregado pelos Caminhantes Branco. Contudo, vimos que, no caso de Othor, o morto-vivo lembra-se de onde ficava os aposentos do Lorde Comandante e teria partido diretamente para ele. Para grande parte dos leitores, isso parece indicar que a magia dos Outros revive pessoas com pouquíssima consciência de sua vida pregressa.
Não vimos, por exemplo, o que aconteceu com o corpo de Varamyr quando ele, já dentro de Um-Olho, retornou a seu acampamento e trocou um olhar com a criatura que Cynara havia se tornado. Eu pessoalmente acredito que isso seria um indício de que os Outros não conseguem reanimar corpos de troca-peles cujas mentes foram transferidas para seus animais companheiros. Mas isso sou apenas eu.
A maior parte dos defensores desta via afirmam que o retorno de Jon como um wight está profetizado por um sonho que ele mesmo teve:
Permaneçam firmes – Jon Snow exortou. – Vamos mandá-los embora. – Estava no topo da Muralha, sozinho. – Fogo – gritou –, joguem fogo neles –, mas não havia ninguém para prestar atenção.
Todos se foram. Eles me abandonaram.
Flechas incendiárias assobiaram para cima, arrastando línguas de fogo. Irmãos espantalhos caíram, seus mantos negros em chamas. Snow, uma águia gritou, enquanto inimigos escalavam o gelo como aranhas. Jon estava com uma armadura de gelo negro, mas sua lâmina queimava vermelha em seu punho. Conforme os mortos chegavam ao topo da Muralha, ele os enviava para baixo, para morrer novamente. Matou um ancião e um garoto imberbe, um gigante, um homem magro com dentes afiados, uma garota com grossos cabelos vermelhos. Tarde demais, reconheceu Ygritte. Ela se foi tão rápido quanto aparecera.
(ADWD, Jon XII)
Esta armadura de gelo negro seria uma metáfora para sua condição como criatura [wight], mas o sonho demonstraria que ele ainda lutaria pela Patrulha da Noite. Como isso seria possível?
Bem, este é um dos problemas com esta especulação, além de que, estando a mente de Jon dentro em Fantasma, como seria possível mandar esta consciência para dentro de um corpo morto-vivo reanimado pelos Outros.
E assim muitos leitores começaram a ver necessidade em combinar métodos.

MAGIA DE FOGO E VERDE

Este método consistiria em combinar o método mais simples para reanimar o corpo e o método mais simples de devolver a consciência. A combinação do Último Beijo (Fogo) com a Expulsão Troca-Peles (“Verde”, no sentido de que teria uma conexão com os Filhos da Floresta) tem os benefícios de já ter na Muralha as pessoas indicadas para o ritual (Melisandre e Borroq), assim como de que ambas essas pessoas estejam dispostas a trabalhar em favor de Jon Snow.

MAGIA DE SANGUE E VERDE

Este não é um método que eu tenha vista em lugar algum. Me ocorreu enquanto eu escrevia o texto. Seria a combinação de um ritual de sangue maegi, como aquele executado por Mirri Maz Duur para manter o corpo de Drogo vivo, com a expulsão troca-peles.
Eu não saberia indicar uma pessoa na Muralha que tenha este tipo de treinamento de Maegi (muito embora em minhas primeiras releituras eu sempre achasse que a religião de Melisandre e Mirri eram a mesma). Talvez seja uma tentativa inútil de minha cabeça de dar um novo (e “benigno”) uso para o ritual que vimos no primeiro livro.

MAGIA DE GELO E VERDE

Eu gosto de chamar esta opção de “Jon Mãos Frias”, muito embora desconheçamos em absoluto como foi que Mãos Frias foi ressuscitado.
A idéia é a de que seria possível trazer uma mente de volta para um corpo morto-vivo via Expulsão Troca-Peles. Ninguém é capaz de apresentar nenhuma evidência de que isso é possível, mas muito se especula que isso teria sido a forma como Brynden ou os Filhos da Floresta teriam trazido Mãos-Frias de volta.
Muitos arguem que Mãos-Frias – o patrulheiro morto pelos Outros “há muito tempo” – era um troca-peles reanimado por este método, à imagem e semelhança do que acontecerá com Jon. Afirmam que o fato de Mão-Frias montar um Alce Gigante é um grande indicativo, uma vez que este é um animal primitivo, supostamente um paralelo do que o Lobo Gigante seria para um Lobo normal. Por outro lado, completam dizendo que Mãos-Frias parece interagir com os corvos ao seu redor.
Há alguns que também veem um prenúncio para esta combinação de métodos codificado na morte de Waymar Royce. O jovem patrulheiro havia tentado enfrentar os Outros sozinho, mas morre e é reanimado como uma criatura. Ele carrega consigo uma espada quebrada (símbolo tanto de Azor Ahai quanto do Último Herói). A diferença é que Jon teria seu lobo para evitar a perda total de sua mente (tal qual o Último Herói tinha seu cão). Mas devo alertar para o fato de que essas pessoas parecem ser as mesmas que acreditam que Waymar Royce foi morto porque os Outros o confundiram com um Stark.
Esta combinação me parece ser a segunda mais furada.

MAGIA DE GELO E FOGO

Essa hipótese somente surge como uma resposta aos problemas da combinação anterior. Como não há comprovação de que pode haver expulsão troca-peles para corpos reanimados pelos Outros, alguns leitores simplesmente passaram a se pergunta o que aconteceria caso Melisandre fizesse um sacrifício às chamas.
Fala-se da queima de Shireen como forma de produzir um milagre , mas nada disso tem precedentes. Outros sugerem que seria o próprio Fantasma quem seria sacrificado, arguindo que a perda de Fantasma seria o “preço” a pagar pela ressurreição. Mas isso me cheira muito parecido com o sacrifício do cavalo de Khal Drogo, e eu acho que essas pessoas estão inventando um ritual de sangue e chamando-o de magia de fogo.
Esta me parece ser a hipótese mais furada, apesar de que o título contenha a expressão “gelo e fogo”.

PROBLEMAS ADICIONAIS: O TEMPO E A FUSÃO

Depois de termos visto todos os métodos e combinações, temos que voltar à crítica de Martin à volta de Gandalf dos mortos, pois nela GRRM, através do caso de Dondarrion, parece estabelecer o que parece razoável para ele em termos de ressurreição de personagens.
  1. Cada vez que ele revive, ele perde um pouco mais de si mesmo” - perda de personalidade
  2. Ele foi enviado em uma missão para fazer alguma coisa, e é como se ele estivesse se agarrando nisso” – obsessão por concluir sua última missão
  3. esse propósito que ele tinha é parte do que o anima e o levando novamente à morte” – a última missão seria justamente o que trouxe sua morte
No caso de Beric, a perda de personalidade era palpável em sua perda de memória, a obsessão em cumprir seu último desígnio fez surgir a Irmandade sem Bandeira e o cumprimento do dever de levar a justiça do rei o fez morrer 7 vezes.
No caso de Catelyn, a perda de personalidade é ainda mais acentuada (pois, segundo Thoros, “tinha se passado tempo demais” de suas morte – três dias), a obsessão em cumprir seu último desígnio a fez uma máquina de matar Freys (“Matarei Walder Frey, disse a si mesma. Guizo estava mais perto da faca[...]. Matarei o velho, isso, pelo menos, posso fazer”. - ASOS, Catelyn VII) e o cumprimento do desejo de matar o Frey mais a mão foi o que levou à sua morte, não os próprios planos de Walder Frey:
Então Lorde Walder matou-o sob o próprio teto, à própria mesa? – Tyrion fez umpunho. – E a Senhora Catelyn?
Diria que também foi morta. Um par de pele de lobo. O Frey pretendia mantê-la cativa, mas talvez algo tenha dado errado.
(ASOS, Tyrion VI)
E no caso de Jon, a depender do tempo em que seu corpo fique nas celas de gelo (como especulei no texto anterior) a perda de personalidade pode ser ainda maior. A obsessão do cumprimento de seu último desígnio até poderia ser a libertação de Winterfell, o extermínio da Casa Bolton e a busca por Arya, porém, o que o levou a morte não foi isso, mas sua deserção da Patrulha. Dessa forma, me parece incerto se o que motivará Jon após a ressurreição será a guerra como Stark ou a fidelidade à Patrulha da Noite.
Contudo, estas considerações pressupõem que Jon seria ressuscitado apenas com o Último Beijo de Melisandre ou que, mesmo valendo-se da Expulsão Troca-Pele por parte de Borroq, sua mente não será blindada.
De fato, muitos leitores imaginam que a transferência da consciência de Jon para o corpo de Fantasma fará com que o ex-Lorde Comandante não sofra do tipo de transformação de personalidade de Beric ou Catelyn. Porém, estas pessoas costumam apontam que Jon poderia absorver um pouco da animalidade de Fantasma e passar a ser mais lupino, com base em um dos ensinamento de Haggon:
[…] Quando a carne humana morre, seu espírito vive dentro do animal, mas a cada dia suas memórias desaparecem, e o animal se torna um pouco menos warg, um pouco mais lobo, até que nada do homem reste e apenas o animal permaneça.
(ADWD, Prólogo)
Cabe observar que Fantasma tem uma personalidade única, mesmo entre os lobos gigantes. Ele é extremamente silencioso, sendo costumeiro que mostre os dentes sem rosnar. Por essa razão, há quem entenda que Jon não ficará rosnando e babando por aí, mas que terá resposta emocionais mais violentas, apesar de silenciosas.
Entretanto, o que os leitores costumam esquecer é esta outra lição de Varamyr:
Depois de um cavalo se habituar à sela, qualquer homem pode montá-lo – disse ele em voz baixa. – Depois de um animal se juntar a um homem, qualquer troca-peles pode entrar nele e montá-lo. Orell estava definhando dentro de suas penas, por isso fiquei com a águia. Mas a junção funciona nos dois sentidos, warg. Orell agora vive dentro de mim, murmurando como o odeia. E eu posso pairar por cima da Muralha e ver com olhos de águia.
(ASOS, Jon X)
Dessa forma, em tese, mesmo que a consciência de Jon seja extraída de Fantasma via Expulsão Troca-Peles, o que poderia acontecer seria Jon passar a habitar o corpo do Troca-Pele que tentar dominar Fantasma. Ou ao menos uma parte. Ou quem sabe uma parte de ambos ficaria em Fantasma. Ou então Jon e Fantasma já estaria tão misturados que extrair apenas Jon seria impossível e o lobo ficasse vegetativo, sem uma mente. Eu realmente não sei o que responder.

PERGUNTAS

Diante de tudo que foi explicado e especulado, há diversas perguntas sem resposta sobre o que novo Jon fará ou pensará. Vou listá-las abaixo, começando pela mais óbvia:
  1. Qual método ou combinação você acha que vai ser usada nos livros?
  2. Jon terá POVs?
  3. Quais serão as principais mudanças físicas de Jon? (Catelyn ficou com cabelos brancos)
  4. Ele partirá imediatamente para Winterfell ou tentará consertar o caos na Muralha?
  5. Com sua morte, ele será liberado de seus votos? Ou a ressurreição prorroga os votos pela eternidade (vide Mãos-Frias)?
  6. O que Stannis, Melisandre e os Senhores do Norte pensarão sobre sua ressurreição? (na série não teve praticamente nenhuma repercussão)
  7. Jon não terá problema com o sacrifício de Shireen ou todo os envolvidos? Mesmo que o sacrifício tenha sido para ressuscitá-lo?
  8. Que tipo de características de Fantasma você acredita que Jon herdará?
  9. Jon se tornará algum tipo de Mãos-Frias em alguma medida? (Mãos frias não precisa comer, dormir ou se proteger do frio, o que ajudaria Jon explorar as Terras do Sempre Inverno).
  10. Tal qual Beric, Jon poderia tocar fogo na espada com seu sangue? Isso teria algum efeito adicional se a espada for de aço valiriano?
  11. Jeyne Poole e Jon se encontrarão? Ele quebrará o disfarce dela? Vê-la disfarçada de Arya vai frustrar a vontade de seguir para Winterfell?
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2020.05.23 05:04 altovaliriano Os Fantoches de Gelo e Fogo (Parte 2)

Texto em inglês: https://asoiaf.westeros.org/index.php?/topic/134726-the-puppets-of-ice-and-fire/
Autor: KingMonkey
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Dunk teve a sensação mais estranha, como se já tivesse vivido tudo aquilo antes.
(O Cavaleiro Misterioso)
Há mais ecos. Quantos? Eu não sei. Às vezes os ecos parecem bastante claros, em outros momentos são bem mais fracos. Alguns deles podem ser relevantes, outros podem ser simplesmente ressonâncias do grande evento filtrando o momento e deixando sua marca em eventos menores. Alguns desses ecos podem ser produto do reconhecimento de padrões em minha mente, agora que estou tão preparado para procurá-los. Não estou certo sobre todos eles. Entretanto, eu ficaria muito surpreso se nenhum deles fosse intencional. Quase certamente há ecos que ainda não notei. Antes que comece a cavar a procura, vou explorar mais alguns que eu já vi.

O Cavaleiro Andante

Em O Cavaleiro Andante, temos outro baio puro-sangue, montado por Aerion. Ali estão outros três guardas-reais, com suas capas brancas e mais imagens fantasmagóricas: "Na extremidade norte do campo, uma coluna de cavaleiros veio trotando da névoa do rio. Os três membros da Guarda Real vinham primeiro, como fantasmas em suas cintilantes armaduras de esmalte branco, com longos mantos brancos esvoaçando pelas costas.. "
Dunk vê uma estrela cadente e a torna parte de seu brasão, uma reminiscência do brasão da estrela cadente de Arthur Dayne, e nos é dada uma descrição interessante de seu escudo: "A estrela cadente era uma pincelada de tinta brilhante através do céu de carvalho", semelhante a " Uma tempestade de pétalas de rosa soprou através de um céu riscado de sangue”.
Os três (embora não estejam sozinhos) lutam contra sete, e a causa da luta é um cavaleiro que não renuncia a seus votos, custe o que custar. O número três surge novamente no número de mortos no julgamento de 7 contra 7. É um pouco forçado, eu admito, mas talvez possamos entender o fato de que todos os homens que lutam ao lado da Guarda Real são membros da mesma família, portanto, pelo menos em termos de casas com um único representante, pode ser visto como sete. contra três.
No final, o escudeiro Egg de Dunk é revelado como um dragão secreto, e Duncan fala sobre ir para as montanhas vermelhas de Dorne.

A Espada Juramentada

Eu só passei o olho em A Espada Juramentada, mas também vi alguns elementos conhecidos lá. Há uma torre, parcialmente arruinada há muito tempo. Há uma senhora que é extraordinariamente marcial. Há um confronto em que três enfrentam trinta e três, mas há sete cavaleiros entre os trinta e três. Um truque padrão do GRRM, ele não nos mostra esse número diretamente - “Mais cavaleiros vieram na seuqência, meia dúzia deles”, mas já tínhamos um cavaleiro [Sor Lucas]. Dunk sonha em cavar túmulos perto das montanhas vermelhas de Dorne, e embora o número de túmulos seja onze, o número realmente mencionado é oito: “Tem mais covas para cavar, pateta. Oito para eles, uma para mim, uma para o velho Sor Inútil e a última para seu garoto careca”. Há outra cavalo baio puro-sangue, que Lady Rohanne tenta oferecer a Duncan.

O Cavaleiro Misterioso

Como em O Cavaleiro Andante, essa história gira em torno de um sonho. No primeiro, o sonhador é Daeron, no segundo é Daemon II. Ambos são sonhos de dragão. O primeiro vê a morte de um dragão, oo último vê o nascimento de um. Daemon, apelidado de John, o Violinista. Também sonhou com Duncan, em uma capa branca. Um sonho que se realizou, haja vista que Duncan acabaria se tornando o lorde comandante da Guarda Real. "Sonhei com isso. Com esse castelo pálido, você, um dragão irrompendo de um ovo" Pode ser que o sonho fosse, na verdade, sobre Solarestival, mas Daemon acreditava que era sobre Alvasparedes, que ele descreve como parecendo ser "feito de neve" (Um gigante em um castelo de neve?) Ou branco como a casca de um ovo, talvez. Um bom castelo para despertar dragões da pedra.
Dunk entra nas listas de Alvasparedes com um escudo sem seu brasão normal. Sua estrela cadente não está nessa história, mas há outro cavaleiro da estrela cadente: Sor Glendon Flowers, que afirma ser filho de Sor Quentyn "Bola de Fogo" Ball.
Os combates acontecem de manhã e não de tarde, mas ainda há vermelho no céu: " Em algum lugar a leste, um raio irrompeu pelo céu rosa-claro". Alguns parágrafos antes, temos " Relâmpagos reluziam azuis e brancos...". Mais uma vez, algo azul no céu vermelho.
Sor Maynard Plumm (aparentemente um agente de Corvo de Sangue, se não o próprio Corvo de Sangue disfarçado) tenta convencer Dunk a fugir com Egg. Dunk é o futuro Lorde Comandante da Guarda Real, e ele responde à sugestão de fugir com um herdeiro de Targaryen da mesma maneira que Sor Gerold Hightower respondeu na Torre da Alegria: de que ele é obrigado pela honra a não fugir .
Quando Corvo de Sangue chega para terminar a rebelião antes de começar, temos "Um exército aparecera do lado de fora do castelo, saindo das brumas da manhã [...] liderados por três cavaleiros da Guarda Real". Mais imagens oníricas na névoa e três guarda reais novamente. O exército é acompanhado por Danelle Lothstan, outra mulher com tendências marciais, e mais uma vez vemos o morcego de Harrenhal que Whent carregava.
Não há pira, mas os homens de Corvo de Sangue queimam o estandarte Blackfyre de Daemon, que estranhamente "queimou por muito tempo, mandando para o ar uma nuvem de fumaçaretorcida que podia ser vista a quilômetros dali".
Corvo de Sangue fala sobre Alvasparedes, que ele pretende "colocá-la abaixo pedra por pedra", assim como Ned fez com a Torre da Alegria.
Os eventos terminam com o nascimento simbólico de um dragão, ou assim Corvo de Sangue nos diz: " Daemon sonhou que um dragão nasceria em Alvasparedes, e aí está. O tolo só errou a cor".

A Queda de Winterfell

Estou bastante icerto sobre este caso em A Fúria dos Reis, capítulo 66, mas há alguns pontos que me fazem querer inclui-lo entre os possíveis ecos.
Há uma discussão fora dos muros antes da luta, e uma jovem donzela mantida refém do lado de dentro (Beth Cassel). Ficamos com a frase " Os seus dezessete podiam matar três, quatro, cinco vezes esse número de homens ", que tem um eco fraco de sete contra três, e quando Ramsay intervém, ele deixa cair o corpo de três líderes, Rodrick Cassel, Leobald Tallheart e Cley. Cerwin, nos portões. Ramsay é encontrado por três no castelo também, Theon, Lorren Negro e Meistre Luwin. Theon diz: "Não fugirei", como os guardas reais, que não fogem. A cena se passa à noite, quando "o sol estava baixo, a oeste, pintando os campos e as casas com um clarão vermelho" e há um detalhe estranho " Os corvos chegaram na penumbra azul" - uma cor estranha para detalhes soltos, reflexos de " Uma tempestade de pétalas de rosa soprou através de um céu riscado de sangue". A coluna de homens de Ramsey apareceu " saída da fumaça". Mais iconografia de fumaça/sombra. Temos até outro Cassel morrendo. Esses ecos são duros para a Casa Cassel.
A cena termina com a destruição de Winterfell, assim como a tenda foi queimada ou a Torre da Alegria foi demolida. O cavalo de Theon está pegando fogo, " saindo aos coices dos estábulos que ardiam, com a crina em chamas, relinchando, empinando-se… ", o que é semelhante à visão de Dany na pira funerária de " Viu um cavalo, um grande garanhão cinzento retratado na fumaça, com uma auréola de chama azul no lugar da crina".
Isso pode ajudar a explicar um mistério no próximo capítulo de Bran, ACoK capítulo 69. " A fumaça e as cinzas enevoavam seus olhos, e no céu viu uma grande serpente alada cujo rugido era um rio de chamas. Descobriu os dentes, mas a serpente desapareceu". Essa frase intrigou muitos leitores e deu origem a muita especulação. Se a queda de Winterfell ecoou os eventos na tenda, que levaram ao nascimento de dragões, podemos especular que o que Verão viu foi um eco mágico do nascimento de um dragão também. Um pouco antes, em A Fúria dos Reis capítulo 28, Meistre Luwin disse a Bran que " Talvez a magia um dia tenha sido uma força poderosa no mundo, mas já não o é. O pouco que resta não é mais do que o fiapo de fumaça que permanece no ar depois de um grande incêndio se extinguir, e até isso está se desvanecendo".

Os Sete de Bran

Um que também é muito incerto, mas com uma frase interessante. Hodor, Coldhands, Jojen, Meera, Bran, Summer e Leaf lutam contra as criaturas do lado de fora da caverna do Corvo de Três Olhos em Dança dos Dragões, capítulo 13. Esses são os sete, embora eles lutem contra mais de três. Alguns dos inimigos têm mantos. Há sombras e névoa pálida. "Seus olhos brilhavam como claras estrelas azuis" lembram " azul como os olhos da morte". Não temos muita coisa, mas há o seguinte: "Verão rosnava e mordia, enquanto dançava ao redor da mais próxima, uma grande ruína de homem envolta em um turbilhão de chamas.”

A Torre dos Crabb

As jornadas de Brienne of Tarth pelas Terras Fluviais em uma missão para resgatar uma donzela Stark tem paralelos da busca de Eddard Stark para resgatar uma donzela Stark. Em Festim dos Corvos, capítulo 20, Brienne tem um confronto em uma torre há muito caída, Os Murmúrios.
Nos Murmúrios, Brienne luta contra Pyg, Shagwell e Timeon. Esses três podem ser vistos como uma versão distorcida e barata dos três guardas reais na Torre da Alegria. Pyg é um animal menos majestoso que o "velho touro", Sor Gerold Hightower. Timeon é um dornês, como Sor Arthur Dayne, mas é o oposto da natureza cavalheiresca de Dayne. Shagwell é um bobo da corte psicótico sempre fazendo piadas sombrias, enquanto a única coisa que sabemos sobre Sor Oswell Whent é que ele era conhecido por "seu humor negro".
Assim como ocorreu na Torre da Alegria, há uma discussão antes da luta, mas, embora a Guarda Real tenha deixado claro que não iria fugir pelo mar estreito, é exatamente isso que os três malditos saltimbancos estão tentando fazer.
Brienne só tem dois homens consigo quando defronta os três, Podrick e Lesto Dick. No entanto, este é outro sete oculto. Sor Creighton Longbough, Sor Illifer, o Sem-Vintém, Sor Shadrich de Vale Sombrio e Sor Hyle Hunt também eram seus companheiros, mas ela os deixou para trás.
Brienne partiu em sua jornada com um escudo com o brasão dos Lothston, o mesmo morcego de Harrenhal que estava no elmo e brasão de Whent na Torre da Alegria. No entanto, no momento em que ela chega à torre há muito caída, ela provindenciou que seu escudo fosse repintado com o brasão de Duncan, o Alto, que incluia uma estrela cadente como a de Dayne. Ela é indicada a um pintor perto de uma taverna chamada Sete Espadas, batizada em virtude de sete guarda reais.

O ritual do gelo?

Considerando-se o foco em mantos e guardas reais, certamente devemos esperar que haja uma cena com três capas pretas em algum lugar. Talvez com três capas pretas em vez de brancas poderíamos esperar uma inversão: um ritual de gelo em vez de um ritual de fogo.
Existe a possibilidade de termos visto isso logo no início. De volta ao prólogo da A Guerra dos Tronos, vimos três mantos pretos em uma patrulha. Aqui, somos informados de que "nada queima como o frio". Sor Waymar Royce diz "não haverá fogo", as mesmas palavras repetidas momentos depois por Gared. Poderia ser essa a inversão, do ritual de gelo, que estamos procurando?
" O céu sem nuvens tomou um profundo tom de púrpura, a cor de uma velha mancha escura" poderia ser o equivalente gelado da iconografia de sangue/céu que vimos em outras passagens. Temos as oito mortes nos oito Selvagens mortos que os patrulheiros encontram. Temos imagens sombrias: " Sombras pálidas que deslizavam pela floresta. Virou a cabeça, viu de relance uma sombra branca na escuridão." Estranhamente, só consegui contar seis Outros, não sete - a menos que Royce conte para os dois times, depois de morto. “Will viu seus olhos, azuis, mais profundos e mais azuis do que quaisquer olhos humanos, de um azul que queimava como gelo” parece combinar com "azul como os olhos da morte". Sobre a espada de Dayne, Alvorada, nos contam que " A lâmina era pálida como vidro leitoso, viva de luz". Da mesma forma, o líder Outros aqui tem uma "espada pálida", "viva de luar". [...]
“Uma vez e outra, as espadas encontraram-se”, mas depois que o Outro tira sangue, “O golpe do Outro foi quase displicente” e a espada de Royce se despedaça. Quando Royce cai, os Outros se juntam "como que em resposta a um sinal". Poderia ser outro ritual de sacrifício de sangue que fortalece as lâminas dos Outros?
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Arquimeistre Rigney escreveu um dia que a história é uma roda, pois a natureza do homem é fundamentalmente imutável. O que aconteceu antes irá forçosamente voltar a acontecer, ele disse.
(AFFC, A Filha da lula Gigante) [...]

Observações e especulações

Eu disse no começo que isso é mais observação do que teoria. Tenho muitas idéias que derivam desse conjunto de observações, mas nenhuma teoria firme para extrair de tudo isso. Portanto, não apresentarei uma conclusão para este ensaio, mas sim algumas observações e especulações adicionais que, espero, inflamarão as suas. Apresento tudo isso na esperança de que alguns de vocês possam entender mais do que eu tenho entendido até agora. Espero que desencadeie algumas discussões realmente boas.
1- Muitos desses eventos dizem respeito ao nascimento de dragões. Vaufreixo viu Egg revelado como um dragão, enquanto Alvasparedes era sobre um dragão nascido da pedra. Verão viu a imagem de um dragão saindo das chamas de Winterfell. Cersei perguntou sobre as crianças meio dragão que ela teria com Rhaegar. O filho meio dragão de Dany acabou por ser literalmente meio dragão e, quando ela terminou o ritual, seus três ovos eclodiram em dragões mais literais. Acho que isso nos dá uma boa razão para suspeitar que um meio-dragão também nasceu na Torre da Alegria.
2- Há um forte rastro de sangue mágico percorrendo esses ecos. Cersei tem que se desfazer de um pouco de seu sangue, os homens de Jaime são obrigados a matar os de Ned para enviar uma mensagem, Lewin rasteja para a árvore coração para morrer, repetindo acidentalmente a antiga tradição de sacrifício de sangue em um represeiro que Bran testemunha em suas visões. O mais óbvio para o sacrifício de sangue é, claro, o ritual na tenda. Eu me pergunto se isso não realiza a ideia do sacrifício de “dois reis para acordar o dragão”. A princípio, pode parecer que Rhaego morrendo antes de Drogo contradiz “O pai primeiro e depois o filho, para que ambos os reis morram”, mas se o espírito de Rhaego entrou no corpo de Drogo, então, sem dúvida, ambos estão vivendo como rei na hora da morte. Uma alternativa poderia ser que isso é como a questão dos dragões e do gênero, um caso de interpretação incorreta. Ninguém realmente precisa ser coroado rei para ter sangue do rei, então talvez qualquer pai e filho da realeza satisfaça.
Com isso em mente, pode ser que a Torre da Alegria represente uma versão interrompida do mesmo ritual. Rhaegar morreu no Tridente e seu corpo foi queimado. Para completar o ritual então, devemos esperar ver seu filho queimado também. Há uma boa razão para pensar que isso está prestes a acontecer, com Melissandre queimando o corpo de Jon na Muralha. Haverá outra eclosão quando o ritual iniciado na Torre da Alegria for concluído? “Mate o menino...”
3- Há um maegi na tenda de Cersei, bem como havia na de Drogo. Há um meistre na queima de Winterfell e na Fortaleza de Maegor. Também pode haver uma figura semelhante em Alvasparedes. Isso é completamente especulativo, é claro, mas há uma tropa de anões que aparentemente são agentes de Corvo de Sangue que roubam o ovo do dragão. Um desses anões poderia ter sido o Fantasma do Coração Alto? Howland Reed, com seu treinamento de vidente verde, pode ter desempenhado um papel semelhante na Torre da Alegria. Outra possibilidade intrigante é que o Fantasma pode ter sido trazido para a Torre da Alegria das Terras Fluviais com Lyanna. Quando Arya encontra o Fantasma no Coração Alto, o Fantasma já sabe quem ela é, mas reage com consternação ao vê-la de perto. Talvez seja porque a aparência de Arya lembrava a de Lyanna? Isso poderia responder perfeitamente à pergunta de quem estava cuidando de Lyanna e quem eram “eles” que encontraram Ned com Lyanna, quando apenas Howland havia sobrevivido.
4- Solarestival pode ter sido outro desses eventos. Temos muito poucos detalhes, mas sabemos que pelo menos um guarda real estava lá, Duncan, o Alto, que parece estar envolvido nesses ecos de alguma forma. Após a morte de Duncan em Solarestival, o comando da Guarda Real passou para Sor Gerold Hightower, descrito em O Mundo de Gelo e Fogo como o novo jovem comandante. É razoável especular que Dunk não foi a única fatalidade da guarda real ali, ou podemos esperar que uma guarda real mais velho ocupasse o lugar de Dunk. Será que haviam três lá? Havia sete ovos, talvez como os sete que enfrentavam os três. Temos um presente de bruxa da floresta e um castelo queimado até o chão. Da canção de Jenny, temos “
No alto dos salões dos reis que partiram, Jenny dançava com os seus fantasmas...“. O que pode trazer à mente as sombras dançando na tenda. Temos a morte de um rei e o nascimento de um dragão, Rhaegar. Podemos especular que Duncan, o Alto, o pobre Dunk, o Pateta, apesar de ter vivido mais desses ecos do que qualquer um, atrapalhou os dragões de eclodirem ao resgatar Rhaegar.
O que sabemos sobre Solarestival é que a intenção de Jaehaerys era cumprir uma profecia sobre a criação de dragões, e isso por si só se encaixa no simbolismo que temos aqui. Sabemos que Rhaegar tinha motivos para acreditar que ele era o príncipe nascido em meio a sal e fumaça por causa de Solarestival, então ele achou importante. Obviamente, isso é algo altamente especulativo, mas se descobrirmos que havia três guardas reais em Solarestival, reservo-me no direito de dizer “eu avisei”!
5- A idéia de Targaryens bebendo fogovivo para se tornar dragões sempre pareceu plenamente louca. Talvez eles soubessem mais do que nós, e estavam tentando se tornar o homem em chamas, que cavalga no cavalo de fogo?
6- Me pergunto se o garanhão vermelho é um símbolo do cavalo-em-chamas. Dizem-nos que os dothraki acreditam que as estrelas são cavalos de fogo. É interessante considerar que um dragão também é um cavalo de fogo. Pode ser que em algum sistema totêmico, o advento dos cavaleiros de dragão Targaryen significasse que o dragão veio substituir o cavalo de fogo.
7- Há muito simbolismo animal envolvido, frequentemente repetido em vários desses eventos. Gostaria de saber se isso representa algum panteão antigo de divindades animistas: O Urso, o Javali, o Veado, o Lobo, o Morcego, o Touro, o cavalo em chamas / homem em chamas (cavalo e cavaleiro em chamas?
8- O aviso de GRRM sobre o sonho febril na Torre da Alegria, de que não devemos interpretar muito literalmente, é interessante, pois pode refletir o GRRM nos alertando que o que vimos não é a realidade mundana que vimos em outros momentos.
9- A semelhança entre o seqüestro do irmão de Jaime e o seqüestro da irmã de Ned pode ser motivo para pensar que Lyanna foi sequestrada na Estalagem da Encruzilhada. Isso criaria uma simetria interessante de eventos, já que o Vau Rubi, onde Rhaegar morreu, está ali próximo.
10- Existem sobreposições e diferenças, mas podemos começar a considerar uma lista de sinais que parecem ser compartilhados por vários exemplos diferentes:
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2020.05.01 00:44 TheCaraqmoranextdoor Guiazinho sobre Fake News. Minha abordagem e visão sobre o tema, e como combatê-la.

Acredito que a maioria de vocês compreendam como e para que(m) as notícias falsas trabalham. O risco de cair no óbvio é natural, mas com esse post eu gostaria de fazer o exercício da escrita e, talvez, ajudar a compreensão coletiva da força motriz do atual governo.
Vale notar que aqui escrevo minha visão e entendimento particular do fenômeno, de como fiz um apanhado de informações diferentes e juntei numa hipótese geral. As bases e conclusões são tirados de textos e debates que venho acompanhando sobre o assunto já há algum tempo.
Sem mais delongas, vamos a isto:
0. O Nascimento 
O processo todo começa de maneira dissimulada e insidiosa. Depois de um tempo, a partir de ligações lógicas muito simplórias, começam a tomar corpo e ficar cada vez mais sérias - as vezes sem sentido também.
Começa como uma piada, um relato de violência, um pânico com o estrangeiro. Conversas coloquiais, aquelas de botequim de quem não tem nada melhor a dizer e tem que manter a conversa rendendo enquanto a cerveja não acaba.
Um meme aparentemente inofensivo que exalta um político corrupto ou até mesmo vídeos informativos sobre o poderio militar de um país podem fazer parte de um esquema maior. Não quero dizer que obrigatoriamente fazem parte de uma grande conspiração mundial, mas, propositadamente ou não, lançam bases para o ataque aberto das fake news. É a preparação de um terreno para ser plantado.
Se você quiser fazer uso do método, você precisa de um ambiente propício. Esse ambiente pode ser muito bem fabricado, não importa se tem conexão com a realidade ou existe elos lógicos, ele só precisa existir na mente da população.
O que você precisa aqui é de propaganda. Muito melhor que você elaborar uma propaganda formal para TV, que é claramente verticalizada, de lenta elaboração e toda engessada, é fazer conteúdos imagéticos simples, toscos até, bem característicos da internet.
A circulação de memes ou de imagens que poderiam ser feitas por qualquer um tem uma penetração muito maior no imaginário da população. A aparente horizontalidade é outro pilar pra aceitação rápida e fácil por seus pares.
A propaganda boca a boca é a alma da fake news, ela confere o poder, ironicamente, da democracia para o convencimento de seus semelhantes. Claro que uma ajudinha da TV sempre é bom, principalmente se você for polêmico e controverso. Polêmica dá audiência, ambos saem “ganhando”.
1. O Público 
Vamos definir logo as coisas. Existem as pessoas que caem em fake news e pessoas que as fabricam. A convencida não o faz por mal, ela é levada por um caminho mais fácil de corrigir seus problemas; estas são mais fáceis de se arrepender. As fabricadoras não, elas tem consciência da mentira espalhada e ainda assim passam adiante porque vê algum lucro com toda essa situação. Como sempre existem os enganados e os enganadores.
As mentiras, difamações e notícias falsas são como uma carta sem remetente. Elas têm endereço certo de entrega, mas ninguém sabe quem enviou.
Toda fake news tem uma personalização na hora de ser enviada. A estratégia nunca é atacar todos com um conteúdo só, mas dividir a população em grupos compostos por personas, cada uma no seu quadrado e com sua vulnerabilidade exposta. Públicos diferentes reagem de maneiras distintas a cada estímulo ao qual são expostos. Logo, a personalização é fundamental para que a notícia faça o maior estrago possível.
Agora quem é esse público?! Todo e qualquer um que se julgue vulnerável.
Há muito mais tipos de personas, mas acho que já deu pra perceber que todas tem duas coisas básicas em comum: frustração e desejo de mudança/vingança.
Essa generalização nos leva ao próximo ponto do método.
2. Os Sentimentos 
Fake news não lidam com verdade ou mentira, fatos ou factoides, coerência ou incoerência. Esqueça a racionalidade, a checagem de notícias e a argumentação lógica. As Fake News miram nos sentimentos! O negócio é provocar reações profundas em seus receptores. Quando você atinge o sentimental de uma pessoa o racional é desligado e ela age no instinto. Por isso não adianta em nada apelar para a razão, estas pessoas estão sendo movidas pelas entranhas!
É aterrador, mas a racionalidade, a ciência e a verdade não tem chance mínima contra as fake news, não tem vez. Temos que aceitar esse fato para podermos compreender e reagir de maneira adequada a esse esquema.
O método tem primordialmente dois momentos, que sempre se confundem.
O coração da fake news é o estado de revolta constante imposto aos militantes. A dúvida é o sangue. A intenção é sempre instigar a cólera e a dubiedade. Cólera, não é a doença, é um estado psicológico no qual o indivíduo perde completamente as faculdades mentais e entra em modo berserker. A adrenalina é despejada a toda no sangue, a visão escurece e foca num ponto específico e o corpo se movimenta de modo automático para atacar seu alvo.
Imagine esse estado a todo momento, de forma mais incubada, mais omeopática, um rancor explosivo. É assim que as vítimas vivem todos os dias.
Uma dica breve, você consegue acalmar alguém que está com raiva. Você consegue dialogar com alguém que te odeia, mas você não deve sequer chegar perto de quem está em estado colérico, principalmente se ela portar uma arma. Pelo bem da sua saúde física.
Vale ressaltar que há uma outra tática muito bem executada pelo método para fidelizar essas pessoas. Inicialmente a tática é reunir as pessoas em grupos de perfis sempre mt semelhantes. Crentes com crentes no wpp, incels com outros incels nos chans e por aí vai.
As bolhas das mídias digitais são peça fundamental do meio onde será propagado as mentiras e organizar as vítimas. Sem elas talvez tivéssemos sim esse movimento global, mas de forma mais demorada e em menor escala. YouTube, grupos de Facebook - olá Cambridge Analytica, a precursora do mal - grupos de WhatsApp, Twitter, Chans, Fóruns online, Reddit... Todos esses sites e serviços são modos de nos conectarmos a nossos semelhantes e, claramente, o melhor método de disseminar as notícias falsas. As bolhas são o melhor meio para as fake news personalizadas serem espalhadas.
Além de facilitar o trabalho de distribuição de fake news, cria-se uma identidade e um sentimento de pertencimento a um grupo. Nesses tempos de globalização, sentir-se parte de um pequeno grupo é necessário para manter-se o engajamento desse público, dar uma cara e um objetivo comum para todos lutarem por ele.
Algo a se notar é a perda da identidade individual em prol de uma compartilhada. É uma característica meio fascista, meio comunista, é estranho pra quem supostamente luta pelas liberdades individuais. Não à toa aqui chama-se esse público de gado.
3. A manutenção 
A etapa anterior é fundamental para a manutenção. Se o indivíduo se sentir cada vez mais só numa causa, maior a chance dele a abandonar.
Imaginem o bater de palmas: começa quase sempre por poucos indivíduos, toma corpo muito rápido e depois diminui quando o ritmo decai. Ao passo que as pessoas vão vendo que os outros estão deixando de aplaudir ela para também. Morre assim as palmas. Morre o movimento.
Como não se pode deixar o gado morrer de inanição por causa da fome, existe um alimento básico e diário para o rebanho se manter forte e aguerrido.
3.1 O inimigo 
Por que dia sim, dia não o presidente solta uma controvérsia?! Então, é pra não deixar o movimento morrer, os sentimentos esfriarem. A guerra constante é fundamental pra manter a base atuante. A paranoia e a dúvida constante são fundamentais no psique da turba, nunca se esqueçam.
Mas guerra contra quem?
Contra quem simplesmente não importa. Por quê? Porque você pode eleger seu inimigo.
Os Comunistas, a esquerda, o PT, o Lula, a Rede Globo, o STF, os cientistas, a democracia, a constituição, o Congresso, o time do Vasco da Gama, o vizinho gato que troca de roupa com as cortinas fechadas, a ilha de Madagascar e o Rei Julian.
Não importa o nome, o inimigo tem que existir, mesmo que ele nem seja real. Você não mobiliza um exército pra sequer lutar. A movimentação e as batalhas tem que ser travadas todos os dias, é peça fundamental do método. Como disse anteriormente, se os militantes não estiverem sempre em batalha, a paz reina e as palmas cessam. O plano fracassa.
A parte interessante dessa guerra contra um moinho de vento é que ele retroalimenta todo o sistema de fake news. É um sistema simbiótico onde a mentira alimenta o sentimento negativo, que dá cacife para a inserção do discurso de ódio, que alimenta a ação da militância, que, obviamente, vai provocar uma defesa por parte do atacado. No momento que o inimigo reage o sistema volta pra primeira etapa e a roda volta a girar.
3.2 O Messias 
Todos nós quando estamos nos afogando temos o reflexo de procurar algo para se segurar e apoiar. Este mesmo reflexo é usado e abusado no funcionamento das fake news. Você está desesperado, em estado constante de dúvida, pra todo lugar que você olha tem alguém querendo te roubar, do seu vizinho ao seu político. A vida realmente parece sem saída.
“E conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará.” João 8:32
No meio do caos aparece uma pessoa que te dá respostas. Que te dá soluções que satisfazem tuas necessidades, não só as físicas, mas os anseios inibidos de violência e justiça – vingança. Ele é quase um líder profético, ele nos abraça com suas soluções, seu vocabulário idêntico ao nosso mostra que é um de nós, ele passa por cima das regras e normas que tanto temos raiva. Ele é praticamente um mito vivo.
A crença, por necessidade ou por interesse, é manobrada com certa maestria pelos financiadores do método. Eles pinçam a crença, que no nosso caso é cegada propositadamente, e logo depois apresenta alguém na qual a pessoa possa depositar sua fé, sua mais pura confiança.
E quando me refiro a fé e crença, não é só dos religiosos, que, diga-se de passagem, são os maiores apoiadores do presidente atualmente, mas de qualquer um que veja nesta figura messiânica forjada uma possibilidade de mudança.
Existem os gamers e geeks que acreditam ser os impostos a maior barreira para consumirem suas mídias e gadgets. Os libertários de internet que culpam o Estado pela “falta de liberdade econômica” do mercado. Temos até mesmo os militaristas indignados que, para resolver a situação da violência, precisamos ser mais violentos ainda. A lista vai longe e todos estes grupos supracitados estão em condição vulnerável, tanto para acreditar quanto para seguir o Messias de fake news.
Como todo bom Messias, ele tem discípulos, apóstolos que são encarregados de espalhar sua palavra. Aqui coloco duas peças fundamentais, os digital influencers e os empresários financiadores de disparos em massa.
O Messias nem sempre tem tempo de discutir e promover a baderna necessária para estar sempre em voga. Para isso, seus apóstolos, nossos influencers, estão sempre ativos para fazer a defesa de seu patrão. Não se engane, eles são pagos e recebem informações e fake news de cima, algo realmente verticalizado, para que possa se criar mais uma narrativa da semana.
Os influencers gozam também de uma maior informalidade e proximidade de seu microcosmo. Podem ser ex-jornalistas ou ex-cientistas para dar aquele verniz formal pro resto da sociedade, mas a maioria são pessoas comuns. Novamente, essa aproximação e aparente democracia, ajuda na identificação dos seguidores e no seu acirramento. A pessoa não é um simples seguidor, ela é um membro de uma seita, ela se deixa cegar para participar do grupo e estar mais próximo de seu mestre.
Os empresários, amigos de seu Messias, são os grandes responsáveis pela fase de overload. Sem eles, os bots e as inundações de notícias falsas, que devem ser criadas, não existem. Obviamente nem tudo parte de cima pra baixo, nessa pirâmide disfarçada de plano 2D, as vezes você precisa de um empurrãozinho e os próprios membros fazem o trabalho de graça. Mas sempre precisa de um empurrão inicial!
Por isso bots e compartilhamentos em grupos são tão preciosos na formulação de uma mentira. A intenção é sempre fazer o volume vencer a qualidade. O objetivo, novamente, é por dúvida na cabeça dos seguidores e criar uma narrativa distorcida da realidade para que elas se esqueçam do erro do chefe supremo e embarquem em uma nova jornada. Todos os dias.
Sem dinheiro, as fake news têm os dias contados. Há sempre um gabinete, um grupo muito bem articulado para apontar e executar a ordem do dia.
E por último, todo Messias que se preze é perseguido e tentado calar. Ele até sofre tentativas de homicídio. Toda essa perseguição é assumida por seus seguidores, é algo como se “mexeu com ele, mexeu comigo”. Sua turba sente na pele os ataques que seu Mito sofre, merecidamente, por mais simples que seja, como uma discordância.
Coincidência com a realidade? Pois é, é porque é mesmo.
4. Falhas do método 
O problema maior do método é ao mesmo tempo uma de suas finalidades. Destruir, desagregar, explodir. Caos. Apesar do paradoxo, necessidade de agrupar as pessoas para que elas caotizem tudo, é nessa lógica que eles operam. E dá muito certo, muito mesmo, as eleições de vários países provam isso. Mas por quanto tempo?
Com o passar do tempo os grupos de WhatsApp ou Facebook começam a implodir. Ter debandadas e discussões cada vez mais acirradas. A radicalização é a tônica do processo. Nem todo mundo gosta de radicalismo, na verdade poucas são as pessoas naturalmente inclinadas para os extremos, vide nossa política em tempos normais. As pessoas são levadas para as pontas em situações muito adversas, como a que estamos vivendo.
Cansa estar sempre no extremo.
É cansativo a cada dia que passa ter que defender algo no qual não se aceita completamente. A falta de diálogo e somente a repetição uníssona de um discurso fixo e batido leva a estafa dos membros. Alguns aguentam mais por crença ou por lucro, outros menos, é natural.
A entropia destes agrupamentos é inevitável, afinal a destruição está marcada no DNA deles.
E quando de fato houver rachas teremos grupos mais e mais fanáticos e perigosos, outros arrependidos, outros envergonhados e outros mais moderados.
Podemos observar esse fato com a demissão do ministro símbolo do combate à corrupção. O mesmo fato também é interessante de se observar a lentidão das reações às acusações feitas pelo ex-ministro.
Foram horas de apagão nas redes bolsonaristas. Horas! Enquanto o presida sofria na TV e na internet, os influenciadores simplesmente não sabiam o que dizer, o que atacar, e realmente se atacar. Estavam sem norte, sem uma cabeça que os dissesse o que reproduzir. Somente depois do “discurso” presidencial o ataque a Sérgio Moro começou com força e com bots. A narrativa estava montada e o overload posto em prática.
Esse meio tempo clareia a organização por trás de difamações e fake news do atual governo. Se fosse para apostar, diria que nesse ínterim foi discutido na sala da injustiça qual caminho tomar. Seria melhor atacar alguém com fama e reputação impecável com seu público? Ou seria melhor tentar um diálogo e por panos quentes na situação?!
Como o método não é afeto ao diálogo, a campanha de difamação contra Moro foi executada. A aposta foi dobrada. É assim que se contém danos nessa lógica deturpada.
Aqui temos uma palpável derrota, uma grande falha no método de ação dos mentirosos. Eles sempre aceleram mais, não tem breque, é sempre pra frente, custe o que custar. Como disse anteriormente, pessoas vão ficar pelo caminho, a tendência natural é o desgaste, o descolamento destes grupos que ficam cada vez mais nucleares.
5. O que fazer 
A motivação para sair dessa vida é completamente intrínseca ao participante. Geralmente desapontamentos, discussões e estafa os levam a desistência. Somente um minion pode deixar de ser minion. Se ele não quiser e for até o fim, não tem jeito, seu conhecido ou parente tem alguma deturpação moral ou social. Pessoas assim existem e são aos montes.
Temos que saber que não será da noite pro dia. O desapontamento é gradual, é um processo que as vezes demora, as vezes é rápido e obrigatoriamente tem que partir do afetado.
Isso não quer dizer que devamos ficar de braços cruzados esperando as pessoas se tocarem do erro que elas fizeram.
Proponho que mantenhamos o combate armados do deboche, do uso de memes, de simplesmente reproduzir as falas descabidas do pres para seus seguidores. Descemos o nível, mas temos que impactar também o emocional do minion. Ciência e razão não funcionam com eles, simples assim. O impacto tem que ser no emocional!
Por em cheque suas crenças absurdas com uma torrente de absurdos dos mesmos me parece ser uma boa tática. O overload contrário dentro do habitat natural serve para gerar mais dissonância e confusão, portanto temos que fornecer soluções também. Soluções simples, mas de sinal trocado.
Evitar por políticos da oposição no meio também ajuda. Algum fala uma coisa importante?! Diz que foi o tio do amigo que é médico. Lembrem-se que a sensação de horizontalidade pega de jeito as pessoas. Pessoas desconhecidas falando contra, memes debochando, a verdade, mesmo que espremida pelo formato tem que prevalecer.
Essa é minha tática e já tenho posto em prática. Parecer amigável, mas inundar de controvérsias sobre o que acreditam. Não é porque a conversão é intrínseca que não podemos dar uma ajudinha. Pedra dura em água mole, tanto bate até que mole.
Vocês devem ter outras também, gostaria que adicionassem aqui. Quase todas são eficientes, apesar de não acreditar nem um pouco em checagem de fatos e afins.
O campo do jogo é o emocional, não nos esqueçamos.
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2019.07.18 19:18 altovaliriano O Clube das Senhoras Mortas

Link: https://bit.ly/2JFSJ6B
Autor: Lauren (autodescrita como "dona de pre-gameofthrones e asoiafuniversity")

“Senhoras morrem ao dar à luz. Ninguém canta canções sobre elas.”
O Clube das Senhoras Mortas é um termo que eu inventei por volta de 2012 para descrever o Panteão de personagens femininas subdesenvolvidas em ASOIAF a partir da geração anterior ao início da história.
É um termo que carrega críticas inerentes a ASOIAF, que esta postagem irá abordar, em um ensaio dividido em nove partes. A primeira, segunda e a terceira parte deste ensaio definem o termo em detalhes. As seções subsequentes examinam como essas mulheres foram descritas e por que este aspecto de ASOIAF merece críticas, explorando a permeabilidade da trope das mães mortas na ficção, o uso excessivo de violência sexual ao descrever estas mulheres e as diferenças da representação do sacrifício masculino versus o sacrifício feminino na narrativa de GRRM.
Para concluir, eu afirmo que a maneira como estas mulheres foram descritas mina a tese de GRRM, e ASOIAF – uma série que eu considero como sendo uma das maiores obras de fantasia moderna – fica mais pobre por causa disso.
*~*~*~*~
PARTE I: O QUE É O CLUBE DAS SENHORAS MORTAS [the Dead Ladies Club]?
Abaixo está uma lista das mulheres que eu pessoalmente incluo no Clube das Senhoras Mortas [ou simplesmente CSM]. Esta lista é flexível, mas é geralmente sobre quem as pessoas estão falando quando falam sobre o CSM [DLC, no original]:
  1. Lyanna Stark
  2. Elia Martell
  3. Ashara Dayne
  4. Rhaella Targaryen
  5. Joanna Lannister
  6. Cassana Estermont
  7. Tysha
  8. Lyarra Stark
  9. A Princesa Sem Nome de Dorne (mãe de Doran, Elia, e Oberyn)
  10. Mãe sem Nome de Brienne
  11. Minisa Whent-Tully
  12. Bethany Ryswell-Bolton
  13. EDIT – A Esposa do Moleiro - GRRM nunca deu nome a ela, porém ela foi estuprada por Roose Bolton e deu à luz a Ramsay
  14. Eu posso estar esquecendo alguém.
A maioria do CSM é composta de mães, mortas antes de a série começar. Deliberadamente, eu uso a palavra "panteão" quando estou descrevendo o CSM, porque, como os deuses da mitologia antiga, estas mulheres normalmente exercem grande influência ao longo da vida de nossos atuais POVs e sua deificação é em grande parte o problema. As mulheres do CSM tendem a ser fortemente romantizadas ou fortemente vilanizadas pelo texto; ou em um pedestal ou de joelhos, para parafrasear Margaret Attwood. As mulheres do CSM são descritas por GRRM como pouco mais do que fantasias masculinas e tropes batidos, definidas quase que exclusivamente por sua beleza e magnetismo (ou falta disso). Elas não têm qualquer voz própria. Muitas vezes elas sequer têm nome. Elas são frequentemente vítimas de violência sexual. Elas são apresentadas com pouca ou nenhuma escolha em suas histórias, algo que eu considero como sendo um lapso particularmente notório quando GRRM diz que são nossas escolhas que nos definem.
O espaço da narrativa que é dado a sua humanidade e sua interioridade (sua vida interior, seus pensamentos e sentimentos, à sua existência como indivíduos) é mínimo ou inexistente, que é uma grande vergonha em uma série que foi feita para celebrar a nossa humanidade comum. Como posso ter fé na tese de ASOIAF, que as vidas das pessoas "tem significado, não sua morte", quando GRRM criou um círculo de mulheres cujo principal, se não único propósito, era morrer?
Eu restringi o Clube das Senhoras Mortas às mulheres de até duas gerações atrás porque a Senhora em questão deve ter alguma conexão imediata com um personagem POV ou um personagem de segundo escalão. Essas mulheres tendem a ser de importância imediata para um personagem POV (mães, avós, etc.), ou no máximo elas estão a um personagem de distância de um personagem POV na história principal (AGOT - ADWD +).
Exemplo #1: Dany (POV) – > Rhaella Targaryen
Exemplo #2: Davos (POV) – > Stannis – > Cassana Estermont
*~*~*~*~
PARTE II: "E AGORA, DIGA O NOME DELA."
Lyanna Stark, "linda e voluntariosa, e morta antes do tempo". Sabemos pouco sobre Lyanna além de quantos homens a desejaram. Uma figura tipo Helena de Troia, um continente inteiro de homens lutou e morreu porque "Rhaegar amou sua Senhora Lyanna". Ele a amava o suficiente para trancá-la em uma torre, onde ela deu à luz e morreu. Mas quem era ela? Como ela se sentiu sobre qualquer um desses eventos? O que ela queria? Quais eram suas esperanças, seus sonhos? Sobre isto, GRRM permanece em silêncio.
Elia Martell, "gentil e inteligente, com um coração manso e uma sagacidade doce." Apresentada na narrativa como uma mãe e uma irmã morta, uma esposa deficiente que não poderia dar à luz a mais filhos, ela é definida unicamente por suas relações com vários homens, com nenhuma história própria além de seu estupro e assassinato.
Ashara Dayne, a donzela na torre, a mãe de uma filha natimorta, a bela suicida, não temos quaisquer detalhes de sua personalidade, somente que ela foi desejada por Barristan o Ousado e Brandon ou Ned Stark (ou talvez ambos).
Rhaella Targaryen, Rainha dos Sete Reinos por mais de 20 anos. Sabemos que Aerys abusou e estuprou para conceber Daenerys. Sabemos que ela sofreu muitos abortos. Mas o que sabemos sobre ela? O que ela achou do desejo de Aerys de fazer florescer os desertos dorneses? O que ela passou fazendo durante 20 anos quando não estava sendo abusada? Como ela se sentiu quando Aerys mudou a corte de Rochedo Casterly por quase um ano? Não temos respostas para qualquer uma dessas perguntas. Yandel escreveu todo um livro de história de ASOIAF fornecendo muitas informações sobre as personalidades e peculiaridades e medos e desejos de homens como Aerys e Tywin e Rhaegar, então eu conheço quem são esses homens de uma forma que não conheço as mulheres no cânone. Não acho que seja razoável que GRRM deixe a humanidade de Rhaella praticamente em branco quando ele teve todo O Mundo de Gelo e Fogo para detalhar sobre personagens anteriores a saga, e ele poderia facilmente ter escrito uma pequena nota lateral sobre a Rainha Rhaella. Temos uma porção de diários e cartas e coisas sobre os pensamentos e sentimentos de rainhas medievais do mundo real, então por que Yandel (e GRRM) não nos informaram um pouco mais sobre a última rainha Targaryen nos Sete Reinos? Por que nós não temos uma ilustração de Rhaella em TWOIAF?
Joanna Lannister, desejada por ambos um Rei e um Mão do Rei e feita sofrer por isso, ela morreu dando à luz Tyrion. Sabemos do "amor que havia entre" Tywin e Joanna, mas detalhes sobre ela são raros e distantes. Em relação a muitas destas mulheres, as escassas linhas no texto sobre elas deixam frequentemente o leitor a perguntar, "bem, o que exatamente isso que dizer?". O que exatamente significa que Lyanna fosse voluntariosa? O que exatamente significa que Rhaella fosse consciente de seu dever? Joanna não é exceção, com a provocativa (ainda que frustrantemente vaga) observação de GRRM de que Joanna "governava" Tywin em casa. Joanna é meramente um esboço grosseiro no texto, como um reflexo obscuro.
Cassana Estermont. Honestamente eu tentei recordar uma citação sobre Cassana e percebi que não houve qualquer uma. Ela é um amor afogado, a esposa morta, a mãe morta, e não sabemos de mais nada.
Tysha, uma adolescente que foi salva de estupradores, apenas para sofrer estupro coletivo por ordem de Tywin Lannister. O paradeiro dela tornou-se algo como um talismã para Tyrion em ADWD, como se encontrá-la fosse libertá-lo da longa e negra sombra de seu pai morto, mas fora a violência sexual que ela sofreu, não sabemos mais nada sobre essa garota humilde exceto que ela amava um menino considerado pela sociedade westerosi como indigno de ser amado.
Quanto a Lyarra, Minisa, Bethany e as demais, sabemos pouco mais que seus nomes, suas gravidezes e suas mortes, e de algumas não temos sequer nomes.
Eu por vezes incluo Lynesse Hightower e Alannys Greyjoy como membras honorárias, apesar de que, obviamente, elas não estejam mortas.
Eu disse acima que as mulheres do CSM ou são postas em um pedestal ou colocadas de joelhos. Lynesse Hightower se encaixa em ambos os casos: foi-nos apresentada por Jorah como uma história de amor saída direto das canções, e vilanizada como a mulher que deixou Jorah para ser uma concubina em Lys. Nas palavras de Jorah, ele odeia Lynesse, quase tanto quanto a ama. A história de Lynesse é definida por uma porção de tropes batidas; ela é a “Stunningly Beautiful” “Uptown Girl” / “Rich Bitch” “Distracted by the Luxury” até ela perceber que Jorah é “Unable to support a wife”. (Todos estes são explicados no tv tropes se você quiser ler mais.) Lynesse é basicamente uma encarnação da trope gold digger sem qualquer profundidade, sem qualquer subversão, sem aprofundar muito em Lynesse como pessoa. Mesmo que ela ainda esteja viva, mesmo que muitas pessoas ainda vivas conheçam-na e sejam capazes de nos dizer sobre ela como pessoa, elas não o fazem.
Alannys Greyjoy eu inclui pessoalmente no Clube das Senhoras Mortas porque sua personagem se resume a uma “Mother’s Madness” com pouco mais sobre ela, mesmo que, novamente, não esteja morta.
Quando eu incluo Lynesse e Alannys, cada região nos Sete Reinos de GRRM fica com pelo menos uma do CSM. Foi uma coisa que se sobressaiu para mim quando eu estava lendo pela primeira vez – quão distribuídas estão as mães mortas e mulheres descartadas de GRRM, não é só em uma Casa, está em todos os lugares da obra de GRRM.
E quando digo "em toda a obra do GRRM," eu quero dizer em todos os lugares. Mães mortas em segundo plano (normalmente no parto) antes de a história começar é um trope que GRRM usa ao longo de sua carreira, em Sonho Febril, Dreamsongs e Armageddon Rag e em seus roteiros para TV. Demonstra falta de imaginação e preguiça, para dizer o mínimo.
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PARTE III: QUEM NÃO SÃO ELAS?
Mulheres históricas e mortas há muito tempo, como Visenya Targaryen, não estão incluídas no Clube das Senhoras Mortas. Por que, você pergunta?
Se você for até o americano comum na rua, provavelmente será capaz de lhe dizer algo sobre a mãe, a avó, a tia ou alguma outra mulher em suas vidas que seja importante para eles, e você pode ter uma ideia sobre quem eram essas mulheres como pessoas. Mas o americano médio provavelmente não poderá contar muito sobre Martha Washington, que viveu séculos atrás. (Se você não é americano, substitua “Martha Washington” pelo nome da mãe de uma figura política importante que viveu há 300 anos. Sou americana, então este é o exemplo que estou usando. Além disso, eu já posso ouvir os nerds da história protestando - sente-se, você está nitidamente acima da média.).
Da mesma forma, o westerosi médio deve (misoginia à parte) geralmente ser capaz de lhe dizer algo sobre as mulheres importantes em suas vidas. Na história da vida de nosso mundo, reis, senhores e outros nobres compartilharam ou preservaram informações sobre suas esposas, mães, irmãs e outras mulheres, apesar de terem vivido em sociedades medievais extremamente misóginas.
Então, não estou falando “Ah, meus deus, uma mulher morreu, fiquem revoltados”. Não é isso.
Eu geralmente limito o CSM às mulheres que morreram recentemente na história westerosi e que tiveram suas humanidades negadas de uma maneira que seus contemporâneos do sexo masculino não tiveram.
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PARTE IV: POR QUE ISSO IMPORTA?
O Clube da Senhoras Mortas é formado por mulheres de até duas gerações passadas, sobre as quais devemos saber mais, mas não sabemos. Nós sabemos pouco mais além de que elas tiveram filhos e morreram. Eu não conheço essas mulheres, exceto através do fandom transformativo. Eu conheci muito sobre os personagens masculinos pré-série no texto, mas cânone não me dá quase nada sobre essas mulheres.
Para copiar de outra postagem minha sobre essa questão, é como se as Senhoras Mortas existissem na narrativa do GRRM apenas para serem abusadas, estupradas, parir e morrer para mais tarde terem seus semblantes imutáveis moldados em pedra e serem colocadas em pedestais para serem idealizadas. As mulheres do Clube das Senhoras Mortas não têm a mesma caracterização e evolução dos personagens masculinos pré-série.
Pense em Jaime, que, embora não seja um personagem pré-série, é um ótimo exemplo de como o GRRM pode usar a caracterização para brincar com seus leitores. Começamos vendo Jaime como um babaca que empurra crianças de janelas (e não me entenda mal, ele ainda é um babaca que empurra crianças para fora das janelas), mas ele também é muito mais do que isso. Nossa percepção como leitores muda e entendemos que Jaime é bastante complexo, multicamadas e cinza.
Quanto a personagens masculinos mortos pré-série, GRRM ainda consegue fazer coisas interessantes com suas histórias, e transmitir seus desejos, e brincar com as percepções dos leitores. Rhaegar é um excelente exemplo. Os leitores vão da versão de Robert da história, de que Rhaegar era um supervilão sádico, à ideia de que o que quer que tenha acontecido entre Rhaegar e Lyanna não foi tão simples como Robert acreditava, e alguns fãs progrediam ainda mais para essa ideia de que Rhaegar era fortemente motivado por profecias.
Mas nós não temos esse tipo de desenvolvimento de personagens com as Senhoras Mortas. Por exemplo, Elia existe na narrativa para ser estuprada e morrer, e para motivar os desejos de Doran por justiça e vingança, um símbolo da causa dornesa, um lembrete da narrativa de que são os inocentes que mais sofrem no jogo dos tronos. . Mas nós não sabemos quem ela era como pessoa. Nós não sabemos o que ela queria na vida, como ela se sentia, com o que ela sonhava.
Nós não temos caracterização do CSM, nós não temos mudanças na percepção, mal conseguimos qualquer coisa quando se trata dessas mulheres. GRRM não escreve personagens femininas pré-série da mesma maneira que ele escreve personagens masculinos pré-série. Essas mulheres não recebem espaço na narrativa da mesma forma que seus contemporâneos masculinos.
Pensa na Princesa Sem Nome de Dorne, mãe de Doran, Elia e Oberyn. Ela era a única governante feminina de um reino enquanto a geração Rebelião de Robert estava surgindo, e ela também é a única líder de uma grande Casa durante esse período cujo nome não temos.
O Norte? Governado por Rickard Stark. As Terras Fluviais? Governadas por Hoster Tully. As Ilhas de Ferro? Governadas por Quellon Greyjoy. O Vale? Governado por Jon Arryn. As Terras Ocidentais? Governadas por Tywin Lannister. As Terras da Tempestade? Steffon, e depois Robert Baratheon. A Campina? Mace Tyrell. Mas e Dorne? Apenas uma mulher sem nome, ops, quem diabos liga, quem liga, por se importar com um nome, quem precisa de um, não é como se nomes importassem em ASOIAF, né? *sarcasmo*
Não nos deram o nome dela nem em O Mundo de Gelo e Fogo, ainda que a Princesa Sem Nome tenha sido mencionada lá. E essa falta de um nome é muito limitante - é tão difícil discutir a política de um governante e avaliar suas decisões quando o governante nem sequer tem um nome.
Para falar mais sobre o anonimato das mulheres... Tysha não conseguiu um nome até o A Fúria dos Reis. Apesar de terem sido mencionadas nos apêndices do livro 1, nem Joanna nem Rhaella foram nomeadas dentro da história até o A Tormenta de Espadas. A mãe de Ned Stark não tinha um nome até surgir a árvore genealógica no apêndice da TWOIAF. E quando a Princesa Sem Nome de Dorne conseguirá um nome? Quando?
Quando penso nisso, não posso deixar de pensar nesta citação: "Ela odiava o anonimato das mulheres nas histórias, como se elas vivessem e morressem só para que os homens pudessem ter sacadas metafísicas." Muitas vezes essas mulheres existem para promover os personagens masculinos, de uma forma que não se aplica a homens como Rhaegar ou Aerys.
Eu não acho que GRRM esteja deixando de fora ou atrasando esses nomes de propósito. Eu não acho que GRRM está fazendo nada disso deliberadamente. O Clube das Mulheres Mortas, em minha opinião, é o resultado da indiferença, não de maldade.
Mas esses tipos de descuidos, como a princesa de Dorne, que não têm nome, são, em minha opinião, indicativos de uma tendência muito maior - GRRM recusa dar espaço a essas mulheres mortas na narrativa, ao mesmo tempo em que proporciona espaço significativo aos personagens masculinos mortos ou anteriores à série. Esta questão, em minha opinião, é importante para a teoria espacial feminista - ou as maneiras pelas quais as mulheres habitam ou ocupam o espaço (ou são impedidas de fazê-lo). Algumas acadêmicas feministas argumentam que mesmo os “lugares” ou “espaços” conceituais (como uma narrativa ou uma história) influenciam o poder político, a cultura e a experiência social das pessoas. Essa discussão provavelmente está além do escopo desta postagem, mas basicamente argumenta-se que as mulheres e meninas são socializadas para ocupar menos espaço do que os homens em seus arredores. Assim, quando o GRRM recusa o espaço narrativo para as mulheres pré-série de uma forma que ele não faz para os homens pré-série, sinto que ele está jogando a favor de tropes misóginas ao invés de subvertê-las.
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PARTE V: A MORTE DA MÃE
Dado que muitas dos CSM (embora não todas) eram mães, e que muitas morreram no parto, eu quero examinar este fenômeno com mais detalhes, e discutir o que significa para o Clube das Senhoras Mortas.
A cultura popular tende a priorizar a paternidade, marginalizando a maternidade. (Veja a longa história de mães mortas ou ausentes da Disney, storytelling que é meramente uma continuação de uma tradição de conto de fadas muito mais antiga da “aniquilação simbólica” da figura materna.) As plateias são socializadas para ver as mães como “dispensáveis”, enquanto pais são “insubstituíveis”:
Isto é alcançado não apenas removendo a mãe da narrativa e minando sua atividade materna, mas também mostrando obsessivamente sua morte, repetidas vezes. […] A morte da mãe é invocada repetidamente como uma necessidade romântica [...] assim parece ser um reflexo na cultura visual popular matar a mãe. [x]
Para mim, a existência do Clube das Senhoras Mortas está perpetuando a tendência de desvalorizar a maternidade, e ao contrário de tantas outras coisas sobre o ASOIAF, não é original, não é subversivo e não é boa escrita.
Pense em Lyarra Stark. Nas próprias palavras de GRRM, quando perguntado sobre quem era a mãe de Ned Stark e como ela morreu, ele nos diz laconicamente: “Senhora Stark. Ela morreu”. Não sabemos nada sobre Lyarra Stark, além de que ela se casou com seu primo Rickard, deu à luz quatro filhos e morreu durante ou após o nascimento de Benjen. É outro exemplo de indiferença casual e desconsideração do GRRM para com essas mulheres, e isso é muito decepcionante vindo de um autor que é, em diversos aspectos, tão incrível. Se GRRM pode imaginar um mundo tão rico e variado como Westeros, por que é tão comum que quando se trata de parentes femininos de seus personagens, tudo o que GRRM pode imaginar é que eles sofrem e morrem?
Agora, você pode estar dizendo, “morrer no parto é apenas algo que acontece com as mulheres, então qual é o grande problema?”. Claro, as mulheres morriam no parto na Idade Média em percentuais alarmantes. Suponhamos que a medicina westerosi se aproxime da medicina medieval - mesmo se fizermos essa suposição, a taxa em que essas mulheres estão morrendo no parto em Westeros é excessivamente alta em comparação com a verdadeira Idade Média, estatisticamente falando. Mas aqui vai a rasteira: a medicina de Westerosi não é medieval. A medicina de Westerosi é melhor do que a medicina medieval. Parafraseando meu amigo @alamutjones, Westeros tem uma medicina melhor do que a medieval, mas pior do que os resultados medievais quando se trata de mulheres. GRRM está colocando interferindo na balança aqui. E isso demonstra preguiça.
Morte no parto é, por definição, um óbito muito pertencente a um gênero. E é assim que GRRM define essas mulheres - elas deram à luz e elas morreram, e nada mais sobre elas é importante para ele. ("Senhora Stark. Ela morreu.") Claro, há algumas pequenas minúcias que podemos reunir sobre essas mulheres se apertarmos os olhos. Lyanna foi chamada de voluntariosa, e ela teve algum tipo de relacionamento com Rhaegar Targaryen que o júri ainda está na expectativa de conhecer, mas seu consentimento foi duvidoso na melhor das hipóteses. Joanna estava felizmente casada, e ela foi desejada por Aerys Targaryen, e ela pode ou não ter sido estuprada. Rhaella foi definitivamente estuprada para conceber Daenerys, que ela morreu dando à luz.
Por que essas mulheres têm um tratamento de gênero? Por que tantas mães morreram no parto em ASOIAF? Os pais não tendem a ter mortes motivadas por seu gênero em Westeros, então por que a causa da morte não é mais variada para as mulheres?
E por que tantas mulheres em ASOIAF são definidas por sua ausência, como buracos negros, como um espaço negativo na narrativa?
O mesmo não pode ser dito de tantos pais em ASOIAF. Considere Cersei, Jaime e Tyrion, mas cujo pai é uma figura divina em suas vidas, tanto antes como depois de sua morte. Mesmo morto, Tywin ainda governa a vida de seus filhos.
É a relação entre pai e filho (Randyll Tarly, Selwyn Tarth, Rickard Stark, Hoster Tully, etc.) que GRR dá tanto peso em relação ao relacionamento da mãe, com notáveis exceções encontradas em Catelyn Stark e Cersei Lannister. (Embora com Cersei, acho que poderia ser arguir que GRRM não está subvertendo nada - ele está jogando no lado negro da maternidade, e a ideia de que as mães prejudicam seus filhos com sua presença - que é basicamente o outro lado da trope da mãe morta - mas esta postagem já está com um tamanho absurdo e eu não vou entrar nisso aqui.)
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PARTE VI: O CSM E VIOLÊNCIA SEXUAL
Apesar de suas alegações de verossimilhança histórica, GRRM fez Westeros mais misógino do que a verdadeira Idade Média. Tendo em conta que detalhes sobre violência sexual são as principais informações que temos sobre o CSM, por que é necessária tanta violência sexual?
Eu discuto esta questão em profundidade na minha tag #rape culture in Westeros, mas acho que merece ser tocado aqui, pelo menos brevemente.
Garotas como Tysha são definidas pela violência sexual pela qual passaram. Sabemos sobre o estupro coletivo de Tysha no livro 1, mas sequer aprendemos seu nome até o livro 2. Muitas do CSM são vítimas de violência sexual, com pouca ou nenhuma atenção dada a como essa violência as afetou pessoalmente. Mais atenção é dada a como a violência sexual afetou os homens em suas vidas. Com cada novo assédio sexual que Joanna sofreu em razão de Aerys, sabemos que por meio de O Mundo de Gelo e Fogo que Tywin rachou um pouco mais, mas como Joanna se sentiu? Sabemos que Rhaella havia sido abusada a ponto de parecer que uma fera a atacara, e sabemos que Jaime se sentia extremamente conflituoso por causa de seus juramentos da Guarda Real, mas como Rhaella se sentia quando seu agressor era seu irmão-marido? Sabemos mais sobre o abuso que essas mulheres sofreram do que sobre as próprias mulheres. A narrativa objetifica, ao invés de humanizar, o CSM.
Por que os personagens messiânicos de GRRM têm que ser concebidos por meio de estupro? A figura materna sendo estuprada e sacrificada em prol do messias/herói é uma trope de fantasia velha e batida, e GRRM faz isso não uma vez, mas duas (ou possivelmente três) vezes. Sério, GRRM? Sério? GRRM não precisa depender de mães estupradas e mortas como parte de sua história trágica pré-fabricada. GRRM pode fazer melhor que isso, e ele deveria. (Mais debates na minha tag #gender in ASOIAF.)
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PARTE VII: SACRIFÍCIO MASCULINO, SACRIFÍCIO FEMININO E ESCOLHA
Agora, você pode estar se perguntando: "É normal que os personagens masculinos se sacrifiquem, então por que as mulheres não podem se sacrificar em prol do messias? O sacrifício feminino não é subversivo?”
Sacrifício masculino e sacrifício feminino muitas vezes não são os mesmos na cultura popular. Para resumir - os homens se sacrificam, enquanto as mulheres são sacrificadas.
As mulheres que morrem no parto para dar à luz o messias não são a mesma coisa que os personagens masculinos fazendo uma última grande investida com armas em punho para dar ao Herói Messiânico a chance de Fazer A Coisa. Os personagens masculinos que se vão com armas fumegantes em mãos escolhem esse destino; é o resultado final da sua caracterização fazer isso. Pense em Syrio Forel. Ele escolhe se sacrificar para salvar um dos nossos protagonistas.
Mas mulheres como Lyanna, Rhaella e Joanna não tiveram uma escolha, não tiveram nenhum grande momento de vitória existencial que fosse a ápice de seus personagens; eles apenas morreram. Elas sangraram, elas adoeceram, elas foram assassinados - elas-apenas-morreram. Não havia grande escolha para se sacrificar em favor de salvar o mundo, não havia opção de recusar o sacrifício, não havia escolha alguma.
E isso é fundamental. É isso que está no coração de todas as histórias do GRRM: escolha. Como eu disse aqui,
“Escolha […]. Esta é a diferença entre bem e mal, você sabe disso. Agora parece que sou eu que tenho que fazer uma escolha” (Sonho Febril). Nas palavras do próprio GRRM, “Isso é algo que se vê bem em meus livros: Eu acredito em grandes personagens. Todos nós somente capazes de fazer grandes coisas, e de fazer coisas ruins. Nós temos os anjos e os demônios dentro de nós, e nossas vidas são uma sucessão de escolhas.” São as escolhas que machucam, as escolhas em que o bom e o mal são sopesados – essas são as escolhas em que “o coração humano [está] em conflito consigo mesmo”, o que GRRM considera “a única coisa que vale a pena escrever sobre”.
Homens como Aerys, Rhaegar e Tywin fazem escolhas em ASOIAF; mulheres como Rhaella não têm nenhuma escolha na narrativa.
GRRM acha que não vale a pena escrever sobre as histórias do Clube das Senhoras Mortas? Não houve nenhum momento na mente do GRRM em que Rhaella, Elia ou Ashara se sentiram em conflito em seus corações, em nenhum momento eles sentiram suas lealdades divididas? Como Lynesse se sentiu escolhendo concubinato? E sobre Tysha, que amou um garoto Lannister, mas sofreu estupro coletivo nas mãos da Casa Lannister? Como ela se sentiu?
Seria muito diferente se soubéssemos sobre as escolhas que Lyanna, Rhaella e Elia fizeram. (O Fandom frequentemente especula sobre se, por exemplo, Lyanna escolheu ir com Rhaegar, mas o texto permanece em silêncio sobre este assunto mesmo em A Dança dos Dragões. GRRM permanece em silêncio sobre as escolhas dessas mulheres.)
Seria diferente se o GRRM explorasse seus corações em conflito, mas não ficamos sabendo de nada sobre isso. Seria subversivo se essas mulheres escolhessem ativamente se sacrificar, mas não o fizeram.
Dany provavelmente está sendo criada como uma mulher que ativamente escolhe se sacrificar para salvar o mundo, e acho isso subversivo, um esforço valoroso e louvável da parte da GRRM lidar com essa dicotomia entre o sacrifício masculino e o sacrifício feminino. Mas eu não acho que isso compensa todas essas mulheres mortas sacrificadas no parto sem escolha.
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PARTE VIII: CONCLUSÕES
Espero que este post sirva como uma definição funcional do Clube das Senhoras Mortas, um termo que, pelo menos para mim, carrega muitas críticas ao modo como a GRRM lida com essas personagens femininas. O termo engloba a falta de voz dessas mulheres, o abuso excessivo e fortemente ligado ao gênero que sofreram e sua falta de caracterização e arbítrio.
GRRM chama seus personagens de seus filhos. Eu me sinto como essas mulheres mortas - as mães, as esposas, as irmãs - eu sinto como se essas mulheres fossem crianças natimortas de GRRM, sem nada a não ser um nome em uma certidão de nascimento, e muito potencial perdido, e um buraco onde já houve um coração na história de outra pessoa. Desde os meus primeiros dias no tumblr, eu queria dar voz a essas mulheres sem voz. Muitas vezes elas foram esquecidas, e eu não queria que elas fossem.
Porque se elas fossem esquecidas - se tudo o que havia para elas era morrer - como eu poderia acreditar em ASOIAF?
Como posso acreditar que “a vida dos homens tem significado, não sua morte” se GRRM criou este grupo de mulheres meramente para ser sacrificado? Sacrificado por profecia, ou pela dor de outra pessoa, ou simplesmente pela tragédia em tudo isso?
Como posso acreditar em todas as coisas que a ASOIAF representa? Eu sei que GRRM faz um ótimo trabalho com Sansa, Arya e Dany e todos os outros POVs femininos, e eu o admiro por isso.
Mas quando a ASOIAF pergunta, “o que é a vida de um garoto bastardo perante um reino?” Qual é o valor de uma vida, quando comparada a tanta coisa? E Davos responde, suavemente, “Tudo”… Quando ASOIAF diz que… quando a ASOIAF diz que uma vida vale tudo, como as pessoas podem me dizer que essas mulheres não importam?
Como posso acreditar em ASOIAF como uma celebração à humanidade, quando a GRRM desumaniza e objetifica essas mulheres?
O tratamento dessas mulheres enfraquece a tese central da ASOIAF, e não precisava ser assim. GRRM é melhor do que isso. Ele pode fazer melhor.
Eu quero estar errada sobre tudo isso. Eu quero que GRRM nos conte em Os Ventos do Inverno tudo sobre as escolhas de Lyanna, e eu quero aprender o nome da Princesa Sem Nome, e eu quero saber que três mulheres não foram estupradas para cumprir uma profecia da GRRM. Eu quero que GRRM sopre vida dentro delas, porque eu o considero o melhor escritor de fantasia vivo.
Mas eu não sei se ele fará isso. O melhor que posso dizer é eu quero acreditar.
[...]
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2018.01.02 23:20 fidjudisomada [Pre-Match Thread] Primeira Liga 2017/18, 16.ª Jornada: SL Benfica vs. Sporting CP

Sport Lisboa e Benfica vs. Sporting Clube Portugal

Primeira Liga 2017/18, 16.ª Jornada

Transmissão

Antevisão

RUI VITÓRIA: "QUANDO A ONDA VERMELHA COMEÇA É DIFÍCIL TRAVÁ-LA"
Na antevisão ao dérbi da 16.ª ronda, o treinador do Benfica realçou a importância do apoio dos adeptos rumo ao triunfo frente ao rival.
"É um dérbi, um jogo centenário com duas equipas com qualidade e vai ser complicado para as duas partes. Espero que sejamos nós a ganhar, mas as duas equipas vão ter dificuldades. Jogo apetecível em termos nacionais e que os Benfiquistas saiam satisfeitos do Estádio da Luz", analisou, revelando de seguida que o capitão não é opção: "Luisão ainda não, mas Grimaldo está na convocatória."
Para o técnico, o dérbi não é decisivo para as contas do Benfica rumo ao Penta, pois ainda há muito para se jogar.
"Não vejo isso assim. Não vale a pena fazer uma boa jornada; se não fizermos bem as seguintes de nada serve. Ainda falta mais de uma volta para se jogar. Há campeonatos decididos nos jogos com os grandes e outros com outras equipas. Temos de estar preparados para as 18 jornadas que aí vêm, sabendo que o adversário tem qualidade, está à nossa frente, mas queremos ganhar", frisou.
O Benfica está em 3.º lugar na tabela, a apenas três pontos do comando, mas Rui Vitória recusa que haja mais pressão neste dérbi do que nos anteriores.
"Já fizemos muitos jogos destes, todos com este mediatismo, intensos, disputados e com a adrenalina no limite. O jogo vai ser em nossa casa, com os nossos adeptos. As duas equipas vão-se respeitar", considerou. Rui Vitória admitiu que é sempre bom vencer um rival direto, mas que há mais de uma volta inteira para se disputar.
"Estes jogos entre rivais todos gostam de ganhar. São jogos muito bem disputados e equilibrados. Pensar que exclusivamente por ganhar ao Sporting estamos no bom caminho é engano. Ganhar ao Sporting é bom, mas há sempre outros jogos para fazer. Temos de perceber o contexto do Campeonato em Portugal… tanto temos jogos destes como temos jogos frente a uma equipa que se fecha. Pela dimensão, todos gostam de ganhar, mas, repito, depois há mais 18 pela frente", lembrou.
Apesar de as águias só estarem envolvidas numa competição, o treinador garante que o foco está colocado no dérbi e no Campeonato.
"Quando as situações são factuais não há como lamentar. O que interessa é como dou os passos seguintes. Os jogadores também percebem isso. Temos mais um jogo agora e o foco está nele. Não é por estarmos fora das outras competições que vamos facilitar, ou o contrário. Ninguém varre a poeira para debaixo do tapete", garantiu.
O dérbi mexe sempre com a emoção dos adeptos. Rui Vitória elogiou a Onda Vermelha, o efeito positivo que tem nos jogadores do Benfica e o efeito contrário nos adversários.
"Não penso nas consequências dos jogos antes de eles acontecerem. Vivo as situações factuais. Haver uma competição é uma realidade. Não há uma causa-efeito que diga que jogar mais ou menos permite ganhar títulos. O que me parece é que havia uma preocupação de dividir os Benfiquistas. Quando a Onda Vermelha começa é muito difícil travar. O Benfica e a sua massa adepta são algo que não é fácil para qualquer adversário, nem mesmo para os diretos. O Sporting é uma equipa de qualidade como o FC Porto, mas vamos enfrentar e temos capacidade para ganhar", realçou.
Instado a escolher um jogador do rival que gostasse de ver fora do jogo, o técnico foi claro: "Estes jogos têm de ser disputados com todos os intervenientes. Abre o ano, vão estar muitos adeptos do Benfica e alguns do Sporting. Mais do que qualquer individualidade, há uma equipa forte."
RUI VITÓRIA: "O QUE SE PASSA É UM ATAQUE AO CORAÇÃO DOS BENFIQUISTAS"
Na conferência de Imprensa de antevisão ao dérbi, o treinador deixou um vincado e sonoro alerta sobre a "afronta" de que o Clube está a ser alvo, falando e apelando aos adeptos.
Na conferência de Imprensa de antevisão ao dérbi, temas laterais ao jogo, como o caso dos emails e a suspeição sobre resultados, vieram à baila e foram objeto de comentários contudentes do treinador Rui Vitória, que não se escondeu perante aquilo que reputa de "ataque ao coração dos Benfiquistas".
"Esse é um assunto que leva tempo a explicar. A facilidade com que se levanta a poeira e deixa o pó no ar, sem pensar em consequências, deixa-me abismado. Ninguém se lembra das famílias dos jogadores, dos treinadores, dos clubes envolvidos… Não admito que se mexa com o trabalho dos meus jogadores, com o meu trabalho ao longo destes dois anos e até de quem esteve antes de mim, sejam jogadores, treinadores e restante staff. Não se pode tirar o mérito de tantos títulos e recordes que foram batidos de ânimo leve. Não estou a falar em exclusivo por mim e pelos meus jogadores, mas sim por uma estrutura. Tudo isto foi ganho com sacrifício, empenho e dedicação", observou.
E completou com um claro apelo aos Benfiquistas e à união em torno do Clube.
"Esta semana fica provado que isto não é apenas uma afronta ao presidente, treinador, jogadores, colaboradores... É um ataque ao coração do Benfica; é uma afronta ao Benfica e ao coração dos Benfiquistas e foi feito, não sei se de forma consciente ou inconsciente, para nos dividir. Isto é tocar no símbolo do Benfica e os Benfiquistas não podem aceitar. Tenho de marcar uma posição como colaborador e alertar para o que se está a viver", apontou Rui Vitória com grande ênfase.

Histórico

O 18.º GRANDE DÉRBI NA NOVA LUZ
Entre jogos de Campeonato, Taça de Portugal e Taça da Liga, Benfica e Sporting já se defrontaram 17 vezes no estádio inaugurado a 25 de outubro de 2003. O saldo é largamente favorável às águias.
Inaugurado há pouco mais de 14 anos (25 de outubro de 2003), o novo Estádio da Luz acolhe às 21h30 de quarta-feira, dia 3 de janeiro, o 18.º dérbi entre Benfica e Sporting, agora a contar para a 16.ª jornada da Liga NOS. Os rivais defrontaram-se 14 vezes para o Campeonato, duas para a Taça de Portugal e uma para a Taça da Liga. O saldo é amplamente favorável aos encarnados, que totalizam 11 vitórias (uma nas grandes penalidades), 3 empates e 3 derrotas.
1.º DÉRBI
O primeiro dérbi no novo Estádio da Luz realizou-se três meses depois da inauguração oficial do recinto. A 4 de janeiro de 2004, o Benfica defrontou os leões na 16.ª jornada do Campeonato Nacional. Luisão apontou certeiro para a baliza do Sporting aos 56’, fazendo o primeiro e único golo das águias na partida, deixando o Sporting levar a melhor, com três golos marcados, dois deles através de penáltis (1-3).
2.º DÉRBI
Um ano depois (26 de janeiro de 2005), o Benfica recebeu o Sporting, na circunstância para disputar os oitavos de final da Taça de Portugal. No tempo regulamentar de jogo, as equipas empataram 2-2 (Geovanni 3’ e 22’ marcou os golos para águias). O desafio seguiu para prolongamento, com Simão Sabrosa a assinar o 3-3. No desempate por pontapés de grande penalidade, o Benfica saiu vencedor por 7-6 e avançou na competição.
3.º DÉRBI
A 14 de maio de 2005, Benfica e Sporting encontraram-se na 33.ª e penúltima jornada do Campeonato Nacional, com os rivais a discutirem a liderança ponto a ponto. O título nacional ficou encaminhado para as águias a seis minutos do fim: num livre batido por Petit, Luisão elevou-se e chegou de cabeça onde as luvas de Ricardo não alcançaram, assinando o 1-0. O Benfica destacava-se assim do Sporting e passava a ter como único opositor o FC Porto. Estava a um ponto de se sagrar campeão nacional e esse mesmo ponto seria arrecadado no Bessa, frente ao Boavista (1-1), na última ronda, voltando assim aos grandes triunfos nacionais ao fim de onze anos.
4.º DÉRBI
A 28 de janeiro de 2006, o Benfica mediu forças com o Sporting na 20.ª jornada do Campeonato. As águias começaram bem, com Simão Sabrosa a acertar nas redes na execução de um penálti, mas o Sporting conseguiu dar a volta e enfiar três bolas na baliza guardada por Moretto (1-3).
5.º DÉRBI
Os dérbis na Catedral continuavam e a 27.ª jornada da época 2006/07, no dia 29 de abril de 2007, ficou marcada por um empate: 1-1. Liedson, aos 2’, fez o primeiro golo da partida para os forasteiros. O Benfica respondeu aos 23’ por Miccoli, fixando o resultado.
6.º DÉRBI
No dia 29 de setembro de 2007 já se discutia o Campeonato da época 2007/08: Benfica e Sporting batiam-se na 6.ª jornada. Foi o primeiro e único dérbi na Estádio da Luz, até hoje, em que a bola não beijou as malhas das balizas: 0-0.
7.º DÉRBI
Os oito dérbis que se seguiram no Estádio da Luz foram todos favoráveis ao Benfica. A primeira vitória, por 2-0, aconteceu na 4.ª jornada do Campeonato da época 2008/09, a 27 de setembro de 2008, onde 60 022 espectadores viram José Antonio Reyes (67’) e Sidnei (72’) acertar em cheio na baliza de Rui Patrício e materializar triunfo da equipa encarnada: 2-0.
8.º DÉRBI
A 13 de abril de 2010, dois anos depois, o Benfica saía novamente vitorioso por 2-0, com golos de Óscar Cardozo (68’) e Pablo Aimar (79’), num jogo a contar para a 26.ª jornada do Campeonato. Numa noite chuvosa, a equipa benfiquista foi arrasadora na segunda parte.
9.º DÉRBI
O resultado não saía do mesmo registo e a 19 de setembro de 2010 as águias triunfavam novamente frente ao Sporting por 2-0, com dois golos de Óscar Cardozo (13’ e 50’), que foi considerado o melhor jogador da Liga na época 2009/10, com 26 golos apontados.
10.º DÉRBI
Novo dérbi, mudança de competição: a 2 de março de 2011 Benfica e Sporting enfrentaram-se na Taça da Liga. Nas meias-finais da competição, as águias, mais uma vez, não desiludiam a plateia. Aos 34’ Óscar Cardozo, no seguimento de um canto favorável ao Benfica, cabeceou e fez o golo que empatava o marcador. Já no final da compensação (90’+2’), Javi Garcia, após uma assistência de Cardozo, levou as bancadas da Luz ao delírio, assinando o golo de acesso à final da Taça da Liga: 2-1.
11.º DÉRBI
Na época 2011/12, os históricos rivais lisboetas encontraram-se de novo na 11.ª jornada do Campeonato Nacional. A 26 de novembro de 2011, 63 146 espectadores viram o Benfica ganhar ao Sporting por 1-0: Javi García, com um oportuno golpe de cabeça na pequena área (aos 42’), bateu Rui Patrício no aproveitamento de um canto batido pelo pé direito de Pablo Aimar à esquerda do ataque dos encarnados.
12.º DÉRBI
A 21 de abril de 2013 o Benfica voltava a levar a melhor no dérbi no novo Estádio da Luz. 2-0 foi o resultado final na 26.ª jornada do Campeonato na época 2012/13. Salvio (36’) e Lima (75’) foram os autores dos golos que garantiram mais três pontos para as águias.
13.º DÉRBI
Noutra frente, 9 de novembro de 2013 foi data de dérbi lisboeta no Estádio da Luz. Benfica e Sporting discutiam a 4.ª eliminatória da Taça de Portugal diante de 47 156 espetadores. As águias arrecadaram mais uma vitória frente aos rivais leoninos, por um golo de diferença (4-3), após prolongamento. Óscar Cardoso foi o homem do jogo, ao marcar três dos quatro golos da partida (12’, 42’, 45’). Após o 3-3 com que se atingiu o fim dos 90 minutos, o quarto golo do Benfica ficou a cargo de Luisão, aos 97’.
14.º DÉRBI
Na mesma época, Benfica e Sporting encararam-se na 18.ª jornada do Campeonato Nacional (11 de fevereiro de 2014). Os encarnados foram mais fortes e ganharam o jogo por 2-0. Os golos foram carimbados por argentinos: Nico Gaitán na primeira parte (28)’, Enzo Pérez no segundo tempo (76’).
15.º DÉRBI
O dérbi da 3.ª jornada do Campeonato da época 2014/15 saldou-se numa igualdade: 1-1. A 31 de agosto de 2014, Nico Gaitán (12’) foi o único marcador por parte das águias.
16.º DÉRBI
A 25 de outubro de 2015, a 8.ª jornada do Campeonato Nacional não correu de feição ao Benfica, sendo penalizado por remates desferidos na primeira parte: 0-3.
17.º DÉRBI
O último dérbi realizado no novo Estádio da Luz levou de novo o Benfica às vitórias frente ao eterno rival. No dia 11 de dezembro de 2016, a equipa encarnada venceu o Sporting por 2-1, com as finalizações de Salvio (24’) e Raúl Jiménez (47’) a fazerem mossa na baliza de Rui Patrício.

Lista de Convocados

  • Guarda-redes: Bruno Varela e Svilar;
  • Defesas: André Almeida, Lisandro, Jardel, Rúben Dias, Grimaldo e Eliseu;
  • Médios: Salvio, Rafa, Fejsa, Samaris, Pizzi, João Carvalho, Krovinović, Cervi e Živković;
  • Avançados: Jonas, Raúl e Seferović.

Boletim Clínico

  • Luisão: lesão muscular na coxa direita.

XI Provável

Jonas
Cervi Krovinović Pizzi Salvio
Fejsa
Grimaldo Rúben Jardel (C) Almeida
Varela

Talking Points

  • Luisão está lesionado, abrindo caminho à entrada de Rúben Dias ou Lisandro López. Quem está à altura da tarefa?
  • Que jogador terá que fazer acontecer, superar-se a si próprio e embalar a equipa para a vitória?
  • Que jogador ou aspeto do jogo do adversário constitui-se como a maior ameaça para o SL Benfica?
  • Qual é o seu onze inicial, estrutura e dinâmicas preferidos para este jogo?
  • Qual é a sua previsão sobre o resultado final e os marcadores?
Nota: Este texto foi elaborado recorrendo a informações recolhidas no sítio web do SL Benfica.
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2016.04.04 01:04 mateus_ln Contraponto: O PT merece ser defendido pela esquerda ?

RESUMO
A autora do texto compara episódio recente de violência durante protesto na PUC-SP com a chamada batalha da Maria Antônia, de 1968. A psicanalista analisa a repetição compulsiva, decorrente de trauma da ditadura, de atitudes tomadas pela esquerda. Para Parente, Dilma errou ao empregar um modelo de governo com o que há de mais retrógrado.
*
Uma das coisas escancaradas pela atual crise do país é que política é lugar de intensas cargas afetivas. Campo fértil para a psicanálise. O conflito ocorrido no dia 21 de março na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo pode ser uma boa alegoria para compreender tais afetos no interior do território psicanalítico. Espécie de "revival" de aspectos vividos na batalha da Maria Antônia em outubro de 1968, o episódio na PUC-SP aparece como palco de cenas que se cruzam e se distanciam no tempo e no espaço.
Foi em uma breve passagem de "O 18 de Brumário de Luís Bonaparte" que Marx corrigiu a sentença de Hegel, segundo a qual todos os grandes fatos e todos os grandes personagens da história são encenados no mínimo duas vezes. Segundo Marx, é verdade que a história se repete; no entanto, é preciso acrescentar algo decisivo a esse axioma: a primeira encenação da história é trágica, e a segunda, farsesca. O que ilustra tal pensamento é um diagnóstico em relação ao "ancien régime" alemão.
A cultura alemã, ao manter intacta a ordem de seu "ancien régime" muito depois da Revolução Francesa, representa um teatro que denota a mimese jocosa de um modelo há muito desmascarado. Enquanto o "ancien régime" francês viveu como verdadeiras a legitimidade de um poder monárquico e a tragédia de sua queda, os alemães interpretam a derrocada de seu império como algo inédito, mas as lamúrias, copiadas dos franceses, ecoam de forma pouco convincente. Os gritos revoltosos já não têm fervor e ressoam como manifestações amadoras de atores na hora do ensaio.
Considerando a afirmação feita por Marx, seria interessante perguntar aqui como os dois embates –PUC e Maria Antônia– foram vividos e, além disso, se estamos vivendo em 2016 uma paródia de 1964.
É Freud quem ensina a razão pela qual histórias se repetem. Em um jogo infantil do neto, ele observa uma espécie de escrita que esboça as dores da separação. Sempre que a criança via sua mãe se afastar, lançava um carretel e segurava a linha que dele se desenrolava, emitindo o som "óóóóóó". Freud deduziu ser esse gesto a tentativa de expressar a palavra "fooort" (lááááá), associada à saída da mãe que já não estava em seu campo de visão. Como o fato de a mãe se afastar provocava angústia, Freud tentava entender a razão pela qual o neto insistentemente repetia a dolorosa separação na brincadeira.
O trauma é uma inscrição psíquica destituída de qualquer tipo de forma linguística e que, por isso, opera apenas por repetição, numa compulsão inesgotável. É necessário que advenha alguma espécie de escrita, de narrativa para que o traço traumático, despido de linguagem, ganhe forma.
O jogo do carretel é bonito, pois mostra justamente as sutilezas da passagem desse estado de inglória repetição para outro, em que o sujeito ensaia sua liberdade e autonomia. Depois de repetir inúmeras vezes o gesto de lançar o carretel, o neto de Freud percebe que pode puxar o fio para que ele volte e emite o som "daaaa" (aqui). A lacuna deixada pelo objeto amado, que amiúde se afasta da criança, dá chance a ela de arriscar seus primeiros registros.
PASSADO SOTERRADO
Se transposta para o campo sócio-histórico, a lógica temporal da vida anímica é muito próxima daquela concebida por Walter Benjamin em suas teses de "Sobre o Conceito de História". Lá o filósofo alemão escreve: "A história é objeto de uma construção, cujo lugar não é formado pelo tempo homogêneo e vazio, mas por aquele saturado pelo tempo-de-agora ('Jetztzeit'). Assim, a antiga Roma era, para Robespierre, um passado carregado de tempo-de-agora, passado que ele fazia explodir do contínuo da história. A Revolução Francesa compreendia-se como uma Roma retomada".
A ideia não poderia ser mais clara: a repetição ocorre quando faíscas do passado soterrado podem ser identificadas nas malhas do presente. Nesse lampejo do passado sobreposto ao presente é que estaria contida a promessa da revolução. Tarefa do historiador materialista seria a de escovar a história a contrapelo, trazendo à luz o que havia sido oprimido pela versão narrativa dos vencedores da história.
É no interior desse quadro que valeria retomar a pergunta acerca de repetições e diferenças ocorridas nos dias atuais em relação a alguns aspectos dos anos de chumbo. Os traumas inscritos em 1964 e a violência arbitrária vivida no regime se mantiveram até bem pouco tempo calados, repetindo-se compulsiva e silenciosamente na violência da PM, nos modelos oligárquicos da politicagem, na tendência de resolver as coisas de forma autoritária, sem que houvessem debates públicos e decisões que partissem deles.
Em 2013 o MPL defendeu o passe livre e tornou possível, com esse significante e com sua luta, abrir as portas do recalque. Importante lembrar que, se o recalque é capaz de manter veladas as dores do trauma, também é ele que impede a cicatrização das velhas feridas e o ato de escrever novas histórias. Desfeito o nó do recalque, surgiram em 2013 várias tentativas de passar o recado de que queríamos a vida pública de outra forma. Ficou claro que não aceitaríamos mais o órgão institucional que traz para o presente vestígios da ditadura: a Polícia Militar.
Manifestações intensas e grandiosas, realmente cheias de promessas, pediam também por melhores serviços públicos e por mais igualdade social. Paralelamente a isso, tínhamos os resultados parciais da Comissão da Verdade sendo divulgados, até que em 2014 tivemos acesso aos documentos, além de alguns eventos que rememoravam o golpe por conta de seus 50 anos. Na campanha de 2014, João Santana intuiu o apelo dessa linha e fez de Dilma Rousseff a Coração Valente, justamente por ela ter enfrentado com coragem o período da ditadura.
CANSAÇO
Hoje, diante do arbítrio do juiz Sergio Moro, renasce um espírito de luta, de não rendição ao que foge das regras democráticas. Valeria a pena, porém, pensar se os símbolos do PT são aqueles que melhor representam a resistência à repetição traumática. Muitas vezes parece que grudar indiscriminadamente a esses símbolos exaltados pelo marketing é gesto também repetitivo de uma esquerda cansada que precisa se repensar.
Vale lembrar que em 2013 foi encontrado o que ficou conhecido como Relatório Figueiredo –7.000 páginas nas quais o terror do programa da ditadura em relação aos índios e terras preservadas fica absolutamente claro. Mais assustador é perceber como o programa do PT é exatamente o mesmo após todos esses anos –e não por simplesmente fechar os olhos para a questão indígena, mas principalmente por estimular setores da economia que são os mais condizentes com o horror.
A coragem que Dilma Rousseff tem apresentado é a de compor o governo com o que há de mais retrógrado na política. É cenário de zumbis que arrepia qualquer pessoa que se intitula "de esquerda". Pouco hábil para conversar com o que se apresentou de novo em 2013 e que tem mostrado força em pequenos eixos, a presidenta optou por se fechar em seu palácio enquanto o circo ia aos poucos pegando fogo.
Disso decorre a pergunta sobre os tempos e espaços que se cruzam. Devemos reconhecer que, com Jango, vivíamos o ano de 1964 marcado pelas questões dos trabalhadores e da reforma agrária, ao contrário de 2016 em que vemos um PT não só vendido para o terror, mas partícipe de tal política atrasada.
Se queremos de fato reescrever a história, é necessário também olhar para esse aspecto. Não basta escondermos as sombras do PT em todos os episódios em que uma ameaça da direita se coloca para o partido e ficarmos agarrados aos símbolos já esvaziados, sustentados apenas pelas estratégias de marketing. Também não estamos em momento próximo da instauração de um AI-5 para que alunos se vejam perseguidos. É certo que a PM é órgão a ser extinto –teríamos que perguntar, contudo, onde esteve a ousadia de um governo de esquerda para rever essa questão após infindáveis debates e manifestações contra esse órgão.
Onde esteve a Coração Valente para receber as demandas, costurá-las, reinventá-las, tentar colocá-las em prática? Ser o tempo todo vítima ressentida da direita é lugar pequeno, amedrontado, cômodo –a esquerda não pode estacionar aí. Atmosfera melancólica que perde oportunidades de escrever novos enredos justamente quando opta por pasteurizar os velhos modelos. Se queremos realmente sair da repetição compulsiva oriunda do trauma é necessário que olhemos com coragem também para isso.
Fonte: m.folha.uol.com.bilustrissima/2016/04/1756255-o-golpe-e-a-batalha-da-maria-antonia-revisitados.shtml?mobile
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