Hora de seguir em cobertura

30/jun/2019 - Explore a pasta 'Cobertura de Bolo' de Maria Lucia Flor, seguida por 177 pessoas no Pinterest. Veja mais ideias sobre Cobertura de bolo, Recheio para bolo, Bolo. Existem diversos tipos de coberturas do seguro auto, no entanto, quando se decide contratar esse tipo de serviço, é preciso se atentar a outras coisas além da cobertura. Veja a seguir quais são os itens mais importantes a serem avaliados na hora de escolher a cobertura de seguro auto: Avalie suas necessidades 1/jun/2020 - Explore a pasta 'cobertura' de celiaoliani53, seguida por 222 pessoas no Pinterest. Veja mais ideias sobre Recheio para bolo, Receitas, Cremes para bolos. A cobertura para danos materiais e corporais a terceiros se chama Responsabilidade Civil Facultativa de Veículos (RCF-V) e tem sido muito usada pelos consumidores devido ao tráfego cada vez mais intenso de veículos nas cidades brasileiras. Optar por essa cobertura pode aumentar o valor final do seguro em até 300 reais — o que pode ser um ... A seguir, separamos 10 pontos de atenção, que você deve observar antes de tomar uma decisão. Vamos a eles: Apartamento de cobertura: 10 coisas para saber antes de comprar o seu. 1. Maior área útil. Na grande maioria das vezes, o apartamento de cobertura é a maior unidade do prédio, agregando terraços e áreas privativas à sua metragem. Seguir. Receitas Divertidas ... Como fazer cobertura de leite em pó para bolo com uma receita fácil de preparar e econômica para fazer no dia a dia ou profissionalmente. Dá ponto de bico ... Na hora de fazer um recheio gostoso para bolo o que todo mundo quer é uma receita simples, fácil e econômica, não é verdade? ... Cobertura de hora em hora na TVEJA. Veja. Seguir. há 6 anos 10 views. Nossos repórteres fazem um giro pelo Brasil trazendo todas as notícias do segundo turno para você. Reportar. Procurar mais vídeos. Reproduzindo a seguir. 0:28. Se você ainda não conhece os planos de internet banda larga Algar e quais são seus benefícios, agora é a hora de descobrir! Mas além de escolher o plano ideal, você precisa saber se temos cobertura na sua cidade.. Por isso, oferecemos o verificador de cobertura, para você consultar se na sua cidade tem a cobertura Algar Internet. Nesse post, vamos te mostrar algumas vantagens da banda ...

Sou um ser humano "quebrado" e preciso de ajuda.

2020.08.24 15:28 No-Assistance9028 Sou um ser humano "quebrado" e preciso de ajuda.

Tenho 38 anos. Sou casado, ainda sem filhos. Moro na região metropolitana de Porto Alegre / RS. Eu não sei o que aconteceu comigo... eu estou quebrado psicologicamente. Não consigo funcionar como ser humano.
Desde março eu e minha esposa entramos em quarentena. Eu era vendedor há anos de uma indústria fabricante de máquinas industriais. Minha esposa estava desempregada desde outubro de 19, recebeu o seguro desemprego até janeiro. Eu estava fazendo uma jornada dupla (até 18hs na empresa, depois Uber até 22hs) para segurar as pontas, enquanto o plano era minha esposa se encarnar durante este ano para estudar para diversos concursos públicos de prefeituras que tinham aberto aqui no RS. O problema é que mesmo sendo novo, eu sou de um grupo de alto risco, porque já tive um infarto (e fiz cirurgia de 2 pontes mamárias) em 2015, tomo remédios para pressão, beta bloqueadores, tive arritmia na volta da cirurgia (quase precisei de um marcapasso) e o cirurgião descobriu um enfisema pulmonar na mesa, o que depois foi comprovado por exames e por um pneumologista. Além disso tenho predisposição a diabetes na família, e estou com sobrepeso. Resumo: se eu pegar essa doença minha chance de ir parar na UTI e talvez não voltar é grande.
Quando tudo ameaçou "parar" em março, o dono da empresa para quem eu trabalhava usou isso como desculpa para me dispensar (eu trabalhava como MEI, então não foi muito difícil) dizendo que não teria como seguir pagando meu salário e que se eu quisesse poderia continuar trabalhando de casa somente ganhando comissões. O Uber, tive que parar. Minha esposa fica muito preocupada quando eu sinalizo a possibilidade de ter que pegar o carro e voltar a fazer Uber pra conseguir dinheiro. Graças a Deus nossa situação financeira estava bastante enxuta quando tudo aconteceu, e conseguimos enxugar bastante custos, parcela do apto ficou suspensa pela CEF, conseguimos pegar os auxilios emergenciais ate entao, e tinha uma reservinha de dinheiro que, somando tudo, tem nos mantido ate agora, e devo ter $$ até outubro pelas minhas contas.
Eu sigo a doutrina espírita kardecista, então pra mim a morte não é o fim, então eu não julgo que eu tenha um medo paralisante de morrer ou qualquer coisa do tipo (pelo menos no meu estado consciente). Li algumas passagens filosóficas para o momento pelo qual o planeta está passando (sei que pode ser polêmico e subjetivo então não vou aprofundar) mas sinceramente só o que eu vejo é piorar.... estou literalmente com NOJO das pessoas. Não estou conseguindo mais me conectar profundamente com ninguém.
Meu pai teve Covid logo no começo, na virada de março para Abril. Foi um dos primeiros e mais graves casos de Porto Alegre que não veio a óbito. Ficou internado 6 semanas, sendo 4 na UTI entubado, com febre, fazendo diálise, tomando anticoagulantes, etc... entre a vida e a morte. Depois de extubado ficou mais 1 semana em delirium... achamos que ia voltar pra casa quase um vegetalzão, quando do nada e melhorou significativamente. Na epoca minha mãe teve sintomas leves (perda de olfato e paladar) mas sequer foi testada, mandaram apenas ficar 14 dias em casa. Enfim, minha família flertou seriamente com a perda, portanto eu esperava especialmente da minha mãe muito mais seriedade com relação a respeitar todas as medidas recomendadas.... e está longe de ser o que vejo: estão toda hora indo na casa de um, de outro, inventando desculpa pra levar minha vó (80 anos) pra passear, usando mascara errado e enfiando a mão toda hora, quando lembra... etc. A familia do meu irmao não pararam de trabalhar 1 dia, se encheram de ivermectina e cloroquina e tá tudo bem... esse é o contexto.
A situação é que eu sou vendedor. E preciso me conectar com as pessoas para conseguir desempenhar minha função. Um dos pontos principais sobre vendas é que vc tem que realmente se interessar pela pessoa, pela situação dela, pelo problema que ela tem (e muitas vezes nem se deu conta) para que dai sim vc possa usar isso como um trampolim para a solução. A grande questão é que como mencionei anteriormente eu simplesmente não estou conseguindo mais me conectar com as pessoas porque eu estou com nojo. Em todos os lugares eu vejo as pessoas cagando pros outros e atendendo apenas ao seu próprio interesse do momento, "morra quem morrer". Meu ex-chefe (que pegou dinheiro facilitado do governo) e que me desligou, e desligou colegas, e apertou outros pra achatar salários, tá por aí passeando, indo viajar, frequentando restaurantes, bares hoteis, na maioria das vezes sem mascara, sem respeito, sem vergonha na cara fingindo que é rico enquanto fudeu a vida de algumas pessoas. Minha mãe / pai e a familia do meu irmao foram ha 2 semanas passar o final de semana em Gramado, como se nada tivesse acontecendo (disseram que ja tinha sido comprado / reservado desde ano passado e que perderiam se nao fossem - desculpinha)... então enfim mesmo exemplos próximos que eu vejo de pessoas que deveriam estar levando a serio nao estao.
Como eu disse, eu não tenho um medo absoluto da morte, então não entendo de onde está vindo toda essa decepção, esse nojo, essa repulsa das pessoas que está me estragando e me impedindo de viver. Não entendo. E não estou conseguindo sair da situação. Já tive várias fases, a fase do Netflix, a fase de ficar assistindo videos no youtube sobre a cobertura do Corona, a fase de debater nas redes sociais, a fase de ficar vegetando na timeline do facebook, a fase de ler TUDO que se postava aqui no Reddit quando conheci, e agora ultimamente eu baixei na internet uma cópia da GTA San Andreas e estou jogando compulsivamente....
Eu toda segunda feira penso comigo mesmo que PRECISO me mexer, que preciso me organizar, fazer ligações, falar com meus clientes, pelo menos TENTAR seguir com a vida, sinto vergonha de me olhar no espelho e saber que sou um homem de 38 anos com uma casa pra sustentar e que não consegue fazer nada. Mas faço 1 ou 2 tarefas e em seguida alguma notificação chama minha atenção, ou meu pensamento voa e quando vejo já se passou 1 dia e eu não fiz nada... (só que já faz meses que estou assim).
Tentei me matricular em um curso de vendas muito desejado (fazia anos que eu queria fazer e por outros motivos deixava pra depois) e que, talvez pela minha alta expectativa, acabou por ser um pouco decepcionante e não me tirou da inércia. Também deveria estar dando seguimento no curso de marketing digital que estou matriculado desde o ano passado na Alura e não estou conseguindo desempenhar, porque no fim das contas marketing acaba me parecendo mais uma uma "venda em larga escala" e se eu estou com dificuldades de me conectar com 1 pessoa, que dirá com um grupo de pessoas....
Eu já pensei que deveria encontrar uma aptidão / profissão totalmente nova e que me desse um outro rumo na vida... até cheguei a fazer a quarentena dev da alura pra ver se me interessava por programação. Mas está tudo tão difícil de me concentrar e de realmente aprender, e eu penso que teria que começar do zero, talvez ganhando 1000 / 1500 pilas (com todo respeito a quem se mantem com essa quantia, mas é pouco e ninguem deveria ganhar isso) ate me firmar na carreira...
Olha, não eu estou chorando escrevendo isso pq nunca consegui chorar já faz muitos anos, mas voces nao fazem ideia do meu sofrimento, e a vontade de chorar é grande. Parece que eu estou com meu OS corrompido, e eu tento iniciar, e reboot, reboot, reboot....
Se vc teve paciencia de ler ate aqui, obrigado!
Preciso de ajuda psicologica profissional urgente. Mas no momento não tenho dinheiro pra pagar. Se vc souber de algum lugar ou profissional que preste este auxilio, pode ser individual ou em grupo, eu agradeço desde já.
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2020.07.29 01:05 AdsonLeo [Encontro Miojo] Aceito uma Mãozinha (5º Level; D&D 5e)

Olá pessoal, postando aqui um encontro que já vinha querendo colocar no papel há um tempo. Faz parte da ideia de "Encontro Miojo", rápido para ler e colocar em jogo mas com potencial para se desenvolver em algo maior, como o nosso bom macarrão instantâneo. O mais importante é dar um pontapé em suas aventuras e alguns ganchos com o que trabalhar quando estiver em dúvida ou com preguiça.
Isso faz parte de um blog que atualizo nunca. Mas às vezes aparece algo lá e decido postar aqui. Espero que gostem e a quem interessar o blog é o Sopa de Dado e a postagem desta aventura é essa aqui.
Neste encontro busquei trazer desafio a aventureiros chegando em leveis medianos, sendo um combate desafiador mas também com um tom humorístico e leve. É possível até que não haja derramamento de sangue no fim e tudo se resolva com simples interações sociais e resultados finais interessantes para ambos os lados - heróis e vilões. Admito que talvez não seja toda mesa que acomode o "good ending" afinal, como verão, envolve lidar pacifica e amigavelmente com vilões óbvios.
De toda forma, este encontro é pensado para impor um desafio considerável para um grupo de quatro aventureiros no nível 5. Nomes em negrito se referem a criaturas encontradas em material de D&D 5ª edição e serão seguidos por uma notação entre parênteses com o nome do livro e página em que se encontram.
Como sempre com aventuras prontas use como bem entender, mas tendo em mente que ao corrê-la para grupos maiores ou menores e em níveis diferentes o desafio pode ficar significativamente mais fácil ou difícil. Se decidir utilizar este encontro ou elementos dele peço apenas para que dê crédito ao blog e ao autor, no caso eu.

Ganchos de Aventura

Nosso grupo de aventureiros se encontra viajando do ponto A ao ponto B, seguindo rio acima pela margem quando avistam algo curioso. Ou tenha ouvido rumores sobre uma velha torre abandonada que todos os moradores locais evitam, já que quem foi lá jamais voltou e luzes e sons macabros se projetam do topo. Talvez esses mesmos moradores ofereceram recompensas para que os destemidos heróis visitem o local e verifiquem a veracidade da história, eliminando qualquer ameaça presente. Seja como for, subindo o rio eles se deparam com um... pacato pescador?

Localização

Este encontro pode se resolver em duas localidades: à beira do rio ou na torre abandonada. O rio... é um rio. Cortando uma floresta provavelmente, como todo rio em RPG. Não existe segredo, pode ser qualquer rio em qualquer mundo onde você goste de mestrar. Gosto da ideia de locálizá-lo no rio Styx em Avernus caso esteja correndo a campanha Baldur's Gate: Descent Into Avernus ou algo assim. Sendo um plano mal onde o grupo interage constantemente com figuras de caráter duvidoso os aventureiros estarão mais acostumados a interagir com o que antes eram apenas inimigos com alvos pintados na cabeça. O importante mesmo é que os aventureiros estejam seguindo contra o curso deste rio.
A torre fica ainda mais rio acima, e, sinceramente, não é o foco desta aventura. Use o layout de qualquer torre, ou qualquer construção na verdade. Uma torre funciona melhor mas no final fica a seu critério. Caso tenha interesse poderá desenvolver com mais detalhes, mas para o propósito deste encontro miojo não tem muita importância. O que interessa é o que os aventureiros avistam enquanto caminham.

1. Pescaria Macabra

À beira do rio, poucos metros a frente após passarem por algumas árvores, o grupo avista uma figura sentada com uma vara de pesca em mãos e olhando distraidamente para o nada. O ser humanoide parece um pouco desengonçado e, numa inspeção mais atenta ou próxima, é possível notar que não se trata de um humanoide normal, e sim de um Flesh Golem (Monster Manual, 169). Vestindo um chapéu de palha que por pouco não é levado pelo vento, ele lança olhares ocasionais para a água. A linha da sua vara de pesca está sempre em movimento e bastante tencionada, porém ele não a puxa.
Caso os jogadores observem por mais tempo ou demorem a tomar uma decisão, eles notam que a linha fica mais frouxa até que da água emerge uma Flameskull (MM, 134). De início apenas uma caveira humana flutuante, ela gira algumas vezes no ar para se secar e logo explode em eletricidade, que fica estalando ao seu redor. Use os status e habilidades da Flameskull, porém substitua a magia preparada "Fireball" por "Lightning Bolt", ambas de terceiro nível.
O crânio pertence a Ginolvam Tyerulzo, mago humano de índole no mínimo questionável há muito morto por outros aventureiros. Cursou artes mágicas em [insira grande cidade do cenário] mas jamais conseguiu seguir as linhas de pesquisa monótonas dos outros, o que o levou à reanimação. Graças a rituais diversos executados meio que corretamente por ele quando vivo, o mago conseguiu voltar a vida. De certa forma. Apenas sua cabeça animada e ossuda se reanimou e, desde então, ele habita sua torre, onde continua seus experimentos em constructos feitos com partes de criaturas vivas.
A dita torre foi recentemente atacada por heróis, ou como ele chama, "um bando de rufiões metidos a salvadores da pátria". Os tais rufiões dizimaram sua coleção de golens e o mataram. De novo. Após uma hora ele despertou, apenas para descobrir que tudo de valor que ele possuía havia sido roubado pelos malditos e que seus brinquedos foram despedaçados e boa parte de seus pedaços lançados no rio próximo. Quanta barbárie. Após muito esforço Ginolvam reconstruiu um dos golems com o que pôde achar e se colocou a busca do restante das partes que foram levadas rio abaixo. Com medo de que pudesse se distrair e ficar perdido, ou até mesmo arrastado pela correnteza, agora confia que #1B segure firme enquanto ele vasculha as pedras e a lama do fundo em busca das peças que precisa para reestabelecer seu exército.
Ginolvam já aparece em cena com um braço, perna ou outro membro de sua preferência, sendo erguido por uma Mão Mágica conjurada por ele, e o joga numa pilha que já contem algo como meia dúzia de outros. Ele então fala em tom autoritário com o golem por alguns momentos, informando que irá forçar um pouco mais pois acredita ter avistado um tronco preso à vegetação.Neste momento, caso os personagens não tenham se escondido ou a furtividade seja menor que 12 (Percepção passiva da Flameskull), Ginolvam os nota e se dirige a eles, perguntando com confiança o que buscam, ao mesmo tempo em que #1B se coloca de pé. Caso os aventureiros se aproximem ou enderecem-no amistosamente, ambas as partes podem conversar de forma tranquila.
Durante o diálogo Ginolvam se mostra autoritário e confiante porém certamente disposto a evitar um combate, uma vez que a reconstrução de um único golem sem ajuda e quando se é apenas um crânio flutuante com Mãos Mágicas é um tarefa hercúlea. Sem contar que dessa vez, pensa ele, talvez esses sejam um pouco mais espertos e de fato o matem de uma vez por todas. Nesta solução pacífica desenrole o encontro como social, e o grupo fica a par da história do mago, sua morte, experimentos, torre, o ataque e morte de novo. Ele também faz questão de frisar que jamais fez mal às comunidades próximas ou ativamente atacou viajantes, mas que se defende caso necessário. Tem interesse apenas em seus experimentos, que são os causadores dos sons e luzes que as pessoas veem de tempos em tempos. Um personagem pode verificar que Ginolvam diz a verdade com um teste de Sabedoria (Insight) de CD 10. Com alguns minutos de conversa civilizada o mago arrisca pedir ajuda do grupo.
Talvez os aventureiros apenas sigam viagem com uma história curiosa para contar. Se ajudarem a caveira a encontrar mais partes e levá-las para a torre siga para a parte 2. Caso mesmo após a conversa eles decidam que é melhor dar cabo da caveira e seu amigo golem e engajem em combate siga para o próximo parágrafo.
Numa inevitável luta execute da seguinte forma. Ginolvam ordena #1B a lutar com todas as forças e protegê-lo, assim que chegar seu turno, voa a 9m do chão, de onde atira seus Fire Ray e Magic Missiles, e ambos focam aqueles indivíduos que podem efetivamente ferir a caveira. Em seu primeiro turno ele conjura a magia Blur em si mesmo para aumentar sua sobrevivência, assim como Shield quando necessário. O mago é relutante em conjurar seu trunfo, Lightning Bolt, logo de cara, ainda mais caso a quantidade de alvos que consiga atingir seja sub-ótima. Ele o fará caso veja que esses novos rufiões que o atacaram sem motivo sejam muito fortes e estejam dando trabalho a ele e ao #1B. Se uma oportunidade de ouro se apresentar, com todos os aventureiros em linha perfeita esperando pelo choque ele conjura de uma vez o raio elétrico. A função do Golem não é segredo: ficar no solo absorvendo o máximo de dano que conseguir e batendo de volta. Caso entre em Berserker, Ginolvam não tentará domá-lo a menos que a luta já esteja ganha ou os aventureiros implorem muito por misericórdia. Se tudo der certo ele estará uns bons metros no ar, longe dos ataques do seu constructo. Se o grupo todo cair faça como você achar melhor. Um TPK mesmo e mais corpos para o mago ou quem sabe nosso amigo cabeça possa prender os atacantes e conduzir mais experiências. Vilões megalomaníacos fazem isso e repetidamente dão a oportunidade dos capturados escaparem com vida... tsc tsc, nunca aprendem. Caso a luta pareça perdida Ginolvam tentará escapar voando para longe e acessar o que consegue recuperar depois.

2. Torre Abandonada

Se no final os aventureiros se resolveram amigavelmente com a dupla de pescadores e os ajudaram a trazer partes para cá, ou se venceram o combate e eventualmente alcançaram a estrutura, use algum mapa que achar interessante. Uma coisa é fato, está tudo saqueado. Algumas partes de golens são visíveis, mobílias intactas e quebradas, livros, frascos, mesas de encantamento, penduricalhos diversos e tudo o que magos em RPG costumam colecionar. Marcas de batalha são visíveis e recentes - perfurações, chamuscados, flechas e frascos de poção recém usadas pelo chão. Em duvida faça um mapa simples. Existe um ou dois quartos, uma cozinha e sala, um depósito e um laboratório provavelmente no topo. A torre é o formato ideal pois Ginolvam precisa atrair raios para alguns de seus experimentos. Infelizmente ele não tem poderes o suficiente para conjurar o seu próprio mais que uma vez ao dia.
O único butim de valor é o grimório da velha caveira. Um tomo grosso cuja capa é feita de retalhos de pele e com páginas amareladas que contém as magias conhecidas do mago (leia-se, as que a Flameskull tem preparada contando a alteração que fizemos). Um Mago pode copiar qualquer uma das magias descritas ou é possível vender o livro por 50 pesos de ouro caso encontrem comprador interessado.
Se todos chegaram aqui como amigos, Ginolvam convida o grupo a ficar e pede #1B para preparar algo para eles enquanto ele começa a montar o próximo golem. Talvez todos fiquem desconfiados e, mais uma vez, depende de você DM. Minha ideia de "good ending" é todos ficarem em bons termos, tomarem um chá e conversarem. Caso tenha um mago no grupo, e ele seja decentemente sociável, Ginolvam o acha merecedor de estudar o seu grimório e copiar uma das magias que tenha lá. Se achar necessário peça um teste de Charisma (Persuasion) para o conjurador da sua mesa e, se achar bom o suficiente, o deixe copiar mais que uma. Ginolvam se mostra amigável mas ainda é alguém meio difícil de lidar. Ao final de tudo, se realmente foi um momento extremamente prazeroso e os personagens se ofereçam para ajudar nas tarefas, como arrumar a bagunça e montar os golens, e passem a noite na torre, eles conquistam amigos fiéis em Ginolvam e #1B e o mago os presenteia com um Damaged Flesh Golem (Explorer's Guide to Wildemount, 248) feito de partes sobressalentes e cujo mestre e dono pode ser decidido pelo grupo ou pela própria caveira. Eles até podem ver o processo de animação com Lighting Bolt, em que todos os corpos montados são enfileirados e alvejados pela magia para ganharem vida própria e servirem seu mestre.
Mas quer saber? Talvez Ginolvam não é um cara tão legal. Neste caso ele pode atacar o grupo a qualquer momento em sua torre. Seja assim que chegarem, durante o chá ou com um exército de golens novos construídos pelas próprias vítimas MUAHAHAHA!!! Se assim for a tática é basicamente a mesma descrita no último parágrafo da parte 1, Ginolvam se protege e dá cobertura à distância enquanto o(s) golem(s) arrebenta(m) com os convidados.

O Que Vem Depois

Aqui repito o que adoro falar a todo momento: depende de você. Uma aventura é sua assim que decide corrê-la para seu grupo. Modifique como quiser e bem entender para que seja mais desafiadora, divertida, engraçada, curiosa, assustadora.
Gostou da aventura? Tem alguma crítica, elogio ou sugestão? Deixe um comentário! Se tiver usado alguma ideia apresentada no texto comente aí como foi, adorarei ler como tudo se deu na sua mesa. Até a próxima.
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2020.06.24 23:26 lohfirey BOLO DE CENOURA QUENTINHO = BOSTA ATÉ O PESCOÇO

Olá, luba, editores, gatas e turma que está a ver (ou ler)! Quero contar a historia de quando, com apenas sete anos, eu tive uma crise de piriri histórica na minha escola, e pra piorar eu não percebi que tava com bosta até o pescoço por pelo menos umas treixx horas :).
Tudo começou na noite anterior, quando minha mãe, com sua bondade infinita e mãos de fada fez um bolo de cenoura com cobertura de chocolate incrível, e como a criança gordinha e ansiosa que eu era, eu não esperei o bolo esfriar pra cair de cara no dito cujo, indo contra a recomendação de mamai (que disse que eu ia ficar com dor de barriga), comendo pedaços e mais pedaços até o cu fazer bico, fui dormir feliz e de barriguinha cheia. O problema de verdade aconteceu no dia seguinte, quando eu fui pra escola (feliz da vida pq eu tava levando o bolo de cenoura pra comer na hora do lanche), fui fazer a aula de educação física, que no dia eram as primeiras aulas do dia. No meio da aula, eu percebi que estava a soltar pequenos peidinhos (eu, ingenua, não tinha percebido que o bolo de cenoura tinha começado a fazer efeito, mas em minha defesa o peido não estava saindo molhado, só saiam muitos e varias vezes seguidas, por isso continuei brincando com as outras crianças na quadra normalmente, até que as duas aulas (ambas de 45 minutos) acabaram e eu fui feliz com meus coleguinhas de volta pra sala.
Ja na sala de aula, eu estava sentada toda lindinha (com a calcinha repleta de bosta) até que finalmente eu começo a sentir um incomodo do caralho nas minhas regiões intimas, então peço pra professora pra ir ao banheiro e chegando lá, entrei em uma das cabines do banheiro e assim que abaiixei a calcinha a coitada estava PESADA de tanta bosta, eu entrei em panico, pq puta que pariu eu tinha só sete anos, estava com a calcinha toda suja de bosta (lembro até hoje que tinham alguns pedacinhos de cenoura ralada no meio kkkkk), e tava morrendo de vergonha de chamar a professora ou algo do tipo, foi então que no auge dos meus sete anos eu tive a ideia genial de jogar minha calcinha no lixo, vestir minha calça jeans e seguir vivendo meu dia como se nada tivesse acontecido, e assim foi :D.
Até que o dia correu bem normal (comi o bolo que eu tinha levado na hora do recreio e tudo), pelo menos até o momento em que eu cheguei em casa e minha mãe foi me dar banho antes de almoçarmos, foi quando ela entrou em desespero pq obviamente percebeu que eu voltei da escola sem a minha CALCINHA, ela quase ligou pra escola a pra policia kkkkk mas ai eu expliquei que tinha jogado fora pq tava pesada de tanta bosta (a.k.a o bolo de cenoura da noite anterior), ela ainda ficou meio desconfiada e meio ??????????, mas como eu tava normal ela ficou tranquila kkkkkk.
E é isso, sei que essa historia é meio boba comparada com outras postadas aqui mas, espero que tenham gostado apesar de que isso de fazer coco na calça já tenha rolado com quase todo mundo kkkkkk (se não aconteceu ainda, não se preocupe, segundo o grande mestre LubaTv, vai acontecer com todos em algum momento :)).
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2020.04.04 04:52 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 6

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/53563214511
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6

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A Dama Faz Protestos Demasiados

No episódio anterior de A Grande Conspiração do Norte, Harwood Stout, juramentado a Lady Dustin, foi visto conversando baixinho com Terror das Rameiras Umber, um conhecido “sócio” de Lorde Manderly desde A Fúria dos Reis. Do que eles falaram? Não procure para além do tour guiado por Lady Dustin às criptas de Winterfell no final do capítulo.
Theon vagueia sem rumo por algum tempo após o desjejum, atravessando as partes destruidas do castelo, subindo para as ameias e confessando no bosque sagrado. Durante esse mesmo período, a Senhora Dustin manda seus homens procurarem nas adegas, até nas masmorras, a entrada para as criptas. Seguindo as instruções de Theon, eles encontram essa entrada e passam meia hora cavando neve e entulho para descobrir a porta congelada, que precisou ser aberta com um machado. Todo esse esforço foi feito apenas para que ela se apresentasse um queixa antiga tendo apenas pedra fria, Theon e os silenciosos mortos como companhia. Que outro motivo a Senhora Dustin poderia ter para visitar as criptas?
Segundo a teoria, ela teria acabado de ouvir de Manderly (quem ouviu de Stout e Terror das Rameiras) que Bran e Rickon sobreviveram. Os meninos, Osha, Jojen, Meera e Hodor fugiram de seus perseguidores, escondendo-se nas criptas. É o que Bran conta ao moribundo meistre Luwin, enquanto Wex espia de seu esconderijo na árvore coração. O grupo de Bran também deixa evidências de sua estadia.
Osha levava sua longa lança de carvalho numa mão e o archote na outra. Uma espada nua pendia de suas costas, uma das últimas a ostentar a marca de Mikken. Forjara-a para a sepultura do Lorde Eddard, para deixar seu fantasma em descanso. Mas com Mikken morto e os homens de ferro de guarda no arsenal, era difícil resistir a bom aço, mesmo se implicasse assaltar uma tumba. Meera tinha ficado com a lâmina de Lorde Rickard, apesar de se queixar de seu peso. Bran ficou com a do seu homônimo, a espada feita para o tio que nunca conhecera.
(ACOK, Bran VII)
Até Hodor rouba uma espada ao sair.
O cavalariço tinha se esquecido de sua espada, mas agora se lembrara.
– Hodor! – exclamou. Foi buscar a arma.
Tinham três espadas mortuárias que trouxeramdas criptas de Winterfell quando Bran e o irmão Rickon se esconderam dos homens de ferro de Theon Greyjoy. Bran ficou com a espada do tio Brandon; Meera, com aquela que encontrara sobre os joelhos do avô, Lorde Rickard. A lâmina de Hodor era muito mais velha, um enorme e pesado pedaço de ferro, embotado por séculos de negligência e cheio de pontos de ferrugem.
(ASOS, Bran I)
Enquanto estava nas criptas com Theon, a Senhora Dustin nota especificamente as espadas que faltam.
– Aquele rei perdeu sua espada – a Senhora Dustin observou.
Era verdade. Theon não se lembrava que rei era aquele, mas a espada longa que devia segurar se fora. Marcas de ferrugem permaneciam para mostrar o lugar em que a lâmina estivera. [...] Seguiram adiante. O rosto de Barbrey Dustin parecia mais duro a cada passo. Ela não gosta deste lugar tanto quanto eu. Theon se ouviu falando:
– Minha senhora, por que odeia os Stark?
Ela o estudou.
– Pela mesma razão que você os ama. [...] Por que você ama os Stark?
– Eu... – Theon colocou uma mão enluvada contra um pilar. – ... eu queria ser um deles...
– E nunca pôde. Temos mais em comum do que imagina, meu senhor. Mas venha.
Apenas um pouco adiante, três tumbas estavam agrupadas juntas. Foi lá que pararam.
– Lorde Rickard – a Senhora Dustin observou, estudando a figura central. A estátua pairava sobre eles; rosto comprido, barbado, solene. Tinha os mesmos olhos de pedra dos demais, mas os seus pareciam tristes. – Ele tampouco possui uma espada.
Era verdade.
– Alguém esteve aqui embaixo roubando espadas. A de Brandon se foi também"Aquele rei está sentindo falta da espada", observou Lady Dustin.
(ADWD, O Vira-casaca)
Suponhamos que o verdadeiro objetivo da Senhora Dustin nas criptas seja confirmar a história de Wex. O que ela conta a Theon sobre sua história pessoal com os Starks não é mentira, é claro, mas também serve como cortina de fumaça para suas investigações, caso Ramsay (ou, pior ainda, Roose) questione suas ações. Embora a Senhora Dustin avise Theon para não repetir nada do que ela disse, ela deve saber que ele falharia na tentativa de manter segredos dos Bolton, se eles perguntassem abertamente. Theon e sua crença de que ela odeia os Starks são seu álibi.
No entanto, Roose parece ter certeza da lealdade da Senhora Dustin à Casa Bolton. Por que ela o abandonaria? Para começar, o que quer que os Starks tenham cometido com ela não muda o fato de que Rickard, Brandon e (agora) Ned estão todos mortos. Portanto, não são mais alvos satisfatórios de seu ressentimento. É verdade que a Senhora Dustin ainda pode guardar rancor contra os Starks. Porém não tanto quanto por Ramsay. A Senhora Dustin despreza Ramsay, e o sentimento é inteiramente mútuo.
– Deveria ter sido você a organizar o banquete, para celebrar meu retorno – Ramsay reclamou –, e deveria ter sido no Solar Acidentado, não nessa latrina de castelo.
– Solar Acidentado e suas cozinhas não estão a minha disposição – seu pai disse suavemente. – Sou apenas um convidado lá. O castelo e a cidade pertencem à Senhora Dustin, e ela não pode sustentá-lo lá.
O rosto de Ramsay ficou sombrio.
– Se eu cortar as tetas dela e der de comer para minhas garotas, ela me sustentará então? Ela me sustentará se eu arrancar a pele dela para fazer um par de botas para mim?
– Improvável. E essas botas sairiam caras. Elas nos custariam Vila Acidentada, a Casa Dustin e os Ryswell. – Roose Bolton sentou-se do outro lado da mesa, de frente para o filho. – Barbrey Dustin é a irmã mais nova da minha segunda esposa, filha de Rodrik Ryswell, irmã de Roger, Rickard e do meu homônimo Roose, prima dos outros Ryswell. Ela gostava do meu falecido filho e suspeita que você tenha alguma coisa a ver com a morte dele. A Senhora Barbrey é uma mulher que sabe nutrir uma mágoa. Seja grato por isso. Vila Acidentada é leal aos Bolton em grande parte porque ela ainda culpa Ned Stark pela morte do marido.
Leal? – Ramsay fervilhava. – Tudo o que ela faz é cuspir em mim. Chegará o dia em que colocarei fogo em sua preciosa cidade de madeira. Deixe ela cuspir nisso, para ver se apaga as chamas.
(ADWD, Fedor III)
O fato de Ramsay ter assassinado Domeric Bolton a sangue frio é um dos segredos mais mal guardados do Norte. Acho que a Senhora Dustin prefere que a justiça seja feita contra o assassino de seu amado sobrinho do que, em nome de sua vingança contra os Starks, continuar a apoiar um regime que legitima Ramsay como herdeiro. De todo modo, os Stark nem seriam culpados pela morte de seu marido, já que Lorde Dustin decide ir para o sul por seu próprio orgulho.
Além disso, a Senhora Dustin não estaria sozinha em sofrer se Ramsay herdarsse, legalmente ou não, o controle do norte. Vila Acidentada e seus habitantes poderão ser vítimas da ira indiscriminada de Ramsay, e os senhores menores sob a proteção dela, como Stout, provavelmente não se sairão muito melhor. No caso improvável de que Ramsay de alguma forma se contenha de responder ofensas passadas com fúria assassina, ele ainda não demostrou ter interesse em colocar o bem-estar de suas terras e povo sobre seu próprio bel-prazer egoísta. Tudo o que se pode dizer sobre os Starks, bons ou ruins, é que eles são governantes justos e nos quais pode-se confiar para proverem o Norte durante um inverno rigoroso, como fizeram por milhares de anos.
Por fim, a Senhora Dustin traça paralelos entre Theon e ela mesma. Theon, que percebeu que nunca odiava verdadeiramente os Starks. Ele os amava como a única família que conheceu e estava rancoroso por não poder ser um deles por completo. Faz dezesseis anos desde a Rebelião de Robert. Certamente, a Senhora Dustin fez uma pequena auot-reflexão e possivelmente chegou à mesma conclusão que Theon? Ela amava Brandon e talvez Lyanna também, como uma irmã, sendo ambas selvagens, ferozes e bonitas?
Em minha opinião, quando ela sai das criptas, a Senhora Dustin teria decidido participar da conspiração de Manderly. E ela traz os Ryswells consigo.
Há algum indício sobre a mudança de fidelidade da Senhora Dustin e Ryswell? Sim, de fato existem!
[Dustin:] E Lorde Wyman não é o único homem que perdeu um parente em seu Casamento Vermelho, Frey. Acha que o Terror-das-Rameiras tem algum bom sentimento por você? Se vocês não tivessem prendido Grande-Jon, ele teria arrancado suas entranhas e feito vocês comê-las, como a Senhora Hornwood comeu seus dedos. Flint, Cerwyn, Tallhart, Slate... todos tinham homens com o Jovem Lobo.
– A Casa Ryswell também – disse Roger Ryswell.
– Até os Dustin fora de Vila Acidentada – a Senhora Dustin separou seus lábios em um sorriso fino e selvagem. – O Norte se lembra, Frey.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Não apenas nós, leitores, ficamos sabendo que Ryswells e Dustins morreram no Casamento Vermelho, mas vimos a Senhora Dustin citar o slogan da vingança de Manderly para um Frey com um sorriso decididamente lupino.
– Para lutar com Lorde Stannis, temos que encontrá-lo primeiro – Roose Ryswell observou. – Nossos batedores saíram pelo Portão do Caçador, mas até agora nenhum deles retornou.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Batedores Ryswell? Agora, lembre-se de que uma teoria coloca Robett Glover como líder do segundo exército do Norte, fora dos muros de Winterfell, o qual teria subido a Faca Branca no rastro de Manderly e se aproximado sob a cobertura da tempestade de neve. Talvez esses batedores desaparecidos tenham ordens para entrar em contato com Glover e informá-lo sobre a evolução da coisa em Winterfell? Ao menos eles não foram encontrados, vivos ou mortos, pelos homens de Stannis.
– Qualquer homem lá fora, neste tempo, estará com o pau congelado. [riu Rickard Ryswell]
– Lorde Stannis está perdido na tempestade – disse a Senhora Dustin. – Está a quilômetros de distância, morto ou moribundo. Deixe o inverno fazer o pior. Alguns poucos dias e as neves enterrarão ele e seu exército.
E nós também, pensou Theon, impressionado com a tolice da mulher. A Senhora Barbrey era do Norte e deveria saber mais. Os velhos deuses estariam ouvindo.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Talvez ela saiba mais, mas está tentando ganhar tempo. Tanto para os conspiradores finalizarem seus preparativos quanto para Stannis chegue com um exército de reserva.
– O que está sugerindo, Frey? – O Senhor de Porto Branco secou a boca com a manga. – Não gosto do seu tom, sor. Não, nem um maldito bocado.
– Vá para o pátio, seu saco de sebo, e eu servirei todos os malditos bocados que seu estômago aguentar – disse Sor Hosteen.
Wyman Manderly riu, mas meia dúzia de seus cavaleiros ficou em pé ao mesmo tempo. Coube a Roger Ryswell e Barbrey Dustin acalmá-los com palavras apaziguadoras. Roose Bolton não disse nada. Mas Theon Greyjoy viu um olhar em seus olhos claros que nunca vira antes – uma inquietação e, até mesmo, uma pitada de temor.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Roose sabe há muito tempo que Manderly planeja uma traição (ADWD, Fedor III), mas o fato de que Lorde Wyman tenha abandonado a cautela, antagonizando abertamente os Freys durante a ceia, deveria sugerir que os planos de seus amigos estão alcançando o objetivo. E não acredito que Roose tenha certeza de quais são esses planos ou quem está envolvido neles, daí o medo inquieto que Theon observa.
Com Lady Dustin e os Ryswells a bordo, praticamente todas as Casas nortenhas em Winterfell se viraram contra os Boltons, deixando de fora os Freys, que neste momento são homens mortos andando. Manderly provacando os Frey no último POV de Theon pode ter sido um ato premeditado para estimular que Roose fizesse exatamente o que ele fez. Ou seja, enviar os homens de Frey e Porto Branco juntos para dar batalha a Stannis. Muito provavelmente, em minha opinião, as forças de Manderly darão um golpe nos Freys na primeira boa oportunidade que tiverem – digamos, depois que a vanguarda dos Frey cair em um lago congelado – depois debater com Stannis e os quatro mil nortenhos que ele tem sobre como tomar Winterfell e remover os Boltons do poder.

O Problema com Stannis Baratheon

Grande Jon Umber já teve uma coisa ou duas a dizer sobre Stannis.
Renly Baratheon não é nada para mim, e Stannis também não. Por que haveriam de governar a mim e aos meus de uma cadeira florida qualquer em Jardim de Cima ou Dorne? Que sabem eles da Muralha ou da Mata de Lobos, ou das sepulturas dos Primeiros Homens? Até os seus deuses estão errados. Que os Outros levem também os Lannister, já tive deles mais do que a minha conta – esticou a mão atrás do ombro e puxou a sua imensa e longa espada de duas mãos. – Por que não havemos de nos governar de novo a nós mesmos? Foi com os dragões que casamos, e os dragões estão todos mortos! – apontou com a lâmina para Robb. – Está ali o único rei perante o qual pretendo vergar o meu joelho, senhores – trovejou. – O Rei do Norte!
(AGOT, Catelyn XI)
Bem, como se vê, Stannis realmente conhece pouco sobre a Muralha e da Mata dos Lobos, mas está disposto a aprender, através de uma experiência dolorosa em primeira mão. Sua determinação corajosa em A Dança dos Dragões de ver o Norte livfre dos Boltons e Freys ganhou muitos admiradores. E, para esses e outros leitores, parecia completamente ingrato que os nortenhos subsequentemente rejeitem Stannis como seu rei em uma traição que certamente manchará para sempre a honra do norte.
Infelizmente para Stannis, no entanto, existem dois fatores principais trabalhando contra ele: 1) Seu deus vermelho, sempre faminto por sacrifícios, ainda é o errado. 2) Os nnortenhos simplesmente amam mais os Starks e não se importam com o Trono de Ferro.
Seis homens da rainha lutavam para colocar dois enormes postes de pinheiro em buracos que outros seis homens da rainha haviam cavado. Asha não teve que perguntar para que serviam. Ela sabia. Estacas. O anoitecer estaria sobre eles em breve, e o deus vermelho precisava ser alimentado. Uma oferenda de sangue e fogo, os homens da rainha chamavam, para que o Senhor da Luz possa voltar seus olhos de fogo sobre nós e derreter estas neves três vezes amaldiçoadas.
– Mesmo neste lugar de medo e escuridão, o Senhor da Luz nos protege – Sor Godry Farring disse para os homens que haviam se reunido para ver as estacas sendo marteladas dentro dos buracos.
– O que esse seu deus sulista tem a ver com a neve? – exigiu saber Artos Flint. Sua barba negra tinha uma crosta de gelo. – Isso é a ira dos antigos deuses sobre nós. É a eles que devemos agradar.
– Sim – disse Grande Balde Wull. – O Rahloo vermelho não significa nada aqui. Vocês apenas deixarão os antigos deuses mais zangados. [...]
Os quatro foram acorrentados de costas uns para os outros, dois em cada estaca. [...]À visão de Stannis, dois dos homens atados às estacas começaram a implorar por misericórdia. O rei ouviu em silêncio, sua mandíbula cerrada. Então disse para Godry Farring:
– Pode começar. [...]
Depois de um tempo, os gritos pararam. [...]
Clayton Suggs esgueirou-se ao lado dela.
– A boceta de ferro gostou do espetáculo? [...] A multidão será ainda maior quando for você se contorcendo na estaca. [...]
[Alysane:] A Senhora Asha não será queimada.
– Ela será – insistiu Suggs. – Já abrigamos essa adoradora do demônio entre nós por muito tempo. [...]
A Mulher-Ursa falou.
– E se você a queimar e a neve continuar a cair, e então? Quem queimará em seguida? Eu?
Asha não pôde segurar a língua.
– Por que não Sor Clayton? Talvez R’hllor goste de um dos seus. [...]
Sor Justin riu. Suggs achou menos graça.
– Aproveite suas risadinhas, Massey. Se a neve continuar a cair, veremos quem vai rir por último. – Olhou para os homens mortos nas estacas, sorriu e foi se juntar a Sor Godry e os outros homens da rainha. [...]
[Massey:] Se juntarão a mim [para cear], minhas senhoras?
Aly Mormont sacudiu a cabeça.
– Não tenho fome.
– Nem eu. Mas faria bem em engolir um pouco de carne de cavalo mesmo assim, ou em breve poderá desejar ter feito isso. [...]
Aly sacudiu a cabeça.
– Eu não.
(ADWD, O Sacrifício)
Eu penso que seja seguro concluir que Alysane Mormont não está impressionado com R'hllor, seus seguidores ou que o rei Stannis aprove práticas tão cruéis. Tampouco estão os homens do clã das montanhas. Curiosamente, no jantar, Artos Flint, Grande Balde Wull e o resto dos líderes dos clãs não são mencionados, possivelmente indicando que estão ausentes. Isso levou a algumas especulações de que a reunião de Alysane com os Liddles, Norreys, Wulls e Flints, cujos julgamentos iniciais de Stannis teria sido favorável enquanto ele comeu e bebu com eles.
Jon avisa Melisandre que os clãs das montanhas não admitirão insultos às suas árvores do coração (ADWD, Jon IV). Melisandre não acompanha Stannis a Winterfell, mas, no entanto, o devido respeito não foi pago aos deuses antigos. Pior ainda, com Flints e Norreys em Castelo Negro, as notícias poderiam muito bem se espalhar sobre como a sacerdotisa vermelha de Stannis e os homens da rainha forçam os selvagens a queimar pedaços dos represeiros sagrados do norte ao atravessar a Muralha (ADWD, Jon III). Os nortenhos estão dispostos a tolerar a adoração dos Sete, pois criar algumas seitas aqui e ali não perturba seus bosques sagrados, mas R'hllor é um deus ciumento e seus arrogantes devotos sulistas fariam conversões à força.
Enquanto Stannis, sua rainha ou seus homens continuarem apoiando o R’hllorismo fanático, ele, em minha opinião, nunca poderá deter o Norte. Até Porto Branco será cauteloso, pois os Sete já foram usados para acender os fogos de R'hllor, assim como os deuses antigos, e muitos do povo de Manderly sem dúvida adotaram a religião dos Primeiros Homens nos mil anos desde que aqueles procuraram refúgio com os Starks.
Sobre o segundo obstáculo de Stannis, um aspecto marcante da história de Westeros após a conquista é o quão isolacionista o Norte permanece até a Rebelião de Robert (e até depois). Embora oficialmente sejam parte do reino e estejam sujeito à autoridade do Trono de Ferro, os Stark ainda são, extraoficialmente, reis em tudo, exceto no nome. O número de Targaryens que se aventuraram ao norte do Gargalo nos últimos trezentos anos pode ser contado em uma mão: 1-2) Rei Jaehaerys, o primeiro de seu nome, com sua esposa, a boa rainha Alysanne, seus dragões e metade da corte; 3) Egg enquanto se disfarçava com Dunk no próximo conto “The She-Wolves of Winterfell”; 4-5) Meistre Aemon, acompanhado por Corvo de Sangue, ambos para tomar o preto. Mesmo Robert nunca o visita, exceto em A Guerra dos Tronos (e nove anos antes para acabar com a revolta de Balon Greyjoy).
Enquanto quem quer que esteja sentado Trono de Ferro permaneça em Porto Real, todo o resto do reino sente-se bem fingindo que o Norte não é efetivamente auto-governado por Winterfell. Suspeito, porém, que Stannis, inflexível em exigir sua merecida lealdade como o legítimo rei de Westeros, não ficará satisfeito com um acordo por meio do qual seus comandos reais devem primeiro ser aprovados por um Stark antes de serem postos em prática.
No entanto, ao se opor a isso, ele estaria desafiando o legado Stark. Que alcançou status quase mítico após milhares de anos de domínio mais ou menos contínuo. Quando o Norte é ameaçado por selvagens ou homens de ferro, são os Starks que chamam os homens às armas. Um Stark construiu a Muralja e liderou a luta contra os Outros. Os Stark expulsou os ândalos invasores, fizeram do Norte o único reino dos Primeiros Homens que ainda resta, mas entregaram voluntariamente sua coroa aos Targaryen para poupar seu povo do fogo do dragão. Eles servem a seu tipo distinto de justiça para desertores e outros criminosos. Eles punem bandidos rebeldes, tomam reféns quando necessário e casam-se com as famílias do Norte em busca de alianças. Com as paredes aquecidas e os jardins de vidro de Winterfell, os Stark provavelmente fornecem necessidades básicas (comida, abrigo) para os plebeus durante os longos invernos. De inúmeras maneiras, grandes e pequenas, os Starks provaram seu valor. Tanto é assim que mesmo seus inimigos seculares, os selvagens, não suportam ouvir Theon Vira-casaca pronunciar o lema dos Stark (ADWD, Theon I).
Em minha opinião, nenhum senhor sulistas pode esperar competir com a idéia dos Starks. Com o que eles passaram a representar para os nortennhos através da longa associação de muitas gerações: proteção e estabilidade em tempos difíceis de inverno. Alys Karstark, por exemplo, procura a ajuda de Jon – não a de Stannis – na condição de "o último filho de Eddard Stark", apesar de que Robb tenha decapitado seu pai e da ostensiva neutralidade da Patrulha da Noite (ADWD, Jon IX).
Além do mais, os nortenhos não juraram a Stannis nenhum voto aos quais eles se considerariam obrigados a seguir. A Grande Conspiração Nortenha, se verdadeira, antecede a chegada de Stannis à Muralha. Os Mormonts, os Glovers, Manderly e os outros partidários dos Stark teriam agido contra os Boltons com ou sem Stannis. E agora, em Winterfell, Stannis depende dos homens nortenhos que compõem a maior parte de seu exército, especialmente devido ao desgaste de seus cavaleiros sulistas.
Então, onde isso deixa Stannis? Quando um Stark estiver em Winterfell novamente, os nortenhos poderiam lhe dizer: “Agradecemos a ajuda, Sua Graça. Saiba que o norte estará sempre aberto para você e os seus. O trono de ferro? É por ali, e você é bem-vindo a sentar nele. Mate alguns Lannisters por nós!”. O que Stannis poderia fazer a respeito se os senhores do Norte se recusassem a se juntar à guerra dele? Nada, na verdade.
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2019.11.04 23:13 nat23rod COE PMESP

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Comandos e Operações Especiais - COE, unidade altamente especializada que é a 1a Cia deste Batalhão. Nas matérias passadas vimos que as origens do 4o BPChq remontam ao início dos anos 1950 e que na década de 1970 devido a onda de terrorismo praticada em São Paulo, foi criado o "POE - Pelotão de Operações Especiais" da Polícia Militar. Deste mesmo embrião, originou-se a então denominada "Companhia de Operações Especiais - COE" em março de 1971, operando como uma subunidade do 1oBPChq. A tropa de "boinas-verdes" ou "tigres" como são conhecidos os militares do COE, foi formada inicialmente por policiais ex-integrantes da então Brigada Aero-Terrestre do Exército Brasileiro ou que possuíssem o curso de paraquedismo. Estes homens participaram de alguns incidentes que ficaram marcados na história da cidade, como os incêndios dos edifícios Andraus e Joelma. O então Sargento do COE, Cassaniga foi o primeiro a pisar no topo do Joelma em chamas saltando de um helicóptero a uma altura absolutamente temerária, pois o helicóptero não podia se aproximar devido as labaredas. “Corre no terraço da Câmara Municipal que o Capitão Caldas tá coordenando essa parte de salvamento”. Aí eu subi lá para o terraço, nós subimos, e esse capitão já me viu, eu já tinha trabalhado com ele no outro incêndio, ele disse: “Olha, Cassaniga, eu tô precisando de um voluntário pra ir num helicóptero e saltar em cima do prédio. Não é obrigado ir, porque é grande risco de vida, eu não estou obrigando ninguém a ir, eu estou pedindo um voluntário”. Eu falei: “Eu vou”. Aí embarquei no helicóptero, o helicóptero sobrevoou o prédio em chamas, fez a primeira passada, não em cima do prédio, longe, porque helicóptero pequeno não tinha autonomia de parar em cima do fogo, aí cai o helicóptero lá em cima, pronto, é uma tragédia maior... ... Aí eu saltei no telhado. Porque lá é diferente do Andraus, que tinha heliponto. Lá não tinha heliponto, lá era telha mesmo e o pessoal lá em cima da telha. E eu saltei pensando que ia amortecer a queda no telhado, mas não amorteceu, estourou a telha, eu bati com o pé na laje embaixo, que era telhado, mais ou menos um metro, eu bati e já senti formigamento no pé, eu falei: “Estourou meu pé” Mesmo com o pé muito ferido o Sargento Cassaniga começa a coordenar a situação caótica no topo do edifício e seus colegas do COE conseguem lançar uma corda por helicóptero - pela qual o Capitão Caldas e outros homens do COE chegam e atuam prestando os primeiros socorros e organizando a difícil operação de resgate. Entre os homens do COE que penetraram no edifício envolto em fumaça e fogo, ultilizando-se de lenços, toalhas molhadas e gelo destacam-se o Tenente Chiari, Sargento Newton, Sargento Messiais, Cabo Mattos, Cabo Guedes entre inúmeros outros. O Sargento PM Cassaniga também participou da operação anti-sequestro do Avião Electra II, da Varig, em 1972, no aeroporto de Congonhas quando um terrorista tentou sequestrar o avião prefixo PP-VJN. Em uma sucessão de lances rápidos os militares do COE cercaram a aeronave, adentraram a cabine liberando os reféns e encontrando o sequestrador morto. Esta ação foi considerada uma ação de comandos pela 2ª Região Militar do Exército Brasileiro, que concedeu a esta Companhia o título de "Comandos" e COE passou a significar Comandos e Operações Especiais.
Abaixo vemos uma antiga insígnia de Paraquedismo da Força Pública do Estado de São Paulo - curso criado em 1953, um dos antepassados do COE. Hoje o COE é a 1ª Cia do 4º BPChq e conta com cinco pelotões, sendo quatro pelotões operacionais com regime de trabalho de prontidão e um pelotão de apoio. A tropa é composta por policiais militares voluntários, selecionados dentro da corporação e que passam por um difícil curso para poder integrar a companhia. O curso abrange as disciplinas de Histórico do Comandos e Operações Especiais, Doutrina de Operações Especiais, Procedimentos Operacionais em Viatura, Aeronave e Embarcação, Armamento, Tiro de Combate, Balística, Explosivos, Radiocomunicação, Montanhismo, Intervenções em Disturbios Civis e Rebeliões em Presídios, Artes Marciais, Caçador (atirador militar) Conduta de Patrulha em Local de Alto Risco, Combate em Ambiente Fechado (CQB), Combate com Faca, Pronto Socorrismo, Navegação e Orientação, Sobrevivência na Selva, Ofidismo, Trabalhos em Altura, Mergulho Livre e Autonômo, Operações Ribeirinhas e Operações Aerotransportadas. Durante o curso os alunos são submetidos a situações de superação, próximas da realidade onde a tropa deverá operar, testando a sua rusticidade diante de obstáculos como o tempo, sono, fome, desgaste físico e mental, ferimentos e outras adversidades. Abaixo vemos algumas imagens do quartel do COE no bairro do Tucuruvi, Zona Norte da capital, que encontra-se atualmente em obras de melhoria, manutenção e expansão.
Durante o curso os voluntários são responsáveis por carregar um sino em bronze maciço e que é diariamente posicionado em um local cerimonial. Em caso de desistência durante o curso o voluntário toca o sino indicando a sua "morte" para o COE. De todos os voluntários apenas uma pequena minoria chega ao fim do curso.
Inúmeros obstáculos estrategicamente posicionados na mata exigem do voluntário um grau avançado de aptidão física e mental para serem superados.
Aos que conseguem chegar ao final do curso, o orgulho de ostentar a insígnia de Operações Especiais ou pertencer a uma unidade de elite com missões diferenciadas das demais unidades da Polícia Militar. A Missão do COE é orientar e proteger a vida humana, combater o crime e reestabelecer a ordem pública, proteger a natureza preservando a ecologia nas áreas de selva ou floresta, sempre superando as deficiências com denodo, criatividade, desprendimento, humildade e esforço no bem cumprir da sua missão, seguindo a premissa "Com o Sacrifício da Própria Vida", se necessário for. Abaixo vemos uma sequência de imagens dos inúmeros equipamentos, uniformes e viaturas usados pelo COE nas missões desempanhadas diariamente por todo o Estado de São Paulo. Para a obtenção das imagens a seguir agradeço ao 2º Sgt PM Edvaldo dos Santos que além de nos dar uma verdadeira aula sobre a história do COE, disponibilizou todos os recursos para que pudéssemos fazer as fotos. O capacete balístico e a balaclava fazem parte de uma gama de coberturas usadas nas diferentes missões desempenhadas pelo COE. O equipamento de trabalho básico dos pelotões do COE. Fuzil .308 AGLC 7.62 Fabricado pela IMBEL, foi desenvolvido pelo Coronel Athos Gabriel Lacerda de Carvalho. Submetralhadora SMT Taurus calibre .40 Capacete balístico com óculos de visão noturna. FLIR - Dispositivo para visão térmica. Granadas táticas de efeito moral, luz e som e gás lacrimogêneo. Espingarda CBC 12 Gauge, Fuzil M16A1 calibre 5.56mm. Fuzil ParaFAL Imbel calibre 7.62mm. As viaturas especialmente adaptadas para as características de ação do COE com o padrão de camuflagem da Cia.
Os botes de assalto "SELVA" usados em operações anfíbias.
As principais atrubuições do COE na atualidade são: • Patrulhamento e repressão a grupos do crime organizado; • Conduta de Patrulha em Local de Risco e de difícil acesso; • Busca e captura de marginais homiziados em locais de difícil acesso; • Busca e resgate de pessoas perdidas em locais inóspitos; • Repressão a rebeliões graves em estabelecimentos prisionais; • Ações onde hajam reféns, seqüestros, raptos em áreas rurais; • Apoio a outras Unidades da Corporação ou Forças Armadas; • Busca e Resgate de pessoas em aeronaves acidentadas em locais de difícil acesso. Devido a rusticidade das missões confiadas o que se exige do homem de “Comandos e Operações Especiais” é que ao invés de ser um "Super Homem", ele seja um "Homem Múltiplo" que embora tenha afinidade e se especialize em determinada área - não seja necessariamente um “expert” em uma coisa ou outra, e sim um homem com domínio de todas as áreas com versatilidade e a possibilidade de ser empregado em qualquer missão, a qualquer hora, em qualquer lugar e sob quaisquer circunstâncias. Nas imagens abaixo gentilmente cedidas pelo COE, podemos notar toda a versatilidade da tropa que opera na água, na selva, na montanha e no ar. A maior parcela das missões atuais do COE é dedicada no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas dentro das fronteiras do estado - sejam em localidades rurais ou em morros do litoral paulista.
Dois soldados do COE descem de rapel de um dos águias do Grupamento Aéreo. Operação de treinamento aerotransportado em conjunto com o GATE, ultilizando-se do Eurocopter AS-532 Cougar da Aviação do Exército. Por acreditar que para vencer a guerra contra o crime se requer mais que armamento, suprimentos e contingente, objetivando sempre em suas missões ganhar o apoio das populações locais (o que se tornou a marca dos "Boinas Verdes" americanos) o COE adotou a boina verde como um símbolo de sua atuação não-convencional, sendo que a cada missão "se prende um ladrão ou se faz um amigo". O "Gorro de Selva", cobertura utilizada para missões em área de mata ou áreas rurais e as insígnias camufladas em tons de verde para uso no uniforme.
O símbolo do COE apresenta um crânio estilizado representando o raciocínio. A faca de combate significando segurança e justiça, símbolo máximo das tropas de Comandos. A representação da faca de combate cravada ao crânio simboliza a vitória da vida sobre a morte, aplicação da inteligência, raciocínio e justiça. Completam o desenho duas pistolas bucaneiras cruzadas, símbolo nacional das polícias militares. Todo o conjunto é suportado por um paraquedas aberto significando a coragem em atividades no ápice das alturas, além de fazer referência a sua própria origem cuja primeira tropa foi formada por policiais militares oriundos da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército Brasileiro. Agradeço ao Cel PM César Augusto Luciano Franco Morelli - Comandante do Policiamento de Choque, ao Ten Cel PM Salvador Modesto Madia- Comandante do 4º Batalhão de Polícia de Choque, ao Cap PM Iron - Comandante da 1ª Cia - COE, ao 2o Sgt PM Edvaldo, ao Cb PM Bolini, ao SD PM Benigno, ao SD PM Marlison, a 1a Ten PM Tania Roldão - Oficial de RP do 4º Batalhão de Polícia de Choque, ao Coronel Paulo Adriano Telhada e ao amigo Milton Basile pela colaboração na elaboração desta matéria. Postado por Ricardo tudoporsaopaulo1932 blogspot -----------------------------------------------------------------
Wiki COE-PMESP
O COE Comandos e Operações Especiais é uma subunidade (Companhia) do 4º Batalhão de Polícia de Choque da Polícia Militar do Estado de São Paulo, sendo considerada a última linha de ataque em operações especiais da milícia paulista. A guerrilha iniciada no Brasil na década de 1960, trazida por guerrilheiros de ideologias de esquerda, deflagrou uma onda de seqüestros de embaixadores e diplomatas, cuja a libertação custava a soltura de seus companheiros aprisionados, constantes assaltos a bancos, ataques a sentinelas visando o roubo de armas e incêndios em viaturas. A partir de 1965 ocorreram no Brasil vários focos de guerrilha, começando pelo Rio Grande do Sul, um foco comandado pelo ex-coronel do Exército Brasileiro, de nome Jefferson Cardim, que na condições de exilado, juntou no exílio outros militares descontentes e com vocação leninista, marxista, dando início a suas ações pelo sul do Brasil, sendo desbaratada pelas forças legais do norte do estado de Santa Catarina. Na sequência, foi desbaratada outro foco de guerrilha pelas forças legais no Estado de Minas Gerais em 1967, que ficou conhecida como Guerrilha do Caparaó, que após inúmeras falhas dos guerrilheiros, foi considerada “Nati-Morta”. Nesta época, dava-se início também, outro foco guerrilheiro pelo norte do Brasil, na selva amazônica, no estado do Pará, sendo considerada a mais longa e melhor organizada, com apoio de ex-militares, estudantes universitários, políticos e pessoas da região, a qual encerrou-se oficialmente em 1976, quando um grupo de líderes e ex-guerrilheiros faziam o balanço da guerrilha no bairro da Lapa em São Paulo. Em 1970, no estado de São Paulo, Vale do Ribeira, vinham sendo registradas atividades típicas de insurgência, ações típicas de guerrilha, tendo como chefe o ex-Cap EB Carlos Lamarca e sendo que para lá, foram deslocados contingentes militares reforçados que incluíam, obviamente, homens pertencentes à milícia estadual. Em um dos combates havidos, O Aspirante a Oficial PM Alberto Mendes Junior foi tomado como prisioneiro pelos rebeldes, sendo, depois friamente assassinado. Podemos considerar este fato - a morte do PM Alberto Mendes Junior - como a célula-máter da criação do COE, em 13 de março de 1970. O fato, dentre outras implicações, evidenciou a necessidade de se constituir uma unidade especializada, no âmbito da Polícia Militar, para desenvolver operações de contra-guerrilha. Foram convocados nesta época, todos os policiais militares que possuíam o Curso Básico de Paraquedista Militar do Exército Brasileiro, ou ex-integrantes das fileiras da até então Brigada Aero-terrestre do Exército Brasileiro, sendo reunidos um número de aproximadamente 300 (trezentos) homens no auditório do QG da Polícia Militar, dos quais após explanação do objetivo, apresentaram-se 103 (cento e três) voluntários, cujo a finalidade foi formar um Pelotão de Operações Especiais (POE). A iniciativa de formar o POE foi do então Cel PM Altino, Chefe do Estado-Maior da Polícia Militar e do então Cap PM Raimundo Mota Libório, auxiliados pelos 2º Ten PM Getúlio Gracelli e Antonio Augusto de Oliveira. Após inúmeros testes psicotécnicos e de aptidão física, foram aprovados 33 (trinta e três) voluntários, surgindo, então, o POE, tendo como primeiro comandante o 2º Ten PM Gracelli, cujo quartel era o DPM, no QG. No dia 1º de junho de 1970, o POE, mudou-se para a Rua Sargento Advíncola, 197. No dia 11 de janeiro de 1971, todo o efetivo foi transferido na condição de adido para o 1º BPChq (Tobias de Aguiar), onde permaneceu, como Pelotão até o dia 19 de março de 1971, pertencendo a 2ª Cia-ROTA, passando a denominar-se COE (Companhia de Operações Especiais, sob o Comando do então Cap PM Albino Carlos Pazzeli). Permanecendo no 1º BPChq até 12 de janeiro de 1976, seu efetivo foi transferido para o 3º BPChq-DPM, passando a integrar a 3ª Cia, denominada CANIL-COE, nas condições de Pelotão, utilizando as instalações do CANIL, retornando em janeiro de 1977, às instalações do antigo prédio onde hoje é a Base COE, por determinação do então Ten Cel PM Cid Benedito Marques, Cmt do 3º BPChq. A "Companhia de Operações Especiais" passou a denominar-se “ Comandos e Operações Especiais”, em virtude da análise do emprego do COE na Operação de Anti-sequestro do Avião Electra II, da Varig, em 1972, no aeroporto de Congonhas/SP. Esta ação foi considerada uma Ação de Comandos pela 2ª Região Militar do Exército Brasileiro, que concedeu a esta Companhia título de "COMANDOS". Ainda hoje, é a ÚNICA Tropa Policial Brasileira reconhecida como COMANDOS. Em meados de 1987, o COE separou-se do CANIL, formando a 2ª Cia-COE, do 3º BPChq, tendo como Cmt o Cap PM Oswaldo Santana. Em 1989, o COE, passou à 1ª Cia, do GPOE (Grupamento de Polícia de Operações Especiais) até meados de 1993, sob o Cmdo do então Cap PM QOPM Gerson Gonçalves Branchini, quando ocorre o fim do GPOE e reincorporação ao 3º BPChq na condição de 4ª companhia sob o comando do capitão PM Arivaldo Sergio Salgado. A partir de 12 de dezembro de 2008, conforme Boletim Geral PMESP nº 236, foi criado o 4°BPCq Operações Especiais, com sede na cidade de São Paulo. Suas subunidades subordinadas são: 1ª Cia - COE, 2ª Cia - GATE e 3ª Cia - Canil Central. A 1ª Cia - COE tem um efetivo de aproximadamente 111 militares e é composta por 4 pelotões operacionais com regime de trabalho de prontidão e 1 pelotão de apoio que se divide em Sargenteação, Manutenção, Almoxarifado e Gabinete de Treinamento. A 1ª Cia COE, funciona como tropa reserva do Cmt Geral PMESP e tem por missões: Operações Especiais Policiais Militares Busca e captura de marginais homiziados em locais de difícil acesso Busca e resgate de pessoas perdidas em locais inóspitos Repressão a rebeliões graves em estabelecimentos prisionais Ações onde haja reféns, seqüestros, raptos em áreas rurais Apoio a outras Unidades da Corporação ou Forças Armadas Busca e Resgate de pessoas em aeronaves acidentadas em locais de difícil acesso (como por exemplo, o acidente que vitimou o conjunto musical Mamonas Assassinas) Escolta e segurança em Operações de Transporte de Valores (OTV) Patrulhamento e repressão a grupos do crime organizado, em locais de alto risco Apoio ao Corpo de Bombeiros no Resgate e Salvamento em catástrofe em grandes acidentes, tais como, como incêndio dos Edifícios Andraus e Joelma, Grande Avenida, CESP, queda de aeronaves nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos entre outros. Atualmente, o COE está dimensionado e preparado para a execução de tarefas especiais de caráter policial, predominantemente em áreas rurais. Entretanto, o nascimento da unidade se deu em circunstâncias bem diferentes.
Formação O COE é composto por Policiais Militares voluntários e selecionados na Corporação que, após concluir o Curso de Comandos e Operações Especiais, ministrado pela própria unidade, passam a integrar os Pelotões de Operações Especiais. O curso abrange as disciplinas de doutrinas de comandos e operações especiais, orientações e navegações, tiro tático, mergulho livre, contra terrorismo, sobrevivência em mata, higiene, profilaxia e pronto socorrismo, técnicas não letais de intervenção policial, técnicas policiais em altura; explosivos; natação utilitária, técnicas de contra guerrilha urbana e rural; equipamentos e materiais de comandos e operações especiais e técnicas e táticas de comandos e operações especiais. Durante o curso os alunos são submetidos a situações de superação, próximas da realidade onde a tropa deverá operar, testando a sua rusticidade diante de obstáculos como o tempo, sono, fome, desgaste físico e mental, ferimentos, etc.
A Missão Também é capaz de orientar e proteger a vida humana, a natureza, preservando a ecologia nas áreas de selva ou floresta, sempre superando as deficiências com denodo, criatividade, desprendimento, humildade e esforço no bem cumprir da sua missão, seguindo a premissa: "Com o Sacrifício da Própria Vida"; se assim, necessário for.
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2019.09.01 17:37 Capivaras (SCI-FI/FANTASIA) Flammarius

Primeira parte de um plot novo que comecei a escrever recentemente. :-)

COSTA SUDOESTE DA ANTÁRTICA, 12 A 15 DE JANEIRO DE 2022 d.C.
As geleiras começavam a se destacar no horizonte como pequenas manchas acinzentadas entre o véu da noite e a escuridão do oceano. A embarcação, apesar de grande e forte, balançava com os ventos frios que cortariam a pele de qualquer um exposto à superfície sem o corpo completamente coberto e protegido. Lúcia estava em sua cabine sem conseguir pregar os olhos - estariam pisando no Polo Sul na manhã seguinte. As mãos, trêmulas, seguravam um pedaço de papel amassado e manchado.
A carta chegara cinco meses antes, no seu vigésimo quarto aniversário, e o pavor que a afligira à época era o mesmo que a fazia tremer na cabine. A remetente da carta era sua avó e mãe de criação, Elvira, e datava do dia de sua morte há 6 anos.
“Minha amada Lúcia,
Escrevo do seu passado para o seu futuro e espero que acredite nas palavras que se seguem. Busquei por anos o melhor jeito de explicar, mas elas estavam certas, não cabe a mim antecipar o seu destino.
Se nenhuma intercorrência se passou, hoje você faz vinte e quatro anos e está no ápice de sua juventude - lembro-me bem da minha era sem rugas e sem artrite, aproveite enquanto pode! Justamente por isso, é o momento de descobrir o mundo e, com ele, descobrir a si mesma.
O dinheiro que envio junto à carta é apenas para o começo de sua jornada, e ela se inicia no fim do mundo. Conheça Buenos Aires e, se possível, compre as roupas mais quentes que achar por lá - então, siga para o Ushuaia e entre na barca, eles estarão esperando por você.
No centro do Polo Sul, Estação Amundsen-Scott, ao anoitecer do dia 15 de janeiro de 2022, você encontrará as respostas às perguntas que nunca pude te responder. Mande um abraço a seus pais.
Amo você para sempre, meu docinho de coco,
Vovó Elvira.”
Vovó Elvira sempre fora cheia de segredos. Dizia que os pais de Lúcia estavam mortos, mas não dizia jamais como morreram. Após oito anos de tentativas, a menina decidiu entrar em paz com a dúvida eterna. Outro mistério, que sempre provocava risadas na velha, era sua relação com os pais de Lúcia - de quem ela era mãe?
Essas e outras perguntas mais, sempre sem solução, fizeram de Lúcia uma mulher desapegada às suas raízes - sua única família era Elvira e ela não tecia comentários sobre o passado. Dizia sempre que “o que ainda não se aprendeu, se deve de fato ser aprendido, assim será”, o que não fez sentido na cabeça de Lúcia por muitos anos e, sinceramente, ainda não tinha plena noção do que a avó queria dizer. Ainda assim, ali estava ela, motivada pela curiosidade, movida pelo medo - ou seria por puro instinto?
Não percebeu quando adormeceu, mas acordou com os gritos da Capitã Sanders - estavam descendo os botes para chegar à costa. De estrutura metálica, mesmo sob as várias camadas de roupa, o bote congelava as nádegas dos tripulantes. O vento frio batia sobre o óculos de proteção de Lúcia como uma serpente em ataques enfurecidos. O oceano, congelado sob o barco, ia se quebrando conforme este avançava.
Com muito esforço, pegou a câmera de dentro de sua mochila, limpou o gelo das lentes e fotografou a chegada a Marie Byrd Land, a porção de terra da Antártica não reclamada por nenhuma nação - um território quase abandonado. Guardou a câmera na mochila, colocando-a às costas antes de sair e, enfim, pisar em solo mais ou menos firme. Aproximou o punho da boca, após ativar o gravador em seu Apple Watch.
Quinta-feira, treze de janeiro de dois mil e vinte e dois. Devem ser onze horas da
manhã, mas, na realidade, tentar medir as horas aqui é um tanto complicado. A cada passo, um novo meridiano, uma nova hora, e nem pensar em se guiar pelo Sol - tentou olhar para o céu, mas os olhos arderam devido à claridade das nuvens. - Caminharemos mais algumas horas até chegar no helicóptero que nos levará à Estação Amundsen-Scott. O trajeto pela região de Marie Byrd Land é uma operação exploratória das Nações Unidas para reconhecimento e mapeamento da área, considerada um ponto frágil para eventos terroristas. O barulho cortante do vento ensurdece até mesmo as palavras que saem da minha boca, é um silêncio estrondoso. Consigo sentir a tensão ao meu redor, quase como se estivéssemos indo para a guerra. Espero que seja apenas o frio.
A caminhada foi mais extensa do que o planejado, em decorrência de uma nevasca anunciada, o que obrigou a equipe de expedição a tomar um caminho mais longo, por um desfiladeiro - o que deixou Lúcia preocupada com sua claustrofobia. Pararam para comer uma única vez, dando um milagroso porém insuficiente descanso para os músculos dos viajantes. Apenas os geólogos ainda mantinham-se em movimento durante a pausa, fazendo seus diversos testes e traçando seus estranhos mapas.
Estava anoitecendo quando Lúcia sentiu uma corrente gelada diferente percorrer sua espinha, eriçando ainda mais seus pêlos. O ar ficava ainda mais frio e a neblina mais forte, impedindo a visão de qualquer coisa a um palmo de distância dos olhos em questão de minutos.
A voz da Capitã Sanders ecoou distante:
Tateando às cegas, seguindo o som de sua voz, Lúcia chegou à fonte da voz.
Um estrondo ecoou no céu quando as correntes de vento aceleraram ao seu máximo. A nevasca estava ali. O desespero dessa vez não foi só de Lúcia - era geral. A ventania jogava as pessoas contra as paredes de gelo do desfiladeiro, cujas pontas no topo começavam a rachar ao se chocar com o ar corrente. Não tardou, passaram a despencar pedras imensas de gelo sobre a trupe.
Lúcia nunca vira tanto sangue. Nem quando trabalhava na cobertura de homicídios para o Correio Braziliense - e ela fora estagiária na época do Massacre de Planaltina. Faziam dois anos que conseguira o emprego como jornalista da Mundus, revista periódica de Direitos Humanos e Política Internacional, e ficara surpresa com sua indicação para a operação na Antártida - escrever sobre a experiência pré-guerra em um possível palco estratégico de batalha ainda não explorado. Em tese, sua área era apenas a escrita e não a fotografia, mas como só cederam um espaço à imprensa, Lúcia estava incumbida também de registrar as imagens da operação.
Jamais poderia fotografar o horror diante de seus olhos. A natureza rebatia feroz, selvagem, vermelha e branca. Sangue sobre gelo era tudo o que via. A vista não era sequer próxima de nítida, devido à névoa - mas isso era suficiente. Sem perceber, Lúcia desmaiou. Recobrou a consciência já dentro do helicóptero. Além dela, só mais outras duas pessoas da equipe pareciam ter sido resgatadas com vida.
Sem dizer palavra nenhuma, os homens armados que pilotavam o helicóptero pousaram num heliporto ao lado de um pequeno complexo de prédios baixos. A Estação Amundsen-Scott. Eu cheguei, pensou Lúcia. Um homem de cabelos ruivos compridos e de terno as esperava do lado de fora. Cumprimentou-as e engoliu em seco ao apertar as mãos (ou luvas) de Lúcia.
Lúcia estranhou nenhum suporte de saúde na saída do helicóptero. Ainda estava tonta e nauseada e não entendia a frieza ou o destaque dado a ela pelo homem ruivo. Se sentia dopada, ainda em choque. As outras duas pessoas - uma geóloga e um geofísico, casados - pareciam tão atônitas quanto Lúcia.
Não conseguia entender as palavras ditas pelo homem ruivo e só o seguiu, com seus dois companheiros, por dentro das instalações. Adentraram um elevador em algum momento e sua claustrofobia deu indícios de que daria um olá em breve. Desceram durante muito tempo, até chegarem em uma plataforma metálica escura com um grande círculo central em torno do qual diversos cientistas faziam análises dos processos que ocorriam em seu centro - parecia uma espécie de gás no ar, tremendo, mas brilhava como um neon suave sobre uma superfície aquosa. Lúcia pensou em tirar uma fotografia, mas estava muito grogue para conseguir segurar a câmera e tirar uma foto boa. Ouviu o homem ruivo balbuciar algumas palavras, das quais só compreendeu as últimas:
Sentiu-se com vontade de rir. Sua presença ali já não tinha mais sentido algum, não entendia absolutamente nada e, muito menos, podia contribuir em algo. Talvez a Capitã Sanders estivesse certa o tempo todo. Estavam na passarela aproximando-se do meio quando sons de explosão foram ouvidos na superfície. Vai tudo desabar de novo? Por favor, não, pensou Lúcia.
Um silêncio geral se fez na plataforma, ecoando apenas os sons de bombardeios. Em segundos, tudo começou a tremer e os barulhos se intensificaram. Estavam sob ataque. As sirenes vermelhas soaram ensurdecedoras e todos se puseram a sair pelo caminho de emergência - justo na direção da passarela na qual se encontravam Lúcia, os amigos e o homem ruivo.
Ao ver o montante de pessoas correndo em sua direção, sentiu a respiração travar e a pressão cair, quando foi empurrada por algum dos correntes, debruçando-se sobre o apoio da passarela. Encarando o fundo, percebeu que parecia um buraco sem fim, completamente eterno e vazio, exceto pelas luminosidades estranhas também vistas no centro da plataforma. Bastou mais um empurrão para desequilibrar Lúcia e jogá-la em queda livre no buraco eterno.
Seu primeiro ímpeto foi gritar, mas a voz parecia não sair. Caindo de costas, conseguia ver as chamas explodindo nos andares acima. Não sabia dizer se era alucinação ou não, mas as luzes coloridas pareciam se condensar em torno de seu corpo, num brilho rosado. Ainda olhando para cima, a última coisa que viu foi um crescente clarão verde - inicialmente um ponto mínimo no horizonte, como os icebergs quando estavam chegando ao continente, mas que de súbito preencheu absolutamente todo o espaço ao seu redor num impacto tremendo. Tudo ficou preto e Lúcia dormiu o melhor sono de sua vida.
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2019.05.29 22:07 Whiteclusterl Fui iludido com uma proposta de emprego.

Tenho 19 e tô desesperado por um emprego já faz um tempo. Entrego meu currículo a SAC de shoppings, lojas, sites, tudo que vocês possam imaginar.
Ontem, um cara tinha me ligado com uma proposta de emprego e que tinha pego meu currículo num dos SACs de um shopping que entreguei, dizendo que era de uma multinacional e tudo mais. E claro, fiquei tão feliz e animado que nem pensei em perguntar qual era o cargo, ou o nome da empresa (Depois cheguei a perguntar qual era o nome pelo whatsapp dele, ele me disse, procurei, e na hora eu havia achado legítimo). Enfim, marcamos a entrevista pra hoje às 14:00 na frente de um shopping mall (ele não tinha me dito qual era a loja nem nada).
Me arrumo todo, nervoso pra caralho pra "entrevista". Chego lá, encontro o cara e o cara me diz pra seguir ele. Ele me leva até uma loja na cobertura chamada "Hinode". Já aí era pra eu ter sacado de vez e ter metido o pé na hora mesmo, mas não, eu sou um eterno ingênuo.
Na verdade não era entrevista porra nenhuma. Ele me colocou numa sala cheia de assentos e uma TV onde tinha mais um cara, e começou a dar uma palestra, dizendo que "trabalho de carteira assinada é coisa do século XX", "ganhar dinheiro consumindo produtos", "ter uma mente milionária".
Foi aí que a ficha caiu, eu tava numa reunião de esquema de pirâmide.
Ele ficou falando as ladainhas motivacionais por 1 hora. Chegou um momento que eu já estava de saco cheio, levantei falando que ia pro banheiro e fui embora.
Porra, fui ludibriado. Emprego tá foda.
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2019.01.23 17:37 Pablogelo Um destrinchamento do Ease of Doing Business Index 2019 do Brasil (Parte 1 / 2)

O que é o Ease of Doing Business Index?
O Índice é feito pelo Banco Mundial, feito baseado nesse paper científico de 2002, suas conclusões foram: "Countries with heavier regulation of entry have higher corruption and larger unofficial economies, but no better quality of public or private goods. Countries with more democratic and limited governments have lighter regulation of entry."
"Por que eu devo confiar num banco?"
O Banco Mundial, diferente de outros bancos privados que tem como objetivo o lucro apenas, é um instituição internacional financeira, com missão principal ser a redução de pobreza, tendo status de observador no Grupo de Desenvolvimento das Nações Unidas, por mais que haja críticas por coisas passadas, houve grande reformas em 89 que leva ao que temos dele hoje. Enfim, não é um banco privado qualquer.
Se é tão a favor do liberalismo assim por que não usar o índice de liberdade econômica?
O Índice de Liberdade Econômica é feito por um think-tank conservador norte-americano, seus critérios são péssimos para entendermos o quão boa a economia de um país pode ser, por comparação vejam aqui o mapa mundial de acordo com o Índice de Liberdade Econômica Onde se fosse por ele pensaríamos que países como a China e a França tem uma economia péssima e vejam o mapa mundial de acordo com o Ease of Doing Business Index (Mapa de 2016) onde dá pra entender muito melhor as nuâncias do quão bom/ruim está de cada país e um mapa que reflete melhor com a economia dos países. Além disso, os estudos são extremamente mais detalhados, como vocês verão a seguir.
Um último ponto, por que essa thread agora?
Eu já havia lido e conversado em sala de aula com os professores (estudo economia) sobre o Índice pois eu o acho interessante por si só, já que as vezes eu mesmo me perguntava: Eu sei que temos de melhorar, mas no quê em específico? Há de se haver cuidado em não procurar respostas fáceis também. Mas o que me moveu mesmo, foi esse comentário "A burocracia e os custos envolvidos para se ter um negócio legal são absurdamente altos criando uma barreira legal que impede pessoas em situações extremas de sair delas." É com as melhores das intenções que quero elucidar não só o que há de ser melhorado, porém destacar o que pode ser melhorado sem muita dificuldade se os políticos se empenharem. Também veremos que nem tudo cai só nas costas do governo federal, algumas cairão também no nível municipal. Peço perdão também pela demora de criar essa thread, que faz meses que estava no freezer.
Bem, vamos para os dados, para quem quiser acompanhar pelo PDF:
A partir de agora apenas usarei imagens.
Índice Geral
Vale salientar que devemos nos concentrar mais no ranking/posição do que na pontuação. De nada adianta pontuarmos 60 de 100, se há outros países com maior facilidade de fazer negócios e que com isso atrairão maior investimento estrangeiro. Posição 109 é péssima.
Por tópico
Analisarei 5 nessa primeira parte e 5 na próxima. Farei as duas partes nessa thread logo, já que já acordei e post ainda tá ativo. Não é apenas apontando os lados negativos que se faz a coisa, há de dar créditos quando fazemos algo certo também. Por mais que tenhamos péssimos pontos, fomos bons em 3 tópicos, conseguir eletricidade, proteger investidor minoritário e execução de contratos. Inclusive, de todos esses 10 tópicos que você estão vendo, apenas em 1 estamos na frente da China que é na proteção de investidor minoritário, por uma diferença de 16 posições. Em todos os outros, dá pra entender um dos motivos da China conseguir ter empresas bem sucedidas pipocando por aí, aliado a alta população.
Ah, uma coisa que esqueci de comentar, as cidades analisadas pelo ranking é o Rio de Janeiro e São Paulo, como é uma análise muito longa, é bem custosa e toma bastante tempo, então eles tem de se limitar a poucas cidades. De qualquer forma, veremos que muita coisa não varia entre as duas cidades pelo menos.
Prós: O custo é baixo comparado a média da América Latina e está na média dos países ricos, não há necessidade de alteração nisso.
Contras: Número de procedimentos e tempo levado é mais que o dobro de países ricos e na parte de número de procedimentos estamos pior que a média da América Latina. Um dos problemas nos procedimentos é fazer coisas que se fosse partilhado uma base de dados, aceleraria o processo, por exemplo, a pessoa leva 3 dias registrando na receita federal mas logo depois vai ter de pegar registro na secretaria municipal de finanças.
Uma de nossas piores posições das 10, só perdendo pra pagamento de impostos. (Spoiler: o problema não é a quantidade)
Prós: Baixo custo orçamentário, saindo mais barato até que nos países desenvolvidos, controle de qualidade daqui é bom, um pouquinho mais alto que a média da américa latina e um pouco pior que países desenvolvidos, mas não atrapalha na nota.
Contras: Pense o tempo médio da américa latina, que já não é um local tão bom assim para se começafazer negócios, agora dobre esse tempo, aumente 4 dias e você chega ao tempo que demora pra conseguir essa licença em média, 404 dias. A média em países desenvolvidos é de 153, isso anula completamente o nosso pró de ter baixo custo, pois o tempo que você está perdendo pra pegar a licença é tempo que você está deixando de ganhar dinheiro. Isso joga nossa posição lá pra baixo, qual de nossos procedimentos consome tanto tempo assim? Há alguns de 60 e 30 dias (mas lembre-se isso até seria normal numa certa quantidade, países desenvolvidos levam 150 dias). Mas UM único procedimento, conseguir aprovação de construção da prefeitura, consome 274 dias, mais do que a média da américa latina, apenas esse procedimento sozinho. Reduza-o para 2 meses e teríamos a média américa latina pelo menos. Porém boa sorte para resolver essa questão de municípios, já que deve ser uma boa forma de certas prefeituras conseguirem propinas com construtoras pagando pra acelerar o processo, etc. (Aí já estou especulando mesmo). Eu até falaria do número de procedimentos ser alto, mas sinceramente nossa nota vai tão pra baixo por conta do tempo que acho que nesse quesito nem vale a pena de reclamar da quantidade de burocracia de procedimentos. PS: No RJ é a mesma coisa que consome mais tempo, no caso, lá esse procedimento leva 365 dias.
Fico até feliz quando o Brasil faz algo certo. Essa é a nossa melhor posição, poderíamos olhar pro que fizemos de certo nessa.
Prós: Número de procedimentos em média com os países desenvolvidos, tempo melhor do que nos países desenvolvidos, custo EXTREMAMENTE mais baixo que em países da américa latina e mais baixo que em países desenvolvidos
Contras: Confiabilidade da oferta e transparência da tarifa poderia ser um pouco melhor, mas não está tão ruim assim, sinceramente há coisas pra se preocupar e essa não é uma delas no momento, o que fez perdemos nota nesse foi apenas a duração e quantidade de quedas de energia.
Dos 10 tópicos, esse é o nosso 3ª pior.
Prós: Novamente, nós temos um baixo custo, superando até os países desenvolvidos. Nosso problema de tempo não foi tão ruim assim igual no outro.
Contras: Novamente, o alto número de procedimentos, coisas que seriam muito mais fáceis se o estado como um todo tivesse uma base de dados compartilhadas (como um todo, pois algumas coisas são da justiça, outras do ministério da fazenda, outros da prefeitura, outros do estado, etc). O tempo poderia ser um pouco melhor e entrar na média dos países desenvolvidos se diminuíssem o número de procedimentos.
Um grande problema é o índice de qualidade da administração da terra, no qual dentro disso, as piores coisas que fomos são: 'Índice de cobertura da geografia'. (Página 43 quem quiser ver em detalhes) e Resolução de disputa de terras. Direito não é minha área então terei de abster de comentar isso pois tenho conhecimento 0.
Prós: Profundidade de informações em relação a crédito aqui é melhor que a média de países desenvolvidos, cobertura de registro de créditos é muito boa, bem melhor que a média de países desenvolvidos
Contras: Perdemos muita pontuação mesmo por conta do Índice de Força de Direitos Legais, mas no que em específico falhamos nesse índice? Por texto seria muito longo mencionar, vejam essa print, cada "Não" se perde um ponto, cada "Sim" se ganha um ponto, a pontuação vai de 0-12. Não precisa pontuar 12, vocês podem discordar de algumas, a média de países desenvolvidos mesmo tem uma pontuação 6. A questão é que conseguir mais uns 4 "Sim", seria de ajuda.
Analisados 5, por hoje é só, me cansei um pouco com isso e novamente eu peço perdão por não ter postado isso meses atrás, quando aquele comentário no brasil me deixou empenhado em publicar isso aqui... ACORDEI EDITAREI LOGO A PARTE 2 AQUI POIS TÁ MUITO PEQUENO ESSE POST:
Como disse, o único tópico que somos melhor do que a China
Prós: Temos uma pontuação muito boa nos Índices de 'extensão da responsabilidade do diretor', 'extensão da transparência de corporações', 'Extensão de direitos dos acionistas' e 'extensão de controle e propriedade' ao ponto que superam a média dos países desenvolvidos
Contras: Índices de 'Facilidade de ações de acionistas' e 'Extensão de divulgação' estão fracos, com o primeiro tendo uma nota pior que a média da américa latina. O motivo do segundo ter uma nota ruim é que apenas o CEO precisa aprovar uma compra e venda de empresas, deixando acionistas de fora da decisão. Na Ease of Shareholder, eu não sei explicar, coisa a ver com direito, se algum advogado ou estudante de direito quiser explicar, ficarei agradecido: A imagem dessa parte aqui A média de países desenvolvidos nisso é 7.3, então não precisam fazer uma nota 10 aí.
Chegamos neste, o pior tópico que o Brasil é.
Prós: Estou impressionado que tenhamos algum, mas olha só o número de pagamentos anuais até que é baixo.
Contras: Sim, o Brasil poderia ser menos custoso e facilitar? Poderia, mas sinceramente nossa nota não é péssima por causa disso e sim por causa desse tempo colossal, boa sorte para você pequeno empreendedor conseguir isso sem um contador. Pega o número de tempo médio na América Latina e MULTIPLICA POR 5, você ainda não chega ao tempo necessário para pagar impostos aqui no Brasil. Mas o que consome tanto tempo? Aqui Vocês tem dois procedimentos que mesmo onlines, acabam que eles por SI SÓ tem mais tempo que a média da américa latina, mas o grande vilão? Nosso ICMS, consumindo um montante de tempo 1161 horas. Isso quer dizer que uma reforma tributária que reduza esse tempo para vamos dizer 50 horas resolve nosso problema? Nope, o problema é tão grande que mesmo isso ajudando muito muito, ainda teríamos 847 horas pagando, mais que o dobro da américa latina. E sinceramente, eu não sou contador pra dizer o que poderia em si ser melhorado no IRPJ e INSS pra reduzir o tempo colossal que é consumido. O maior problema na nossa perda de nota no Postfiling Index é que não existe um processo de reembolso dos impostos (para caso ocorra algum problema na contadoria etc), yep, isso num índice de 0 a 100, não existir fez nossa nota cair muito, temos nota 7. Mas sinceramente seria um inferno pra mexer nos arquivos e ver o que é reembolsável nessa loucura de impostos que temos, talvez com uma reforma tributária se resolva tanto o tempo como o problema de não termos forma de reembolsar o imposto pago se tiver havido erro.
Prós: Eeeeeeeeer, algumas coisas estamos melhor que a média dos países da américa latina né...
Contras: O custo pela primeira vez se sobressai em relação ao tempo e se engana que seja só para importar, exportar também sofre desse problema e o que aumenta tanto ele é questões burocráticas, documentação e "Border Compliance" tanto na exportação quanto importação, que eu não sei como traduzir. O tempo poderia ser melhor? Porra como poderia, muitos países batem os recordes nesse tópico, tendo tempos e custos variando entre 1 e 0 respectivamente. Mas porra se pelo menos fosse algo como 8 e 8 ao invés de sei lá, 49 e 862, já estava ótimo. O que aumentou tanto o custo? Em algumas, o custo de transporte doméstico, acredito que é aí que peca não termos uma malha ferroviária decente. E 'Export: Port or border handling' aumentou bastante o custo e tempo, porém não entendi muito o que quer dizer então vou me abster.
Lá vai um garoto que ainda não teve a disciplina de direito econômico tentar explicar isso, peço desculpas por qualquer canelada e terei de ser mais simplista do que antes justamente pela falta de conhecimento
Prós: Nosso top 3 tópicos, eletricidade, proteger investidores minoritários e surpreendentemente algo relacionado a direito e justiça. Nossa qualidade do processo judicial e custo de execução dos contratos está melhor do que a média dos países desenvolvidos
Contras: Novamente, o tempo, um pouco melhor que a américa latina mas uma centena de dias pior que a média de países desenvolvidos. 'Trial and judgment' é o que mais consome tempo, 480 dias, a demora da justiça de sempre, o que fazer pra melhorar eu não faço ideia, não é minha área.
Prós: 'Strength of insolvency framework index' com nota melhor que a média dos países desenvolvidos e o custo tá entre a média de países da américa larina e países desenvolvidos, nem tão ruim nem tão bom.
Contras: 4 Anos pra resolver (quando resolve, pois pois pra cada 1 dólar investido, recuperamos 14 centavos ou 14% das firmas, enquanto a média em países desenvolvidos é de 70). Os motivos é uma burocracia doida que eu não sei analisar pra ser sincero, mas lembram das maiores dívidas da previdência? Muitos é de empresas grandes que já faliram, por isso as vezes é bom conseguir com que empresas consigam se recuperar. Vou deixar essa parte aqui, para quem quiser ler detalhadamente já que eu não soube analisar isso, AQUI
Bem, é isso, obrigado a todos que leram e os que comentam dando insights sobre esse grave problema nosso, que afeta micro-empreendedores, pois como meu amigo que mora num bairro distante e vem de uma família pobre, mas que a mãe dele tem um negócio de vender pamonha pra a maioria das padarias daqui de João Pessoa já me disse: "Se minha mãe tentasse regularizar tudo a gente faliria". E sinceramente, isso é uma tristeza grande, que eu espero que o Brasil possa um dia deixar apenas no passado
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2018.08.01 02:41 Raijku Desabafo sobre o serviço MEO/Altice. (Longo)

Dia 8 de Julho telefonei para o apoio técnico, o meu serviço de net adsl estava lastimável (após uma enorme trovoada). Disseram que me contactavam em 48 horas para dar apoio técnico.
Não contactaram, como tal voltei a telefonar passadas as 48h, aqui fizeram uma reclamação e sugeriram verificar a cobertura de fibra, para minha surpresa esta estava disponível (no dia anterior não havia cobertura). Disseram que em 7 dias era contactado para fazer o agendamento da instalação.
Não fui contactado nos 7 dias pelo que voltei a ligar, disseram-me que a instalação estava agendada para esse mesmo dia (uiii! espectáculo pensei eu!), desliguei o telefone e fui imediatamente contactado pelos técnicos para saber onde era a casa.
Os técnicos chegaram e qual não é a surpresa, eles não estavam lá para montar a fibra mas sim para a avaria adsl (que não podiam resolver pois o meu processo já estava em migração).
Telefonei mais uma vez, deram-me uma nova data (quase 1 semana depois) eu queixei-me, eles disseram que faziam uma reclamação e era contactado o mais breve possível.
No dia que eles tinham agendado simplesmente nada aconteceu, vim a descobrir que isso foi porque fiz reclamação (implica não aceitar a data e perder a vez, coisa que não me disseram).
Mais uma vez foi-me agendado o serviço, dia 26 de Julho.
Chega o dia e o técnico (oh, já mencionei que nunca me contactavam no número que especifiquei!? mas sim para um dos números no contrato!?), anyways, técnico contacta e vai ao local.
Chega lá e diz imediatamente que não é possível furarem a parede pois não têm uma broca suficientemente grande para isso, dizem também que tenho de dizer a alguém para o fazer (WTF!?) e para depois agendar de novo a instalação.
Nesse mesmo dia arranjei um empreiteiro para fazer o serviço, tendo-lhes ligado imediatamente ao que me responderam que falariam com a central de agendamentos para fazer o serviço no dia a seguir, os técnicos telefonaram passado 30 min a confirmar.
No dia seguinte não obtendo notícias, telefono directamente aos técnicos ao que me respondem não terem nenhum serviço agendado... E que teria de telefonar novamente a agendar o serviço.
Mais uma vez telefono e fica a instalação agendada para o dia 31 de Julho.
31 de Julho, nem me contactam nem nada, vai um gajo directo para o local e só venho a saber porque um vizinho o viu lá. Vou de imediato ao encontro do técnico e explico-lhe onde fiz o furo etc...
Quando voltamos para fora de casa, ele começa a olhar para os postes onde tem de passar a fibra e qual não é a minha surpresa, diz-me que é impossível ele fazer o serviço sozinho (wutface.jpg).
Eu digo-lhe que é vergonhoso estar desde o dia 8 à espera e que sempre que aparecem existe um problema, ele responde que há gente à espera há 2 e 3 meses. Respondo-lhe que esse argumento é uma merda e vergonhoso.
Ele vai para a sua carrinha faz os seus contactos e poem-se na alheta sem me dizer mais nada.
Mais uma vez telefono para o apoio e volto a expor a situação, pedem-me (tal como nas outras chamadas todas) imensas desculpas, que não sabem como isto ocorre etc...
Dizem que me vão contactar ainda no dia 31 e resolver isto, que desta vez é a vez.
Eram já 19h e não fui contactado, como tal telefonei mais uma vez ao que pela primeira vez tenho um atendimento honesto, em que me dizem que é quase impossível me contactarem nesse mesmo dia, e que eles (os moços da instalação) têm 2 dias para resolver a situação pois devido ao número de problemas/reclamações teriam repercussões caso não o fizessem.
Portanto supostamente hoje ou amanhã terão que resolver isto... Estou para ver o que vão fazer acerca dos 3 dias que tirei do trabalho para estar com os técnicos e do dinheiro que gastei para abrir o furo da instalação...
Neste tempo todo tive net de ~2mb que não dá para ver youtube a 480p sem travar... /Fim do Desabafo
DEMASIADO LONGO, NÃO LI:
Tou a levar no pacote por parte da MEO/Altice desde o dia 8 de Julho.
ACTUALIZAÇÃO 1: Telefonei mais uma vez e agora disseram-me que o prazo de 2 dias foi alargado pois o serviço requer o aumento da cobertura de fibra. Foi feita mais uma reclamação. Não me disseram mais absolutamente nada...
Actualização 2: Acabaram de me ligar a dizer mais uma vez o porque de não conseguirem fazer o serviço do dia 31. Disseram-me que não era possível agendar uma data e que iriam falar com o departamento técnico para dar seguimento à coisa, PROMETERAM contactar-me até amanhã ao fim da manhã.
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2016.02.28 22:37 ertgerfgserfsertfew oscars 2016 ao vivo

Oscar 2016: Assista Ao Vivo ao anúncio dos Indicados cinepopcombroscar-2016-assista-ao-vivo-ao-anuncio-dos-indicados-1 14 de jan de 2016 - O CinePOP disponibilizou para nossos leitores um player para assistir AO VIVO o anúncio dos indicados ao Oscar 2016 Oscar 2016 – Wikipédia, a enciclopédia livre s:ptwikipediaorgwikiOscar_2016 A 88ª cerimônia de entrega dos Academy Awards (ou Oscars 2016) é uma futura e será transmitida ao vivo pela emissora de televisão estadunidense ABC e Oscar 2016 acontece hoje com DiCaprio como favorito correio24horascombroscar-2016-acontece-hoje-com-dicaprio- 8 horas atrás - Com polêmica sobre ausência de negros, o Oscar 2016 acontece hoje, em Los Angeles, com transmissão ao vivo na TNT e Globo Oscar 2016: Globo e TNT transmitem cerimônia ao vivo sidneyrezendecom260554+oscar+2016+globo+e+tnt+transmite 21 horas atrás - O evento também conta com a cobertura ao vivo do E! Entertainment, direto do tapete vermelho CINEMA Jornalista formada pela Oscars 2016: horario, nominados, s.treaming en vivo, redes cnetcomcomo-ver-los-oscars-2016-por-int Traduzir esta página 22 horas atrás - Te explicamos cómo seguir la entrega de premios de la Academia este domingo 28 de febrero desde tu celular, tableta o computadora Onde assistir ao Oscar 2016 Cultura EL PAÍS Brasil brasilelpaiscom › Cultura › PRÊMIOS OSCAR 2 dias atrás - No Brasil, o evento poderá ser visto ao vivo a partir das 20h30 (horário de O Oscar 2016 terá novamente como mestre de cerimônias o ator e Oscar 2016 - Filmes indicados e vencedores Omelete omeleteuolcombroscar Para o Oscar 2016, a cerimônia acontecerá em 28 de fevereiro, com manter vivo a qualidade e competência que carece hoje a industria cinematográfica Oscar 2016 ao vivo online - VAVELcom vavelcom611375-cerimonia-do-oscar-2016-ao-vivo-onlineht Guia VAVEL do Oscar 2016 A cerimônia, marcada para 28 de fevereiro de 2016, será no Teatro Dolby, em Los Angeles, Califórnia e será transmitida ao vivo
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2014.11.10 12:39 MiguelRequejo Cuando Mariano encontró a Artur. Nacionalismo Coloñial.

Mi análisis del idilio enter Mariano rajoy y Artur Mas. Sin coñas....¿o sí?
Estaba soñando que Kim Novak, no sé si la de Vértigo o la de Pic-Nic, y yo nos habíamos salvado de un naufragio y estábamos solos en una isla desierta y ella me decía, -Ámame, no puedo esperar más, te necesito, hazme tuya- exclamaba toda desnuda y anhelante, frente al mar inconmensurable, sobre la arena brillante y los cocoteros aullando a nuestra espalda una ranchera y yo le decía, -Vas muy deprisa, tenemos que conocernos, darnos un tiempo…… Cuando sonó el teléfono. Eran las tres de la madrugada. -¿Si? -Vístete que pasaran a recogerte en una hora. Era mi jefe, bueno, uno de mis jefes. Ahora mismo hay quince personas que pueden decir, sin mentir, que son jefes míos. Los mantengo a tiempo parcial y los atiendo sólo cuando me llaman para ofrecerme generalmente trabajos mal pagados, de poca duración y nula cobertura social. Es que soy así de pobre. -¿De qué va esto? ¿Sabes la hora que es? -No lo sé. Sí, las tres a eme. Era de todos mis jefes, el que me daba ocupaciones más chungas. Eso sí, también las mejor pagadas. Un día me contrato de gigoló con una ricachona de ochenta años por dos horas y mil euros. Estuve tres días con ella. Hasta que conseguí que tuviera un orgasmo. Soy así de cumplidor. Así que esta vez a saber que sería. -¿Cuánto de las dos cosas? -Unos cien euros y el tiempo no sé. -¿Cien euros? ¿Tú estás de coña? -Cien euros y un empleo de funcionario de por vida, en la administración catalana o en la española. ¿Catalana? ¿Española? ¿Pero esto de qué iba? -¿No puedes ser más explicito? ¿Un poquito? -Un poquito sí. Harás de intérprete. -¿De intérprete de qué? -De catalán. -Tú ya sabes que yo me defiendo mal con el francés y el inglés me cuesta leerlo. -Es catalán- castellano. -¿Catalán- castellano? ¿Es una broma? -No, no lo es. -¿Qué es, un sudamericano que viene a sumergirse en lo más profundo de la cultura catalana o qué? -Te he dicho un poquito. -¿Puedo elegir el puesto de funcionario? -No, pero me han garantizado estabilidad. Joder, ¿Qué hago? Las tres de la mañana, un coche esperándome para llevarme vete tú a saber dónde, para traducir del catalán al castellano y como premio cien euros y un empleo de funcionario para toda la vida. Esto sonaba a algo clandestino. Molaba. -Vale. -¿Me llamarás para decirme de qué ha ido? -No- y colgué. Abajo me estaban esperando dos coches, uno de la Guardia Civil y otro de los Mossos, los dos con las puertas abiertas invitándome a entrar. -¿Cómo me parto, a lo largo o a lo ancho? Lo echaron a cara y cruz y me toco ir en el de los Mossos. Los verdes detrás, escoltándome. -¿A on anem? No me contestaron, como esperaba, pero yo tenía que preguntarlo. Arrancaron y pusieron un rap
 Cara al sol con la camisa nueva 
que no es de franela pero que sabe a tela, a tela, tela marinera para pasear por las montañas nevadas buscando castañas envenenadas..
-¿Quién es éste? -No lo sé, es música corporativa. Es lo que escuchamos. Miré hacia atrás, me imagine lo que estarían escuchando los de atrás. Alguna sardana elíptica o una habanera llorona. -Cagondena- oí delante y de pronto el mosso que no conducía se abalanzó sobre mí, me asusté y me eche para atrás dispuesto a vender cara mi vida. Pero sólo quería ponerme un pañuelo en los ojos. Para que no viera por dónde iba. Y yo tonto de mí, ni me había fijado dónde estábamos. Se veía que no había entrado todavía en modo peli de suspense. Subieron el rap a tope Me bordaste la camisa en rojo ayer, dejaste la sisa que casi un resfriado cojo y pa más joder y con tan mala suerte que seguro hallo la muerte y sino, ojalá te vuelva, borde, a ver. ¡Qué vas a ver! Llegamos, oigo los típicos ruidos de frenazos, puertas que se abren, pasos sobre el asfalto y la puerta de mi lado que se abre. Casi me caigo de espaldas. Plaza Sant Jaume, Palacio de la Generalitat. Aquí hay gato encerrado, busco cámaras, no las veo. Miro al mosso que está a mi lado. Parece de verdad. Busco el coche de la Guardia Civil, lo veo parado, asomando un poco el morro en la esquina con la calle Jaume I. Se acerca a mí un tío Sam pero disfrazado con la cuatribarrada y una barretina en la cabeza. Ahora me doy cuenta de que hay coches oficiales por un tubo. Todos repletos de banderas. Hay uno que lleva uno, dos, tres….trece banderas españolas. El coche oficial catalán que más lleva tiene siete cuatribarradas. Alguien se va a llevar una bronca cuando esto acabe. -¿M'acompanya si us plau?- me pregunta el del carnaval con un acento de Olot impecable. Digo que sí con la cabeza. No salgo de mi estupor. Entramos, escalinatas, pasillos. -¿Com deixa vostè que ho disfracen d'aquesta manera? ¿No té orgull? Me mira con suficiencia. -Mira, niño, el orgullo yo lo dejé en la estasión de trenes de Campillos, Málaga, ahora hase sincuenta años. Tuve que cambia trabaho por orgullo- contesta con un acento andaluz de soca-rel. Espera a ver qué digo, pero estoy ko. -A veure si ets capaç de fer-li aquesta pregunta als de dins- dice y me deja delante de una puerta que se abre sola. Entro. Hay al fondo dos personajes sentados uno enfrente del otro, no hay más mueble en toda la sala. Avanzo. No me lo puedo creer. Me acuerdo de mi jefe y de su puta madre. Son ellos. ¿Qué esperan de mí? Si apareciese Tarantino no estaría más sorprendido. Me acerco. Los dos se miran el uno al otro como en éxtasis y no me hacen ni puto caso. ¿Y yo?, ¿Dónde me siento? Miro a mi alrededor. En una de las esquinas veo una silleta de playa, plegada, apoyada sobre la pared. Debe ser para mí. Voy a por ella, la despliego y me siento quedando uno a mi izquierda y otro a mi derecha. Nada, como si no estuviera. -Buenas noches – digo -Buenas noches- contesta Mariano. Artur permanece mudo. -Bona nit- digo -Bona nit- contesta Artur. Mariano ni mu. Me quedo pensativo, -¡Hey! -¡Hey!- contestan los dos al unísono. Esta coincidencia parece que les anima. Los dos me miran esperanzados. -¡Hola! -¡Hola!- contestan los dos como niños en el circo. -¿Quién empieza, qui comença? Mariano alarga la mano en gesto de invitación a que empiece Artur y Artur se la devuelve. Los dos permanecen en silencio. -¿Hago un resumen, faig un resum? Ahora los dos con la mano abierta me invitan a que lo haga. -Estem aquí reunits para unir en santo matrimonio….ay, no, que no va por ahí. A ver que me centro. Aquesta historia va a començar…..tampoc. Si, si, ahora. Esto que está pasando es como si usted, Mariano, permítame que no le tutee, tuviera un conjunto con un solo elemento. Este elemento sería: “Cataluña no se va de España”. Y vosté, Artur, tampoc ho tutejaré, tingues un altre conjunt amb un element que diu: “Catalunya es vol pirar de Espanya”. Como es veu, se ve, no hay, no hi ha, intersección, intersecció, posible, possible. Sólo unión o separació. De pronto oigo un gemido. Miro a Mariano. No es él. Miro a Artur. Es él. Está llorando, plorant. Es normal, normal, pienso, penso, quiere, vol, y no quiere, no vol, irse, anar-se. Mariano le tiende un pañuelo para que se suene. Es un pañuelo con la bandera española. ¿Qué mala leche! me digo, em dic. Artur se suena y de pronto se da cuenta con qué se está sonando. Se vuelve a sonar, esta vez estrepitosamente, a demás gargajea y se limpia con el pañuelo. Me lo da para que se lo devuelva a Mariano. Declino la oferta. Artur mismo se lo devuelve a Mariano. Con una sonrisa maliciosa. Sin dejar de llorar. Mariano coge el moquero, lo mira. Pone morritos. No, no. Si, si, arranca a llorar, plorar, también, tambe. Artur que estaba dejando al ver a Mariano se anima. Redobla los esfuerzos. Artur se siente retado. Berrea. Mariano sube el tono. Ahora berrean los dos. Yo, ¿Qué hago? Nada. Me digo esto no hay Dios que lo traduzca. Aparece el bedel. -Pero niño. ¿Qué le ha jecho a ehto do? No sé cómo explicarlo. De todas formas no me deja. Me empuja. -Ven, sal por esta puerta. Tú no has estado aquí. No digo ni mu. Yo lo que quiero es irme. Traspongo la puerta de incendios y el berreo continua. Y hasta aquí es todo lo que pude ver con mis ojos. A partir de aquí elucubro. Teniendo en cuenta como los dejé y que he oído que se reúnen la próxima semana interpreto que por fin los guionistas han encontrado por donde seguir …aunque yo veo el asunto bastante peliagudo y a los guionistas un tanto perdidos…perdidos….lost……no sé si me explico. Que lo mismo les da por decir que estamos todos muertos y que teniendo en cuenta tal vicisitud, lo mismo da una cosa que otra. Pero de todas formas claramente se dibuja uno de estos dos panoramas, o cambian de protagonistas o lanzan una nueva temporada, con ofertas y contraofertas, liquidación por fin de legislatura o una relación sentimental a todas luces descabalgada entre Artur y la vicepresidenta, peores cosas se han visto en “Aquí no hay quién viva”, o ya rozando lo inverosímil Mariano se aprende el catalán en dos semanas, se hace casteller y le da a la sardana de locura y tira capítulos nuevos. La cosa es mantener el sinsentido y la cerrazón que es lo que caracteriza a esta serie. Ni que decir tengo que ni me pagaron los cien euros ni soy funcionario, si no de qué iba yo a estar aquí contando esto a ver si me saco unos euros. Resumiendo: Que ustedes la semana que viene, lean lo que lean y oigan lo que oigan, no pierdan de vista que es una serie, no la realidad. Para la realidad, el bedel de Málaga.
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